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Comente 08.03.21 1226 Visualizações Imprimir Enviar
No asshole rule…

“No asshole rule”- irei revisitar um artigo publicado aqui no Blogtek em 29/05/17, Valores, Desempenho,  Comportamentos, em função de uma notícia recém publicada na revista Exame, por Victor Sena, a qual foi repercutida em um grupo de WhatsApp formado por gerentes de projeto, acerca da demissão de 50 funcionários do Banco Itaú, por terem recebido o auxílio emergencial. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

No asshole rule – o conceito

Bob Sutton é um professor de administração na Universidade de Stanford, e autor de diversos livros, dentre os quais “The No Asshole Rule: Building a Civilized Workplace and Surviving One That Isn’t”, publicado em 2007.

Como podem depreender, “asshole” é uma palavra muito forte em Inglês. O próprio Bob Sutton, nas primeiras páginas do livro, menciona algumas palavras que ele poderia ter usado:  bullies, creeps, jerks, weasels, tormentors, tyrants, serial slammers, despots… Mas escolheu “asshole”, por entender que captura a essência

Fazendo uma mesma análise em Português, e evitando a tradução literal, a qual, além de muito forte, não teria sentido em Português, optei pela palavra “babaca”. Obviamente os leitores podem encontrar sinônimos, mas acho que “babaca” contempla bem a essência de alguém que NÃO queremos ter em nossos quadros.

O problema é que raramente se identifica um babaca em uma entrevista de emprego. Neste momento, este traço característico pode ser ocultado, mas ao longo do tempo o babaca se revela.

No asshole rule – por que o cuidado

É totalmente falsa a ideia de que uma pessoa é diferente em casa, na rua, ou no trabalho. Não é o fato de passar pelo portão de uma empresa que aciona uma chave que irá mudar o comportamento.

Sempre foi assim…

Porém, atualmente o cuidado é maior porque a exposição das pessoas facilmente leva a uma associação com as empresas em que trabalham, ainda que eventualmente a empresa não tenha a menor participação em alguma atuação desastrosa.

Um exemplo recente disto foi no intervalo entre a primeira e segunda ondas da pandemia, em que os fiscais da prefeitura das cidades buscavam em vão fazer com que se evitassem aglomerações, fosse mantido o isolamento social e que fossem usadas as máscaras.

No Rio de Janeiro, um fiscal da prefeitura estava solicitando a um casal que seguisse as regras vigentes, e ao interpelá-los, o chamou de “cidadão”. A esposa do “cidadão” se sentiu ofendida pelo termo, o qual não tem nada de desrespeitoso, muito pelo contrário, e redarguiu: “Cidadão, não! Engenheiro, melhor que você!”… a cena foi gravada, foi ao ar, causou indignação, e logo se descobriu onde o casal trabalhava. Obviamente, a empresa não tinha nada a ver com o desvario do casal, não obstante, esta inadequada exposição do nome da empresa a levou a demitir o casal.

De forma análoga, o Itaú, ao dar-se conta de que funcionários do banco, portanto, empregados, com salários decentes, haviam burlado as regras de concessão do auxílio emergencial, agiu corretamente ao demiti-los. Ainda que, neste episódio possivelmente não houvesse danos à imagem do Itaú, o fato é de que estas pessoas não agiram com ética.

Gosto muito de uma definição informal de ética que menciona:

“Ética é fazer o certo quando ninguém está fazendo, e não fazer o errado mesmo quando todos estejam fazendo”.

Portanto, alguém que não agiu com ética em um episódio deste, não é confiável…

No asshole rule – matriz Desempenho x Valores

A importância de levarmos em conta não apenas o desempenho, mas também os valores, está retratada na matriz Desempenho x Valores, criada por Cameron Sepah, professor de psiquiatria, em um artigo no qual cita Bob Sutton.

De acordo com o behaviorismo, nenhum comportamento persiste a menos que seja perpetuado por um reforço positivo (promoção, elogio) ou um reforço negativo (advertência, punição). Portanto, os valores não são escritos nas paredes, mas construídos pelas ações dos gestores. Conhecem a expressão “Liderar pelo exemplo”? Pois é, vale para o Bem ou para o Mal.

Seguindo este conceito:

No asshole rule
No asshole rule

Babacas incompetentes: dispensar!!!

Babacas competentes: reforço negativo, ilustrando a importância de incorporar e praticar os valores da empresa.

Gente boa incompetente: treinamento, permitir a evolução do conhecimento (leia Foco em seus pontos fortes).

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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