Stonner, reunião em BacabeiraInfância e Adolescência:

Rodolfo Stonner nasceu em Belo Horizonte, MG, em 1954, porém foi para o Rio de Janeiro aos 9 anos de idade. Logo depois, seu pai foi trabalhar no Pará, onde residiu durante 3 anos. Ao retornar para o Rio de Janeiro, estudou no Colégio de Aplicação da UERJ (naquela época era UEG), e em 1972 prestou vestibular, tendo passado para o IME, em quarto lugar, para o ITA e para a PUC.

Aqueles eram anos efervescentes… o movimento hippie, a ditadura militar…

Durante o pré-vestibular, engajou-se no Partido Comunista Brasileiro (linha soviética), e sua militância seria incompatível com a atividade como aluno no IME ou no ITA. Restava a PUC.

O seu desejo de trilhar o mundo o fez embarcar, com passagem de ida apenas, e mais 300 dólares no bolso, rumo a Portugal, em 07 de março de 1972, ainda com 17 anos. Até setembro perambulou de carona pela Europa e norte da África (Marrocos), vivendo de pequenos biscates e favores…

Em Setembro, com uma namorada francesa, estava em Londres, residindo de favor na casa de um pintor retratista. Como sempre ia ao Consulado Brasileiro, ter notícias do país (é, nada de Internet naquela época…), travou conhecimento com uma família carioca da qual obteve alguns slides (se usava muito à época) representando imagens brasileiras, principalmente do Rio de Janeiro. Retornado à casa do pintor, que dispunha de vasto material de pintura e um projetor de slides, projetava sobre telas e cartolinas os slides do Brasil, e acrescentava um “toque artístico”…e depois ia à Portobello Road, misto de feira de antiguidades e feira hippie, expor e tentar vender seus quadros.

Não conseguiu vender nenhum quadro, porém todos os turistas brasileiros que passavam por lá, ao ver os quadros com imagens brasileiras, se condoíam daquele franzino jovem brasileiro, e rapidamente angariou o suficiente para comprar uma passagem em um voo charter para os EUA… já não estava mais com a namorada francesa.

Em Nova Yorque o controle de migração não era tão duro quanto se tornou alguns anos depois. Contudo, apesar de possuir o visto, foi lhe dado apenas um dia para ficar nos EUA, portanto ato contínuo foi de carona para o Canadá (Toronto). Após alguns dias em Toronto, decidiu ir à Costa Oeste e começou a pedir carona. Logo após Toronto, conseguiu uma memorável carona até Calgary (cerca de 2.000 milhas). De Calgary até Vancouver foi de carona, porém o maior percurso foi pendurado durante 18 horas em um trem de carga da Union Pacific, atravessando as Montanhas Rochosas,  até chegar em Vancouver.

De Vancouver conseguiu entrar nos Estados Unidos, pelo Estado de Washington (não confundir com a capital Washington), e desceu a Costa Oeste até El Paso, no Texas, por onde entrou no México. Seguiu até a cidade do México, onde ficou dois meses residindo com estudantes anarquistas. Continuou descendo a América Latina, rumo à Guatemala. Na fronteira, ficou retido um dia devido a trâmites aduaneiros, amanhecendo o dia de seu aniversário de dezoito anos vendo de um lado a mensagem Bienvenido a México e do outro lado Bienvenido a Guatemala.

Resolvido o problema burocrático, chegou a Quetzaltenango, onde fez amizade com uma senhorita que coincidentemente aniversariava no mesmo dia, e era a dona do bordel da cidade, onde comemorou sua maioridade…

Prosseguiu rumo Sul, passando por Costa Rica, onde veio a conhecer seu avô paterno, que lá residia. Alguns meses e muitas aventuras após, chegou em Buenos Aires, e depois ao Brasil.

Em Porto Alegre, conheceu uma jovem que viria a ser a sua primeira esposa, com a qual retornou às estradas, indo até El Salvador, onde foi preso e deportado, por estar trabalhando apesar da qualidade de turista…

De volta ao Brasil, em 20 de Abril de 1974 prestou novamente vestibular, tendo mais uma vez sido aprovado em quarto lugar no IME, e aprovado também na UFRJ, onde se matriculou no curso de Engenharia Mecânica.

Vida Universitária e primeiros trabalhos:

Sua aptidão matemática o levou a lecionar em cursos pré-vestibulares, desde antes da formalização de seu ingresso na UFRJ. Tomou gosto pelo ofício, e já no segundo ano de professor ministrava cerca de 50 aulas semanais no Curso Miguel Couto Bahiense, onde permaneceu dez anos como professor, enquanto fazia a faculdade. Neste período conheceu Márcia, que veio a ser sua segunda esposa e mãe de seus filhos Victor, Bruno e Alexandre.

