Gerenciamento de Projetos

19 Comentários 23.03.14 12392 Vizualizações Imprimir Enviar
Prazo, Custo e Qualidade – o “case” da Ópera House de Sydney

Prazo, Custo e Qualidade: há uma anedota corrente no ambiente de Gerenciamento de Projetos a qual menciona um pedido feito pelo cliente ao Gerente do Projeto: “Quero isto bem feito, rápido e barato.”, ao que o Gerente de Projeto retruca: “Escolha dois destes objetivos.”. De fato, o triângulo Prazo-Custo-Escopo, ou ainda, Prazo-Custo-Qualidade, a chamada “tripla restrição”, é uma das principais preocupações do Gerente de Projeto. Para ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui em “Assine o Blogtek”. SEU E-MAIL NÃO será usado por terceiros.

Prazo, Custo e Qualidade – a pressão pelos resultados

Prazo, custo e qualidade - a tripla restrição

Prazo, custo e qualidade – a tripla restrição

Atualmente, o Brasil, em função da Copa do Mundo de 2014, e o Rio de Janeiro em particular, pois a este evento se acrescenta as Olimpíadas de 2016, vem sofrendo pressão do público, da mídia e dos organizadores dos eventos pela conclusão das Obras requeridas, dentro da Tripla Restrição.

De fato, há uma enorme preocupação com o prazo, uma vez que os eventos não são adiáveis. Possivelmente, neste cenário, este seja o fator preponderante.

Porém, além da questão do prazo, grandes questionamentos são feitos sobre o custo destas Obras, principalmente comparados à questão de escolas, saúde, transporte e segurança pública.

O escopo também foi modificado. Em algumas capitais, os estádios estarão prontos, porém as obras de mobilidade urbana, não.

Prazo, Custo e Qualidade – a Ópera de Sydney

Prazo, custo e qualidade - Opera House de Sydney

Prazo, custo e qualidade – Opera House de Sydney

Pelo acima exposto, podemos imaginar os projetos relacionados à Copa de 2014 e às Olímpiadas de 2016 como potenciais fracassos devastadores. No entanto, há alguns projetos que hoje são marcantes, os quais durante sua construção também incidiram nos mesmos problemas.

Um exemplo clássico é a Opera House de Sydney (Austrália). Tudo neste espaço é superlativo: são cinco teatros, cinco estúdios, dois auditórios (um dos quais, denominado Concert Hall, comporta cerca de 2.700 espectadores), quatro restaurantes e seis bares. Seu visual é lindo, sob todos os ângulos, e a vista para o exterior também.

Em 1950, o estado de Nova Gales, na Austrália, se dispôs a patrocinar a construção de um grande teatro. Em 1957, o arquiteto dinamarquês Jorn Utzon venceu um concurso promovido para escolher o melhor projeto. A área prevista foi demolida em 1958, e a construção estava prevista concluir em 1963, ao custo de US$ 7 milhões. A construção se iniciou sem que ainda tivesse sido definido o método construtivo par a Obra (toda esta estrutura não tem pilares de sustentação).

Na realidade, a obra foi concluída e o teatro inaugurado em 1973, a um custo de US$ 102 milhões, aumento de prazo e custo decorrentes de dificuldades de encontrar materiais com adequada resistência mecânica e que resistisse às diferenças de temperatura da região, dificuldades no dimensionamento (cálculo estrutural), pressões políticas e dificuldades técnicas na execução.

As dificuldades encontradas levaram  mudanças de escopo, e todas estas dificuldades (prazo, custo e escopo) levaram Jorn Utzon a abandonar o projeto em 1965. Um fato digno de nota é que o arquiteto, antes desta obra, tinha sido vencedor de 7 dentre 18 concursos dos quais participou, mas ainda não tinha visto nenhuma de suas obras concluídas (as obras de um grande arquiteto brasileiro, Oscar Niemeyer, não chegaram a tal nível de dificuldade, mas eram também enormes desafios pra os engenheiros calculistas).

Em 2007, a Opera House de Sydney foi tombada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

Breve, publicaremos mais artigos sobre outros mega projetos, os quais também extrapolaram os limites da tripla restrição, alguns dos quais foram fracassos retumbantes, e outros que sobreviveram e se tornaram marcos da Engenharia. Pra ser notificado dos novos artigos, cadastre seu e-mail em “Assine o Blogtek”. SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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