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Prazo de cotação – quando 2+1 não é igual a 3

Stonner Comente 17.09.18 806 Vizualizações Imprimir Enviar

Prazo de cotação – quando 2+1 não é igual a 3! Em megaprojetos, é sempre necessário contratar, e a adequada estratégia de contratação é fator crítico de sucesso. Porém, geralmente o cliente (tomador do serviço) não tem ideia da magnitude do esforço por parte do licitante (potencial prestador do serviço) para poder cotar adequadamente. Neste artigo, iremos ampliar um pouco estes horizontes e alertar para alguns cuidados a serem tomados neste quesito. Leia mais sobre Megaprojetos. Para ser sempre informado dos novos artigos do Blogtek, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Prazo de cotação – esforço envolvido

Para um megaprojeto, uma obra de construção e montagem que envolve alguns milhões de homens-hora e algumas centenas de milhões de dólares, fazer a cotação deste serviço é uma atividade demorada, custosa e arriscada.

Tipicamente, um megaprojeto envolve uma série de disciplinas, tais como civil, mecânica, estudo de solos, estruturas, elétrica, instrumentação, isolamento térmico, movimentação de cargas, refratários, processos, soldagem… em maior ou menor grau, especialistas nestas áreas serão consultados, e isto representa custo e tempo. Porém, este aporte é necessário, para solucionar problemas e dúvidas, estimar prazos e recursos requeridos.

Prazo de cotação – custo envolvido

Fazer uma adequada cotação de preços para um megaprojeto pode chegar a um custo de algumas centenas de milhares de dólares, por vezes alguns milhões de dólares. Senão, vejamos: uma equipe de 20 pessoas (frequentemente são mais pessoas…), trabalhando 200 horas por mês (usualmente o trabalho é mais intenso…), durante três meses, a um CUSTO médio (não me refiro a salário…) de 100 US$/hora, representa um custo de US$ 1.200.000…mais de um milhão!

Qualquer empresa irá avaliar seriamente suas reais chances de sucesso, antes de iniciar a cotação.

Prazo de cotação – risco envolvido

Obviamente, todos aqueles que participam de uma licitação desejam vencer o certame. No entanto, não basta vencer o processo licitatório, é preciso consegui-lo com um valor que dê retorno financeiro ao licitante.

A imprecisão dos dados para orçar leva a embutir um fator de risco nos preços. Por outro lado, este fator de risco diminui a competitividade.

Errar a estimativa pode levar à perda de alguns milhões de dólares!

Prazo de cotação – prazo envolvido

Prazo de cotação

Prazo de cotação

Os gerentes envolvidos em megaprojetos estão sempre premidos pelos prazos. Há uma tendência natural a encurtar os prazos alheios… Desta forma, ao fazerem o cronograma, muitas vezes o prazo de cotação é uma das vítimas. Ainda que, por exemplo, o prazo ideal para uma determinada orçamentação fosse de três meses, frequentemente se coloca dois meses como prazo, com a ideia de que, se necessário, os licitantes irão pedir mais um prazo, e então pode-se conceder mais um mês.

Aí está o equívoco: 2 + 1 nem sempre é igual a 3! Ao ver o reduzido prazo de cotação, muitas empresas (principalmente as mais sérias…) não irão arriscar-se a gastar uma enorme soma de dinheiro para fazer um orçamento mal feito, portanto sequer irão começar o trabalho de cotação. Logo, quando o cliente dá mais um mês de prazo, este mês adicional de nada adianta… portanto, irá se consumir o mesmo prazo, sem no entanto conseguir uma melhor competitividade.

Estaremos sempre publicando novos atigos sobre Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, e tópicos de Liderança e Gestão. E toda semana publicamos um vídeo em youtube.com/c/blogtek, com subtítulos em espanhol. Para ser sempre informado dos novos artigos do Blogtek, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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