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Viés inconsciente – impactos na organização e na gestão de projetos

Stonner Comente 07.05.18 1227 Vizualizações Imprimir Enviar

Viés inconsciente – nossa percepção, julgamento e comportamento não são necessariamente baseados em nossa análise (na realidade, raramente, o são), mas sim fruto de preconceitos previamente existentes. Preconceito é diferente de discriminação. Preconceito é um pré-conceito, ou seja, um conceito formado sem análise, o qual pode ser positivo ou negativo. O preconceito, ao definir nossa percepção, é denominado “viés”. Por exemplo, se alguma(s) vez(es) você teve uma experiência bem sucedida com um judeu de meia idade (isto é só um exemplo!!!), inconscientemente haverá uma tendência sua de imaginar que negócios ou parcerias conduzidas com judeus de meia idade terão um desfecho favorável (este viés é um exemplo de um preconceito positivo). Já abordamos aqui no Blogtek alguns aspectos relacionados, como por exemplo “O viés do sobrevivente”.  Saber como o viés atua em nosso julgamento é importante, mas recentemente vem sendo estudado como o viés inconsciente atua no gerenciamento e nos processos decisórios. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Viés inconsciente – introdução

Viés inconsciente

Viés inconsciente

A existência de um viés é até uma forma de defesa de nossa mente, frente à enorme quantidade de decisões a serem tomadas cotidianamente. Se tivéssemos que fazer uma análise, executar um processo decisório para cada uma destas decisões a tomar, não o conseguiríamos. Por isso, nossa mente armazena experiências passadas para auxiliar neste processo. Porém, não são apenas experiências passadas que formam nossos pré-conceitos, nossos vieses, referências externas também impactam fortemente.

Estudos nesta área indicam que em média leva 6 segundos para formarmos uma opinião acerca de uma pessoa à qual somos apresentados, fruto do viés inconsciente.

Obviamente, isto pode nos levar a erros, julgamentos precipitados, avaliações inadequadas. O problema é que muitas vezes não temos consciência destes preconceitos, daí o nome de viés inconsciente.

Portanto, é interessante conseguir desvendar estes aspectos do viés inconsciente, para podermos tentar tomar decisões mais isentas.

Pesquisadores das universidades de Harvard, Virginia e Washington criaram o Implicit Association Test (IAT), o qual permite detectar um pouco deste nosso eu desconhecido. Uma limitação do teste, para nós, é que ele é fortemente dependente de associação de palavras, e o teste, obviamente, é em Inglês, e uma das premissas para a sua realização é a rapidez.

Aqui no Blogtek já publicamos artigo que abordam as questões éticas e o comportamento, tais como “Valores, desempenho, comportamentos” e “As quatro alavancas de controle”.

Viés inconsciente – diferentes tipos

Gary Hamilton, gerente de projetos com larga experiência, voluntário no PMI, escreveu um artigo denominado “Contributing Factors to Ethical Violations: What Makes Otherwise Ethical Project Managers Make Poor Decisions”, onde discorre sobre os fatores que levam gerentes de projeto a decisões equivocadas e muitas vezes a violações éticas. Dentre estes fatores, ele destaca o Viés Inconsciente, o qual desdobra em subcategorias:

  1. Viés da afinidade: a tendência a acolher pessoas com pensamento semelhante ao nosso.
  2. Efeito Halo: a tendência a ver como positivo tudo que é relacionado a uma pessoa da qual gostamos.
  3. Viés da percepção: a tendência de formar estereótipos e premissas sobre determinados grupos, o que impossibilita um julgamento objetivo sobre membros deste grupo.
  4. Viés da confirmação: a tendência que temos de BUSCAR informações que confirmem nossas crenças e premissas pré-existentes, e DESCARTAR inconscientemente informações em contrário.
  5. Pensamento grupal: este viés ocorre quando se tenta arduamente se encaixar em determinado grupo, pela imitação de comportamento, ou dando suporte aos pensamentos e opiniões do grupo.

Viés inconsciente – como evitar que prejudique nossas decisões

  1. Reconhecer, em nível individual, a existência do viés inconsciente, e utilizá-lo como alavanca para o crescimento. Saber de sua existência permite participar de treinamentos, fazer autoanálise, enfim, mitigar os efeitos negativos do viés inconsciente.
  2. Agir em nível organizacional: saber que existe o viés inconsciente permite atuar junto aos colaboradores, no sentido de ajuda-los a identificar seu próprio viés inconsciente, e outras barreiras pessoais. De maneira pragmática, perceba que se um viés inconsciente negativo é detectado por alguma parte interessada, isto pode repercutir muito negativamente para o projeto.
  3. Assegurar uma cultura de abertura: é necessário que todos os colaboradores tenham consciência de que a empresa é uma empresa aberta, sem preconceitos e discriminações, para que cada um se sinta à vontade para contribuir com sugestões, relatar problemas, relatar preocupações, sem temer possíveis ameaças.
  4. Customizar os treinamentos de forma a atender as necessidades organizacionais e os riscos do negócio ou projeto, em determinados ambientes (culturas distintas, comportamentos sociais permissivos do ponto de vista ético, etc.).
  5. Incluir as expectativas éticas e comportamentais nos códigos de conduta, normas e procedimentos, bem como as consequências do não cumprimento destas normas.

A cada semana, publicamos novos artigos aqui no Blogtek, sobre Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, e tópicos sobre Liderança e Gestão. Também semanalmente publicamos um vídeo, os quais podem ser acessados em youtube.com/c/Blogtek. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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