Liderança e Gestão

2 Comentários 19.04.16 2591 Vizualizações Imprimir Enviar
Os riscos da zona de conforto

Os riscos da zona de conforto: recentemente, estive lendo alguns livros de Pierluigi Piazzi, da série Inteligência (Aprendendo Inteligência, Estimulando Inteligência), e gostei muito. Aliás, acho que todos os pais, professores e alunos deveriam lê-los. Tenho algumas afinidades com ele, ambos fomos professores de cursinho pré-vestibular. Fiquei triste ao buscar o link para a biografia do Prof. Pier, como era chamado por seus alunos, em saber que faleceu recentemente, em 23 de março de 2015. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Os riscos da zona de conforto – introdução

No livro “Estimulando Inteligência”, o Prof. Pier faz alusão ao trabalho do psicólogo húngaro, Mihaly Csikszentmihalyi, autor do livro “Flow: The Psychology of Optimal Experience” (Fluxo: a psicologia da experiência ótima, em tradução livre) e um dos fundadores do movimento denominado Psicologia Positiva, no qual menciona que as pessoas são mais felizes quando estão em um estado de fluxo – estado de concentração ou completa absorção com a atividade e a situação, onde nada mais parece ter importância.

Vamos fazer aqui uma correlação com a situação do indivíduo em uma equipe, transpondo a análise para o ambiente corporativo.

Os riscos da zona de conforto – gráficos do fluxo

Mihaly Csikszentmihalyi (ainda bem que temos o recurso do Ctrl+C, Ctrl+V) criou gráficos colocando em dois eixos a inteligência, as habilidades (Skills) e no outro eixo os desafios (Challenges), como mostra a figura abaixo. Se os desafios (eixo vertical) forem excessivos, comparados às habilidades da pessoa, haverá stress e ansiedade. Por outro lado, se os desafios forem muito inferiores às habilidades (eixo horizontal), haverá tédio e apatia.

Então, há a região central do gráfico, denominada Canal do Fluxo, onde os desafios são compatíveis com as habilidades. Então, o ideal é conseguirmos ficar nesta região, certo? NÃO!!! Esta região não nos apresenta desafios, então nos acomodamos, ficamos na chamada “zona de conforto”, e daí… estagnamos!

Os riscos da zona de conforto - gráfico do fluxo

Os riscos da zona de conforto – gráfico do fluxo

O ideal é conseguir nos colocarmos um pouco acima do canal do fluxo (posição 1), pois teremos que desenvolver nossas competências, habilidades e atitude (CHA), para reingressarmos na zona de conforto (posição 2).

Uma vez nesta posição, é necessário que nos sejam colocados maiores desafios, para mais uma vez nos posicionarmos acima do canal do fluxo (posição 3), onde o processo se repete, de maneira a estarmos sempre nos sentindo desafiados a melhorar nossas competências, habilidades e atitude (CHA), em um processo contínuo e evolutivo.

Os riscos da zona de conforto - evoluindo...

Os riscos da zona de conforto – evoluindo…

Posteriormente, Csikszentmihalyi e outros pesquisadores modificaram o gráfico original do fluxo, criando outras regiões, como ilustra o gráfico abaixo:

Os riscos da zona de conforto - outra forma gráfica

Os riscos da zona de conforto – outra forma gráfica

Estaremos sempre abordando em detalhes aspectos de Liderança e Gestão, Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção nos próximos artigos do Blogtek. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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