Gerenciamento de Projetos

Comente 25.11.19 250 Vizualizações Imprimir Enviar
Unknown unknowns – as dificuldades em identificar riscos

Unknown unknowns – as dificuldades em Identificar riscos. Uma recente matéria na página do UOL me fez lembrar um aspecto da identificação de riscos: a dificuldade em visualizar cenários, em antecipar os riscos e as consequências advindas de cada risco identificado. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Identificar Riscos – o que são “Unknown unknowns”?

Donald Rumsfeld, que foi Secretário de Defesa dos Estados Unidos, proferiu uma vez a célebre frase:

There are known knowns. These are things we know that we know. There are known unknowns. That is to say, there are things that we know we don’t know. But there are also unknown unknowns. There are things we don’t know we don’t know.

A frase surpreende pelo texto confuso, porém o PMI incluiu estes termos em seu glossário, com a correspondente tradução em Português:

Identificar riscos: Unknown Unknowns
Identificar riscos: Unknown Unknowns

Identificar Riscos – as consequências do desastre de Fukushima

O artigo que mencionei, no UOL, cujo título é “A surpreendente causa de centenas de mortes após acidente nuclear de Fukushima – não é a radiação…” me chamou a atenção.  

Obviamente, quando falamos de um acidente relativo à energia nuclear, pensamos de imediato em fatalidades oriundas da radiação. Mas o artigo remete a causas surpreendentes, e quase inimagináveis, por isso fiz o vínculo com as palavras do Donald Rumsfeld, em particular o termo: Unknown unknowns.

Em 11 de março de 2011, um terremoto de magnitude próxima de 9 causou um tsunami com ondas de 14 metros e a água inundou a usina nuclear de Daiichi no município de Fukushima, na costa nordeste do país.

O tsunami causou danos à usina nuclear e a liberação de material radioativo. Mas, além das vítimas diretas do acidente, uma decisão das autoridades japonesas causou mais de 1.280 mortes adicionais. E essas mortes não foram devidas à radiação, mas ao frio. Por quê?

O Japão já tem um trauma relacionado com a energia nuclear devido às bombas atômicas lançadas em Hiroshima e Nagasaki. O evento ocorrido em Fukushima potencializou este trauma, e levou o governo japonês a, em um prazo de 14 meses, fechar todas as usinas nucleares do país, responsáveis por gerar 30% da energia elétrica do país. E esta redução da energia nuclear levou ao aumento da importação de combustíveis fósseis, para acionar usinas termoelétricas, elevando o custo da energia elétrica em 38%.

Este aumento no preço da energia elétrica levou à redução no consumo de eletricidade, utilizada por muitas pessoas para o aquecimento das residências.

Cientistas usaram modelos matemáticos em algumas cidades, e puderam avaliar que 1.280 mortes ocorreram em decorrência desta redução no aquecimento residencial. As cidades pesquisadas correspondem a 28% da população do Japão, portanto o número pode ser maior.

Em um artigo publicado há bastante tempo aqui no Blogtek, Identificar Riscos, menciono diversas ferramentas e técnicas preconizadas no PMBoK Guide para Identificar Riscos.

Face à leitura deste artigo, eu incluiria também o What If, como meio de tentar descobrir possíveis riscos, impactos e consequências que não estejam presentes nos cenários inicialmente delineados.

A cada semana, publicamos novos artigos aqui no Blogtek, sobre Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, e tópicos sobre Liderança e Gestão. Também semanalmente publicamos um vídeo, os quais podem ser acessados em youtube.com/c/Blogtek.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Incoming search terms:

  • Gestão estratégica Modelo de Lewin
  • Modelo de Lewin sobre mudança
  • segundo o modelo do processo de mudanca organizaxional pro kurt lewin a etapa de

Clique aqui e cadastre-se para receber uma notificação por email sempre que um novo artigo for postado

Seu email não será utilizado por terceiros nem para envio de spam.
Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

Newsletter

Seja notificado sempre que um novo conteúdo estiver disponível.

Não se preocupe, não temos prática de enviar spam.