Liderança e Gestão

7 Comentários 06.07.15 4206 Vizualizações Imprimir Enviar
Missão – o modelo Ashridge

Missão – o modelo Ashridge:  desde que foi corporativamente reconhecida a importância do Planejamento Estratégico, todas as Organizações se preocupam em definir Missão e Visão, assunto que já foi objeto de artigo aqui no Blogtek.  No entanto, muitas organizações ainda entendem Missão como sendo uma bela frase de efeito a ser emoldurada e distribuída nas paredes da empresa. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Missão – o modelo Ashridge: introdução

No entanto, há certos cuidados a serem tomados na formulação da Missão. Andrew Campbell, fundador da assessoria Ashridge Strategic Management Research Center, pesquisou a formulação da Missão em 53 diferentes grandes empresas, e fundamentou a elaboração da Missão como sustentada em quatro pilares: propósito, estratégia, valores e padrões de comportamento. A figura a seguir ilustra o chamado Ashridge Diamond:

Missão - o modelo Ashridge

Missão – o modelo Ashridge

Esta proposta de Campbell engloba a vertente estratégica, em que a Missão é vista como primeiro passo do planejamento estratégico, definindo a lógica comercial e o público de interesse, e a vertente Filosófica/Cultural, que visualiza a Missão como elemento de integração entre os empregado, propiciando coesão organizacional.

Missão – o modelo Ashridge: utilização

A elaboração da Missão, quando do estabelecimento do Planejamento Estratégico, auxilia na reflexão sobre o verdadeiro propósito da empresa, propicia discussões salutares, mas a Missão não deve ser confundida com a Visão: a Visão é a imagem do futuro possível e desejável para a empresa, podendo portanto mudar com o passar do tempo, enquanto a Missão traduz o espírito da empresa, em tese, imutável. Costuma-se também dizer que a Missão é Identidade e a Visão é o Passaporte.

Missão – o modelo Ashridge: roteiro

Para elaborar a Missão, ou avaliar a adequação do texto existente, há alguns passos usualmente recomendados:

Propósito:

  1. A declaração da Missão descreve um intento inspirador que evita antagonismos entre as partes interessadas: acionistas, clientes, empregados e fornecedores?
  2. A declaração de Missão descreve as responsabilidades da Empresa com suas partes interessadas?

Estratégia:

  1. A declaração da Missão define a área de atuação do negócio e explica sua atratividade?
  2. A declaração de Missão descreve o posicionamento estratégico da Empresa de forma a alcançar o diferencial competitivo?

Valores:

  1. A declaração de Missão identifica o alinhamento do propósito da Empresa com os valores dos quais os empregados possam se orgulhar?
  2. Os valores são consistentes e reforçam a estratégia da Empresa?

Comportamento:

  1. A declaração de Missão descreve padrões de comportamento que balizam a estratégia e valores?
  2. Os padrões de comportamento estão descritos de forma que um empregado possa discernir se seu comportamento foi adequado ou não?

Caráter:

  1. A declaração de Missão ilustra adequadamente a Empresa, e captura a cultura da Organização?
  2. A declaração de Missão é fácil de ser entendida?

Missão – o modelo Ashridge: premissas

A elaboração da Missão deve envolver ativamente equipes e pessoas comprometidas.

A Missão deve ser claramente entendida e assimilada; não basta ter uma vaga ideia da Missão.

Estamos sempre publicando artigos sobre Liderança e Gestão. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

Incoming search terms:

  • modelo Ashridge missao
  • ashridge 7 pontos
  • BLOG TEK STONNER
  • descreva a missão com base no modelo básico de Ashridge
  • descrever missao com base no modelo basico de ashridge
  • missao ashridge
  • missao com base no modelo basico de Ashridge
  • missao com base no modelo de ashridge
  • missão segundo ashridge
  • modelo básico de Ashridge

Clique aqui e cadastre-se para receber uma notificação por email sempre que um novo artigo for postado

Seu email não será utilizado por terceiros nem para envio de spam.
Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

Newsletter

Seja notificado sempre que um novo conteúdo estiver disponível.

Não se preocupe, não temos prática de enviar spam.