Vida Profissional:

Ao concluir a faculdade, prestou concurso em 1985 para a Petrobras, tendo sido admitido como Engenheiro de Equipamentos. Após uma ano cursando o CENEQ (Curso de Engenharia de Equipamentos) foi trabalhar na REDUC, na área de manutenção.

Em 1991, mais uma vez separado, casou-se com Meire, sua atual esposa, que já tinha duas filhas, que viriam a ser minhas enteadas Adriana e Dayanne.

Na REDUC, trabalhou nove anos como Coordenador de Paradas de Manutenção, assumindo posteriormente a Gerência de Equipamentos Estáticos da REDUC, e ainda participando da coordenação de grandes paradas.

Em 2006, foi para a área de empreendimentos, coordenar as atividades de implantação do HCC de lubrificantes da REDUC, projeto que não foi à frente devido a outras prioridades da Petrobras. Ao final de 2006, recebe o convite para ir para a Área Internacional, e se muda para Houston, Texas, onde fica quase quatro anos trabalhando na PRSI (Pasadena Refinery System Inc.), refinaria recém adquirida pela Petrobras. Trabalhou como Gerente de Planejamento e Controle do projeto de expansão da PRSI, depois na Manutenção e posteriormente foi Gerente de Planejamento e Controle da Refinaria.

Ao retornar para o Brasil, ao término da missão, optou por integrar-se à equipe da Engenharia, no projeto de implantação da refinaria Premium I, em Bacabeira, no Maranhão, tendo atuado como Gerente do Contrato de Terraplenagem, residindo em São Luís, na posição de Gerente de Construção & Montagem da Infraestrutura da Refinaria Premium I. Em 2014, foi deslocado para o Rio de Janeiro, trabalhando na preparação dos contratos EPCistas para a refinaria Premium. Em Outubro/2014, foi “emprestado” à obra da Carteira de Diesel da RPBC, tendo residido durante dez meses em Santos.

Com o término do projeto da Refinaria Premium, foi realocado na Gerência de Construção e Montagem da Obra do Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Recife. Com o PIDV (Plano de Incentivo à Demissão Voluntária) se aposentou em 16/junho/2016, voltando ao Rio de Janeiro.

No entanto, ainda não sossegou: está atualmente em Talara, no Peru, ajudando a montar o PMO (Project Management Office) para a ampliação da refinaria de Talara.

Certificações:

Em 2001, fez o MBA em Gestão Empresarial pelo IBMEC, em uma turma exclusiva de gerentes da REDUC. Durante seu período nos Estados Unidos, obteve sua certificação como PMP (Project Management Professional), e RMP (Risk Management Professional), ambos pelo PMI, e também obteve o CRE (Certified Reliability Engineer), pela ASQ.

Atividade docente:

O gosto pelas aulas ficou, desde os tempos em que era professor de Matemática no pré-vestibular. Ao longo de sua trajetória profissional, sempre conciliou esta atividade com algumas atividades docentes, ministrando cursos de Project, Gestão da Manutenção, Paradas de Manutenção, através da ABRAMAN (Associação Brasileira de Manutenção) e também diretamente, para empresas tais como Votorantim, Gerdau, e outras.

Foi durante 15 anos instrutor dos módulos de Ferramentas de Planejamento e Análise de Risco aplicada à Manutenção, no MBA de Engenharia de Manutenção da UFRJ, do qual está atualmente afastado por motivos de seus deslocamentos. É instrutor do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), em um curso anual, com duração de 4 dias, sobre Gerenciamento de Empreendimentos. Foi instrutor da cadeira de Métodos Construtivos, na turma de Engenharia de Planejamento do PROMINP, ministrado na UEMA.

Ministrou cursos de Gestão da Manutenção no Peru (Refinaria de Talara) e no México (Universidad Tecnológica de Tabasco – Villahermosa).

É autor do livro Ferramentas de Planejamento, editado pela E-papers.

Sobre o Blog:

Manter um blog sobre aspectos de Gerenciamento de Empreendimentos, Gestão da Manutenção, Liderança e Gestão, é uma forma de manter acesa a chama de professor…

Código de Ética da Petrobras:

Apesar de não ser mais empregado da Petrobras, em função de sua aposentadoria, Stonner se compromete a respeitar e zelar por esta empresa na qual cresceu profissionalmente.

 

Incoming search terms:

  • Rodolfo stonner
  • BLOG RODOLFO STONNER
  • aprovado no ime 1972 stonner
  • blotek stonner
  • grupo de whats professor rodolfo
  • livro de rodolfo stonner
  • luis gonzalo em relação ao turismo
  • Qual é a regra de Stonner
  • rodolfo stoner
  • Rodolfo Stonner biografia

Newsletter

Seja notificado sempre que um novo conteúdo estiver disponível.

Não se preocupe, não temos prática de enviar spam.