Liderança e Gestão

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Previsões – quanto mais sabemos, mais erramos

Previsões – quanto mais sabemos, mais erramos. Estou lendo atualmente o livro Homo Deus – uma breve história do amanhã, de Yuval Noah Harari, historiador israelense.  Estou sucumbindo ao meu vício de leitura, que é comprar mais livros do que consigo ler. Mas, encontrei alguns tópicos os quais gostaria de compartilhar e filosofar. Leia também Planejamento de cenários – estratégia na incerteza, aqui no Blogtek. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Previsões – quanto mais sabemos, mais erramos

Previsões – quanto mais sabemos, mais erramos

Previsões – quanto mais sabemos, mais erramos

Antes de abordar esta questão, o autor ilustra com um contraexemplo: as previsões meteorológicas. Há algum tempo, estas eram motivo de chacota, pelos erros cometidos. Porém, em um passado mais recente, com o advento dos satélites meteorológicos, estações e uma parafernália de instrumentos, estas vêm se mostrando cada vez mais acuradas.

Por outro lado, há um grupo de previsões, no campo da política, economia, mercado, as quais frustram muitas expectativas, pelos erros e desvios apresentados. Qual a diferença entre ambos grupos de previsões?

É que as primeiras previsões, clima, condições meteorológicas, movimento dos astros, fenômenos naturais, não são impactados pela ação do ser humano, pelo menos em grande extensão. Por exemplo, as previsões de furacões, comuns no hemisfério norte (Estados Unidos e Caribe) nos meses de Maio a Setembro ajudam as populações locais a se protegerem do evento, mas não conseguem evitá-lo.

Já o segundo grupo de previsões, política, economia, comportamento, são susceptíveis a ação do ser humano. Neste sentido, quanto mais conhecemos sobre a futuro, mais temos a possibilidade de alterar o curso dos acontecimentos.

Previsões – quanto mais sabemos, mais erramos: exemplo histórico

O autor ilustra com um exemplo histórico. Sem entrar no viés de defesa ou ataque de ideias, o que Karl Marx descreveu acerca das condições do proletariado no século XIX são verdades históricas. O nível de exploração, as condições subumanas e degradantes a que eram submetidos os pobres naquela época LEVARIAM inevitavelmente o mundo à Revolução Socialista preconizada por Marx e Engels. LEVARIAM, mas não LEVARAM. Por quê? Porque a análise, então correta, de Marx sobre as condições da época levaram com que os detentores do Poder e do Capital mudassem sua postura, permitindo gradualmente melhorias substanciais nas condições de vida e de trabalho da população. Desta forma, cessaram, ou pelo menos arrefeceram os motivos para uma mudança tão radical do modelo capitalista ao socialista.

Ou seja, o conhecimento e a previsão do futuro fizeram com que as coisas mudassem de rumo. É o caso mencionado de que quanto mais conhecimento se tem sobre o futuro, maior a probabilidade de alterá-lo, conforme a necessidade.

Previsões – quanto mais sabemos, mais erramos: o que tem a ver com a Gestão?

Previsões – quanto mais sabemos, mais erramos

Previsões – quanto mais sabemos, mais erramos

Ao contrário dos fenômenos da natureza, os eventos de Gestão e de Administração são quase que totalmente conduzidos pelo Ser Humano. Portanto, a previsibilidade do futuro leva à possibilidade de mudá-lo.

Cada vez mais, as mudanças ocorrem em ritmo célere: a máquina fotográfica de filme reinou absoluta por um século, quando foi desbancada pela câmera digital. Os criadores das câmeras digitais poderiam imaginar-se donos da situação por mais algumas décadas, mas outro produto criado pelo Homem derrubou esta certeza: os aparelhos celulares incorporaram esta função, de maneira que hoje em dia as câmeras digitais são quase que utilizadas apenas por profissionais. O mesmo ocorreu com o GPS, atualmente incorporado aos celulares, na forma de aplicativos.

Portanto, o Gestor, ao fazer uma análise de mercado, uma pesquisa de opinião, um levantamento de expectativas de potenciais clientes, tem que levar em conta que a foto obtida é efêmera, e poderá mudar de forma extremamente rápida, através de coisas que podem sequer estar disponíveis no momento atual. Coisas que sequer imaginávamos que um dia seriam imprescindíveis: você sentia falta de um mouse, antes da invenção dele? Você sentia necessidade de uma tela touch screen, antes de sua criação?

Então, muita cautela e prudência na avaliação de suas previsões para o futuro. Diminua o alcance em termos de tempo, e as expectativas em termos de certeza!

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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