Gerenciamento de Projetos

Comente 14.09.20 356 Visualizações Imprimir Enviar
Ponte do rio Choluteca – lições!

Ponte do rio Choluteca – Recentemente, através de um link no WhatsApp, li um artigo sobre a ponte sobre o Rio Choluteca, em Honduras. Isto acendeu minha curiosidade, porque em 1972, quando eu era um mochileiro viajando ao redor do mundo (saí do Brasil em março de 72 e retornei em abril de 74 – Europa, norte da África, e do Canadá até o Brasil e vice-versa) passei por Honduras. Me recordo bem desta passagem, porque eu estava vindo de El Salvador, e foi difícil encontrar caminho entre estes 2 países. Naquela época os 2 países estavam com as relações rompidas por causa da chamada guerra do futebol. Uma guerra oriunda de um resultado adverso em uma partida de futebol. Então era muito difícil conseguir uma carona de San Salvador, capital de El Salvador, até a fronteira, passar a pé pela fronteira, e depois conseguir uma outra carona daí até Tegucigalpa, capital de Honduras, e daí para frente. Me lembro de ter passado por uma ponte que era uma réplica da Golden Gate Bridge de São Francisco. Esta era a velha ponte sobre o Rio Choluteca.  E o que isto tem a ver com os temas tratados aqui no Blogtek? Veja a seguir! Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Ponte do rio Choluteca – por que a nova ponte?

Ponte do rio Choluteca
Ponte do rio Choluteca – a velha ponte

A ponte sobre o Rio Choluteca era uma ponte bonita. Então, por que construir uma nova ponte? Honduras é frequentemente varrida por furacões, como toda a região do Golfo. Quando há furacões muitas vezes estradas e pontes são destruídas. Portanto, para evitar isto, o governo fez uma licitação para construir uma nova ponte que resistisse a qualquer furacão. A construção dessa ponte se iniciou em 1996, e foi entregue ao tráfego em 1998. Poucos meses após a inauguração, Honduras foi atingida pelo furacão Mitch, que em 4 dias produziu um volume de chuva equivalente a 6 meses. Todas as pontes de Honduras foram destruídas, exceto a nova ponte sobre o Rio Choluteca (a chamada ponte do Sol Nascente).

A ponte resistiu, porém, as estradas de acesso à ponte, por um lado e pelo extremo oposto, foram destruídas. Até aí, um problema pequeno. Bastaria reconstruir a estrada. O problema mais grave é que o furacão, com a forte quantidade de chuvas, desviou o curso do Rio Choluteca. Portanto a ponte sobreviveu, porém ficou uma ponte sobre o nada. Uma ponte que leva de lugar algum para nenhum lugar.

Este episódio me faz lembrar de um episódio similar, das consequências imprevistas decorrentes do acidente nuclear de Fukushima, publicada aqui no Blogtek. Naquele artigo, e também neste, faço uma referência às palavras do ex-secretário de defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, os “Unknown unknowns”, termo que foi absorvido pelo PMBOK Guide, como veem na tabela abaixo, extraída do glossário.

Ponte do rio Choluteca - Unknown-Unknowns
Ponte do rio Choluteca – Unknown-Unknowns

Em nosso cotidiano de gestores, isto pode suceder. Podemos construir a solução perfeita, para algo que não existe mais. Temos que ter em mente de que vivemos, cada vez mais, em um mundo VUCA (Volatility, Uncertainty, Complexity, Ambiguity).

O Planejamento Estratégico não pode prescindir do Planejamento de Cenários.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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