Liderança e Gestão

Comente 27.07.20 592 Visualizações Imprimir Enviar
Os princípios de Urwick – evolução da Administração

Os princípios de Urwick – É sempre interessante visitar os conceitos emanados pelos pilares dos criadores da moderna administração. Neste sentido já visitamos aqui as obras de Fayol, Taylor, Ford e hoje iremos ver os princípios de Urwick. Notem que todos esses autores propõem uma estrutura bastante rígida, o que depois vem sendo modificado, quando se percebeu a importância do planejamento estratégico, e a necessidade de se encarar as mudanças no mundo corporativo, e na sociedade como um todo.   Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Princípios de Urwick – quem foi?

Lyndall Urwick (este é o link para Wikipedia em Inglês; há o artigo em Português, mas pessimamente traduzido, tipo, copiar e colar do Google Translator sem revisão…) foi um consultor de gerenciamento, nascido em 1891 na Inglaterra, que procurou sempre conciliar a visão científica de Fayol e Taylor com a visão humanística de Mary Parker Follet.

Nos anos 30 publicou dois livros “O significado da racionalização” e “O gerenciamento de amanhã” (tradução literal) , porém foi após a Segunda Guerra Mundial que publicou sua obra mais conhecida, em 3 robustos volumes, denominado “Gerenciamento Científico”, Onde é anunciou os seus princípios da administração.

Princípios de Urwick – princípio da especialização

Urwick percebeu que os processos industriais se tornavam cada vez mais complexos, e nisto ele tinha uma vantagem temporal em relação a seus antecessores: esta complexidade se torna relevante após a Segunda Guerra Mundial, e Taylor e Fayol faleceram antes desta, e Ford sobreviveu dois anos após a guerra (Urwick faleceu em 1983). Por perceber esta crescente complexidade, enunciou o seguinte princípio:

Uma pessoa deve preencher uma só função o quanto for possível, o que define uma visão especializada do trabalho. Este princípio dá origem à organização de linha, de staff e funcional.

Note que Taylor e Fayol tangenciaram o assunto, mas sem esta definição tão clara:

Fayol- Divisão do trabalho: decompor o trabalho em tarefas especializadas e específicas, e alocá-las para os componentes da empresa, buscando aumento da produtividade e eficiência na produção. “Produzir mais e melhor com o mesmo esforço”;

Taylor- Princípio do preparo dos trabalhadores: seleção dos operários conforme suas aptidões, e o treinamento para aumentar a produção;

Princípios de Urwick – princípio da autoridade

É necessário que haja uma linha de autoridade claramente definida, conhecida e reconhecida por todos desde o topo da organização até cada indivíduo de base.

Fayol também menciona algo similar, porém sem a abrangência estipulada por Urwick:

Fayol – Unidade de comando: para cada ação, o agente deve receber ordens de um único chefe ou gerente. “Um agente deve receber ordens somente de um chefe.”

Taylor não abordava esta questão, sendo este um dos motivos de ásperas críticas de Fayol a Taylor.

Princípios de Urwick – princípio da amplitude administrativa

Justamente por ser um autor posterior a Fayol e Taylor (veja o cronograma abaixo), estes ainda não haviam vislumbrado a crescente complexidade das organizações; Urwick, por entender as dificuldades advindas deste crescimento organizacional, estabeleceu:

“Cada superior deve ter um certo número de subordinados. O superior tem pessoas para supervisionar, bem como as relações entre pessoas que supervisiona. O número ótimo de subordinados varia segundo o nível e a natureza dos cargos, a complexidade do trabalho e o preparo dos subordinados”.

Princípios de Urwick – seus antecessores

Princípios de Urwick – princípio da definição

Decorrente do princípio da amplitude administrativa, a organização se amplia e se ramifica. Enquanto nas organizações mais antigas, tradicionais, tínhamos “a voz do dono é a voz de Deus”, com a divisão de trabalho e responsabilidades, faz-se necessário deixar claro as responsabilidades e atribuições (possível embrião da Matriz RACI…):

“Os deveres, autoridade e responsabilidade de cada cargo e suas relações com os outros cargos devem ser definidos por escrito e comunicados a todos”.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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