Gerenciamento de Projetos

14 Comentários 09.02.14 33310 Vizualizações Imprimir Enviar
What if – ferramenta para identificação de riscos

“What if”: a fase de identificação de riscos é primordial para o Gerenciamento de Riscos, sejam estes riscos de projeto, segundo a metodologia PMI (Project Management Institute), ou riscos na acepção usual do termo, riscos de SMS (Saúde, Meio Ambiente e Segurança). A ferramenta “What if” é um auxiliar valioso para a identificação de riscos em qualquer fase do projeto.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

What if – os processos do Gerenciamento de Riscos

 

O PMBoK Guide identifica nesta área de conhecimento 6 processos:

  • Planejar o Gerenciamento de Riscos
  • Identificar riscos
  • Análise Qualitativa dos Riscos
  • Análise Quantitativa dos Riscos
  • Planejar as respostas aos riscos
  • Monitorar e controlar os riscos

Com o enfoque de SMS, os processos não diferem substancialmente: há no entanto diferentes ferramentas de identificação e análise de riscos, dentre as quais destacamos algumas:

  • What if
  • Check lists
  • Análise preliminar de perigo
  • 5 porquês
  • HAZOP
  • FMEA/FMECA
  • Árvore de Falhas
  • Árvore de Eventos

Algumas destas ferramentas são mais aplicáveis às causas, outras ao evento propriamente dito, e ainda outras são mais adequadas para análise de consequências.

What if: ferramenta de identificação de riscos

What if: ferramenta de identificação de riscos

Iremos abordar cada uma destas ferramentas em próximos artigos do Blogtek. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

What if – descrição da ferramenta

What if é uma técnica qualitativa de cunho geral, de simples aplicação e muito útil como primeira abordagem, na identificação e detecção de riscos, em qualquer fase do projeto ou processo.

A aplicação da ferramenta consiste em reuniões de uma equipe especializada, conhecedora do processo, que avalia o fluxo o processo, os subprocessos envolvidos, as entradas e saídas, e, com base no conhecimento de cada integrante, são levantadas questões do tipo “What if?”, ou, em Português, “E se?”.

Ao responder a questão levantada, a equipe não precisa, necessariamente, ir fundo na pesquisa e identificação das causas e consequências. Eventualmente, estas causas e consequências podem ser melhor detalhadas, assim como as medidas de mitigação e prevenção, através de outras ferramentas, dentre as acima mencionadas.

What if – exemplos de questões

E se a válvula X estiver bloqueada?

E se o tanque transbordar?

E se a temperatura de reação subir acima do aceitável?

E se faltar energia?

Observem que as respostas a estas questões podem ter diferentes graduações de detalhamento, ensejando a oportunidade de utilização das outras ferramentas, que permitirão análise qualitativa e quantitativamente os riscos.

What if – organização

Para realizar uma adequada análise “What if”, é importante um time multifuncional com experiência na planta e no processo, com um coordenador com capacidade de liderança, e realizar reuniões adequadamente conduzidas, iniciando com a apresentação da metodologia.

É necessário também ter disponíveis o lay-out da planta, os fluxogramas de processo e de engenharia, especificações de equipamentos, variáveis do processo, diagramas de instrumentação (P&ID’s) e outros documentos pertinentes.

Percorre-se o fluxo de processo, buscando se colocar questões “What if” ao longo do percurso.

Para conhecer outras ferramentas de identificação e análise de riscos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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