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Risk Based Inspection (RBI) e a Manutenção

Stonner 2 Comentários 05.03.18 1253 Vizualizações Imprimir Enviar

Risk Based Inspection (RBI) e a Manutenção – um dos papéis fundamentais da inspeção é recomendar ações corretivas ou preventivas para a Manutenção. Até um passado relativamente recente, a Inspeção não dispunha de técnicas muito sofisticadas de inspeção, assim como a Análise de Risco não era um conceito solidamente fundamentado como hoje. Portanto, as recomendações eram extremamente conservadoras, gerando gastos desnecessários para a Função Manutenção. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Risk Based Inspection (RBI) – como era antes…

Atualmente temos consagrado o conceito de que o Risco é o produto da Probabilidade pelo Impacto, e ao localizarmos o Risco em uma Matriz de Risco teremos orientações claras sobre os caminhos a serem tomados.

Porém, quando este conceito não estava plenamente desenvolvido, assim como não havia otimização das técnicas de inspeção, frequentemente Manutenção e Inspeção se digladiavam em campos opostos. Havia o Mantenedor ousado, que “bancava”, baseado em sua experiência, não atender a determinada recomendação da inspeção, assim como havia o Mantenedor mais prudente, que atendia a todas as recomendações da Inspeção.

E desta forma os resultados oscilavam entre as ocorrências indesejadas e até acidentes, e os custos excessivos da Manutenção.

Risk Based Inspection (RBI) – risco estático

O conceito inicial de Inspeção, considerava, por exemplo, para vasos de pressão, o potencial de risco e classe do fluido. O potencial de risco é associado à energia contida no vaso, por exemplo pressão e temperatura. A classe do fluido considera o risco de o fluido contido poder causar explosão, incêndio, problemas ambientais.

Não levava em consideração os mecanismos de dano que atuam no equipamento, nem se estes danos são ou não cumulativos. Tampouco considerava a eficácia dos Planos de manutenção, e sequer os intervalos entre inspeções. Por isso, diz-se que considerava o risco estático.

Risk Based Inspection (RBI) – a evolução

Em 1997, na Inglaterra, inicia-se uma conscientização pela análise de risco, levando em conta as consequências e a probabilidade de falha. Em 1998, a Environmental Protecion Agency (EPA) estabelece uma parceria com a American Society for Testing Materials (ASTM) para utilização dos conceitos de análise de risco. E, na Europa, em 2001, foi lançado o projeto Risk-Based Inspection and Maintenance Procedure (RIMAP).

O conceito atual de Gerenciamento de Risco, considerado na Risk Based Inspection, leva em conta alguns aspectos:

  • Mecanismos de degradação ou corrosão
  • Probabilidade de falha
  • Consequências da falha
  • Minimização de riscos através da contenção
  • Efetividade da inspeção

A efetividade da inspeção é obtida através da minimização da inspeção intrusiva (a qual requer acesso aos internos do equipamento). Para a inspeção intrusiva é necessária a parada do equipamento, seu acesso, o que acarreta problemas potenciais de segurança, e parada da produção. Além de maior utilização de mão de obra, problemas na partida, etc.

Para inspeções não intrusivas, estão cada vez mais presentes a ultrassonografia, a gamagrafia, ensaios de Eddy current, termografia, uma série de técnicas às quais a cada momento novas técnicas são agregadas.

Risk Based Inspection (RBI) – a Matriz de Risco

Ademais das técnicas otimizadas de inspeção, é necessário usar a Matriz de Risco, como se vê a seguir:

Risk Based Inspection

Risk Based Inspection – Matriz de Riscos

Uma das dificuldades para situar um risco identificado nesta Matriz é a qualificação da probabilidade e consequências. Para auxiliar, há as tabelas que se seguem, as quais procuram categorizar probabilidade e consequência de uma maneira menos subjetiva (as referências são para projetos, mas valem no ambiente industrial).

Risk Based Inspection

Risk Based Inspection – Modelos verbais para as Probabilidades

Risk Based Inspection - Modelos verbais para as Probabilidades

Risk Based Inspection – Modelos verbais para os Impactos

Risk Based Inspection (RBI) – status atual

O conceito de RBI (Risk Based Inspection) evoluiu para RBIM (Risk Based Inspection and Maintenance). Inspeção e Manutenção, muitas vezes artificialmente colocados em campos opostos, tem uma atuação integrada, junto à Operação e Segurança Industrial, no sentido de maximizar os resultados, em termos de redução de custos, otimização da produção, e redução dos riscos.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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  • Antonio Neves

    Boa Tarde,

    Sou Chefe de Máquinas,com a certificação STCW III/2 ilimitado para qualquer potência instalada.
    Fiquei interessado nas certificações PMP e RMP.
    Como faço para obtê-las?
    Desde já um grande abraço.

  • Olá, Antonio, estas certificações são muito boas, amplamente aceitas no mercado. Sugeriria você começar pelo PMP, que é mais abrangente. Você encontrará mais informações neste link: https://brasil.pmi.org/brazil/CertificationsAndCredentials/PMP.aspx

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