Gerenciamento de Projetos

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Teoria U – aprendendo com o futuro

Teoria U – aprendendo com o futuro. Em muitos artigos aqui do Blogtek (Planejamento estratégico, Planejamento de Cenários, 10 escolas de Planejamento estratégico ), mencionamos o fato de que o passado não mostra necessariamente o caminho para o futuro. Esta é a base do Planejamento Estratégico, e destaca a importância dos Indicadores de Tendência, em detrimento dos Indicadores de Desempenho. E tudo isto tem a ver com a Teoria U.  Particularmente, como gestor, além de pai, avô e educador, o conceito me interessou. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Teoria U – origens

As origens da Teoria U remontam a pesquisas sobre pedagogia realizadas na Holanda, na década de 60. Cerca de 30 anos após, Otto Scharmer, economista e professor do MIT (Massachussets Institute of Technology), estudioso do Gerenciamento de Mudanças, elaborou a Teoria U.

O nome da Teoria não vem da inicial de nenhuma palavra, mas da forma da letra U, a qual remete a um mergulho para depois vir à tona.

O livro “Teoria U – Como Liderar Pela Percepção e Realização do Futuro Emergente” foi publicado em 2009, fruto de dez anos de pesquisa no MIT. A ideia central é o conceito de “Presencing”, neologismo que agrega as palavras “presence”(presença) e “sensing”(sentindo), que simboliza a “habilidade de sentir e trazer ao presente o melhor futuro potencial de alguém”.

Este conceito é tão preponderante que Scharmer fundou o Presencing Institute.

Teoria U – os sete passos

Passo 1 – Downloading

Este passo se baseia em OUVIR. Ouvir ao outro, ouvir a si, e dar se conta dos conhecimentos e medos que tem em nível pessoal e profissional. Reflexão, interiorização. Mente aberta.

Esta seria uma etapa de Conhecimento Interno.

Passo 2 – Observar

Uma vez descobertas nossas fragilidades e forças, é necessário verificar se estas (fragilidades e forças) não antagonizam aquilo em que cremos. Ou seja, muitas vezes a “voz do julgamento” (seja o nosso julgamento individual, ou nosso receio de exposição aos pares, à sociedade) cerceia nossas decisões e opiniões. Suspender a voz do julgamento, e buscar identificar nossas relações com o meio em que estamos. Coração aberto.

Por exemplo, nos tempos politicamente conturbados em que vivemos (sem entrar em nenhum viés político específico), quando fazemos parte de um grupo, muitas vezes internamente nos identificamos com alguma ideia de um espectro oposto, e a “voz do julgamento” impede nossa manifestação.

Passo 3 – Sentir

Nos passos anteriores, fomos gradualmente da Mente Aberta ao Coração Aberto, ou seja, ainda em uma visão introspectiva. Neste passo, iremos desenvolver a Vontade Aberta, ou seja, como queremos agir com todo o meio.

Passo 4 – Presencing

Alguns autores usam o termo em Português Presenciar, porém prefiro manter o neologismo criado, que significa Presença + Sentido. É o ponto mais fundo do U, é o ponto de inflexão, também chamado de Buraco da Agulha.

Com base na Mente Aberta, Coração Aberto e Vontade Aberta, é o momento de colocar em prática, ainda em nível individual, concretizar o que se visualizou na descida do U.

Passo 5 – Cristalizar

Neste passo busca-se, na subida do U, colocar o propósito de forma real, o que envolve toda a equipe. De que maneira, em termos práticos, iremos atingir as metas às quais nos propusemos? Interação entre pessoas e ideias, na busca de oportunidades e recursos para colocar em prática o que se vislumbra para o futuro.

Passo 6 – Prototipar

Montar os modelos concebidos no passo anterior. Aprender fazendo, buscando as aplicações práticas, transformando as ideias em processos.

Passo 7 – Performar

Também chamado por alguns autores de “decolar”, ou seja, no passo 4 viu-se a necessidade de alçar voos, conseguir maiores altitudes (um balão, um avião, um foguete, um drone?), no passo 5 definimos o que deveria ser, de que maneira atingir os objetivos (por exemplo, será um avião), no passo 6 construímos o protótipo do modelo que queremos (“construímos o avião”), e agora vamos operar o ativo (“pilotar o avião”).

Teoria U – esquema

Teoria U - esquema
Teoria U – esquema

Estamos sempre publicando dicas e sugestões para Gerenciamento, Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, envolvendo a Gestão do Conhecimento. Toda semana, um artigo e um vídeo (youtube.com/c/blogtek). Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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