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Recuperação de prazo em projetos – o que fazer?

Stonner 3 Comentários 11.06.18 1482 Vizualizações Imprimir Enviar

Recuperação de prazo em projetos – quem de nós, gerentes de projeto, nunca conviveu com um projeto atrasado? Este é um pesadelo constante dos gerentes de projeto, e por isso já publicamos alguns artigos sobre aceleração de projetos: Crashing, Fast tracking, Corrente crítica. Aqui vão algumas dicas que transcendem a utilização de técnicas, são boas práticas que podem evitar o atraso, ou recuperar o atraso. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Recuperação de prazo – as tarefas estão adequadamente dimensionadas?

Recuperação de prazo

Recuperação de prazo

Para saber se estamos atrasados, temos que medir avanço reais versus previstos. E isto só pode ser feito se as tarefas estiverem adequadamente dimensionadas, em termos de prazos, e de recursos associados.

Com relação a prazos, a virtude está no meio: uma tarefa não pode ser uma imensa barra, nem demasiadamente detalhada. Claro que a duração ideal depende do horizonte de duração do projeto, o qual pode durar algumas semanas até alguns anos. Veja mais a respeito em 14 pontos para um bom cronograma.

No que diz respeito a recursos, cabe a pergunta: você envolveu os especialistas no assunto? Obviamente nós não temos domínio sobre todas as disciplinas envolvidas no projeto, como por exemplo tubulação, soldagem, mecânica, isolamento térmico, refratários, elétrica, instrumentação… Então, envolver os especialistas, e o pessoal de execução, é uma maneira de obter melhor dimensionamento de recursos e comprometimento com os prazos.

Se você não conseguiu envolver especialistas, e usou métricas de produtividade, lembre-se que as métricas usualmente são referidas ao tempo efetivo, que não corresponde ao tempo de permanência na obra. Em uma jornada de 8 horas, por exemplo, menos de 6 horas são horas efetivamente trabalhadas. Avalie, no seu projeto, as condições peculiares, para poder estabelecer a correta relação.

Isto vale para as estimativas iniciais, assim como para eventuais replanejamentos.

Recuperação de prazo – você está acompanhando corretamente?

Se você não faz o acompanhamento correto, ou seja, lançar a evolução de cada tarefa, e reprogramá-la corretamente (veja mais em Planejar não é pilotar o Project), você pode não estar atrasado, ou pior, você pode estar muito mais atrasado do que imagina.

Os softwares de planejamento permitem realizar este acompanhamento de forma muito fácil, permitindo ao gerente realmente checar a magnitude dos atrasos, e estabelecer quais medidas devem (ou podem) ser usadas para recuperar o atraso.

Recuperação de prazo – use marcos intermediários

Muitas vezes, o planejador se dá conta de que a obra está atrasada porque o deadline final mudou (para mais tarde…). Mas, onde é melhor atuar? Se você estabelecer marcos intermediários, poderá detectar melhor onde estão ocorrendo atrasos. Uma técnica útil para isto é o MTA – Milestones Trend Analysis.

Recuperação de prazo – use técnicas probabilísticas

Você sabia que em megaprojetos, o prazo determinístico tem menos de 5% de probabilidade de ocorrer? Veja porque em Prazos estourados – por que isto ocorre tão frequentemente?

Então, para ter uma visão mais realista do projeto, use as técnicas quantitativas (MonteCarlo). Outra vantagem de usar as técnicas quantitativas, além de obter um prazo mais fidedigno, é que isto o obrigará a fazer uma análise, qualitativa e quantitativa, dos riscos do projeto, e estabelecer um Plano de Resposta aos Riscos.

Recuperação de prazo – você está usando a curva de avanço físico?

Recuperação de prazo

Recuperação de prazo – o que fazer?

A curva de avanço físico é um bom indicador de atraso na Obra. Se possível, use a curva prevista, e as curvas no Mais Cedo (Early dates), e no Mais Tarde (Late dates). A curva prevista obviamente deve se situar entre elas. E obviamente, lance o realizado, para ver como a curva realizada se comporta frente à prevista.

Mas, cuidado! Eventualmente a curva realizada pode estar indo bem, e você estar com problemas na obra… Por que? Porque em uma obra há muitos caminhos em paralelo, muitos deles não críticos. E a Obra pode estar evoluindo muito bem nos caminhos não críticos, mas quando estes forem concluindo, você pode dar se conta de que o caminho crítico está atrasado. Isto pode ocorrer por exemplo quando há um grande avanço em civil e estruturas, porém não há um bom desempenho em tubulações, soldas e provas hidrostáticas… Portanto, vale a pena fazer uma curva da obra como um todo, e outra só do caminho crítico.

Recuperação de prazo – a Obra atrasou, e agora?

Qualquer técnica (Crashing, Fast tracking, Corrente crítica) que você utilizar, deve ser feita com prudência, e envolvendo a equipe, principalmente o pessoal de execução. Não adianta torturar o cronograma!!! Procure soluções realistas e exequíveis.

Mas, se não for possível a recuperação do atraso, comunique! É melhor a organização saber que há um atraso, e se preparar para este atraso, do que você insistir que o prazo será cumprido, e cair na Curva Jota!

A cada semana, publicamos novos artigos aqui no Blogtek, sobre Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, e tópicos sobre Liderança e Gestão. Também semanalmente publicamos um vídeo, os quais podem ser acessados em youtube.com/c/Blogtek, com legendas em espanhol. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • T1000

    Que artigo ruim pqp só faltou dizer quais são métodos para recuperação de prazo kkkkkk

  • Prezado, as técnicas de aceleracao de prazo (fast tracking, crashing, corrente crítica) já foram abordados aqui no Blogtek, e há links neste artigo para estes artigos e videos. Como mencionado na abertura, aqui estao mencionadas práticas, que transcendem as técnicas, tais como avaliacao da curva do caminho crítico, marcos intermediarios, dimensionamento adequado das tarefas, uso de técnicas probabilísticas (montecarlo). Convido-o a acessar os links, para ver se podem contribuir em algo. Atenciosamente, Stonner

  • Rodolfo Stonner

    Prezado, as técnicas de aceleracao de prazo (fast tracking, crashing, corrente crítica) já foram abordados aqui no Blogtek, e há links neste artigo para estes artigos e videos. Como mencionado na abertura, aqui estao mencionadas práticas, que transcendem as técnicas, tais como avaliacao da curva do caminho crítico, marcos intermediarios, dimensionamento adequado das tarefas, uso de técnicas probabilísticas (montecarlo). Convido-o a acessar os links, para ver se podem contribuir em algo. Atenciosamente, Stonner

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