Gerenciamento de Projetos

Comente 12.08.19 483 Vizualizações Imprimir Enviar
Técnica de Grupo Nominal – TGN

Técnica de Grupo Nominal – já publicamos aqui no Blogtek diversas ferramentas e métodos para obter consenso, solução de problemas, suporte ao processo decisório: Brainstorm, Método Delphi, Técnica da escada, Brainstorm reverso. Cada uma delas tem suas características, virtudes e limitações. Vamos hoje aportar mais um conceito, que é o da Técnica de Grupo Nominal.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Técnica de Grupo Nominal – origem

Uma limitação do Brainstorm é o efeito manada, quando todos tendem a seguir a opinião do líder, do gerente, ou de alguém com mais experiência. Para contornar este problema, os líderes com mais experiência, conhecedores deste efeito, podem se resguardar para só emitir suas opiniões ao final. Por outro lado, isto pode suscitar uma dificuldade em fazer com que os participantes comecem a emitir suas opiniões sobre o tema em discussão.

O método Delphi busca consenso a partir de opiniões de especialistas no assunto, consultados anonimamente. Suas ideias são paulatinamente consensadas e convergidas por um facilitador, até obter-se uma posição comum e definitiva sobre o assunto. Porém, este processo tem o incoveniente de ser mais demorado.

A Técnica de Grupo Nominal busca uma posição intermediária entre estes pólos opostos. Em um primeiro momento, cada participante expressa sua opinião de forma silenciosa e independente, sem pressão dos demais.

Técnica de Grupo Nominal – características

Busca-se utilizar a técnica de grupo nominal nas seguintes circunstâncias:

  • Alguns membros do grupo se expressam mais que os demais, são mais desenvoltos, menos inibidos;
  • Alguns membros do grupo raciocinam melhor em silêncio;
  • Há a preocupação com a eventual não participação de alguns membros;
  • O grupo tem dificuldade em gerar ideias;
  • Alguns (ou todos) os membros são novatos no grupo, ou não se conhecem;
  • O assunto é controverso, ou é potencial gerador de conflitos;
  • O facilitador do processo tem superioridade hierárquica sobre os participantes.

Os grupos na Técnica de Grupo Nominal devem ser de 6 a 10 pessoas.

Técnica de Grupo Nominal – procedimento

  1. O facilitador expôe o problema a ser tratado, certificando-se de que todos tenham compreendido;
  2. É dado um tempo para que cada embro do grupo, em silêncio, escreva em uma folha de papel as ideias que tem acerca do problema em questão (em cerca de dez minutos);
  3. O facilitador solicita a que os participantes exponham em voz alta as ideias que anotaram, uma a cada vez. O facilitador escreve as propostas em um flipchart ou quadro branco. Como a quantidade de ideias aportadas por cada um do grupo difere, haverá momentos em que o participante declina, e cede a vez ao próximo, por já ter exposto todas as suas contribuições;
  4. Cada uma das proposições é discutida no grupo; quem emitiu pode esclarecer dúvidas; se houver consenso, alguma proposição pode ser descartada;
  5. Cada participante faz uma votação de TODAS as ideias, de 1 a 5 (1 menos importante, 5 mais importante), e entrega suas notas ao facilitador, que as lançará, de forma ANÔNIMA, em uma planilha;
  6. Ao término da votação, as propostas são priorizadas

A partir desta lista de propostas priorizada, elabora-se um Plano de Ação, por exemplo do tipo 5W-1H (What, Why, When, Who, Where, How – eventualmente pode-se incluir o How much, neste caso seria o 5W-2H).

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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