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Método de Mosler para avaliação de riscos

Stonner Comente 25.06.18 1481 Vizualizações Imprimir Enviar

Método de Mosler para análise e avaliação de Risco: gestão de riscos é uma das disciplinas mais importantes para o gerente de projeto, gerente industrial, quaisquer gestores. Abrange não apenas os riscos de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS), mas também os riscos do negócio. Há diversas ferramentas para Análise de Risco (veja mais nos artigos sobre Trevor Kletz, e análise FTA e ETA, Segurança Inerente) , porém um problema comum é a subjetividade na avaliação de certas situações. O Método de Mosler procura minimizar os aspectos de subjetividade nesta análise. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Método de Mosler – identificação do risco

O método de Mosler permite o desdobramento em níveis muito detalhados, então em primeiro lugar se define qual o risco que se irá avaliar, levando em conta o Bem, e o Dano.

O Dano pode ser subdividido em aspectos detalhados, tais como Meio Ambiente, Prejuízo à Marca, Infraestrutura, Equipamentos e Instalações, ou quaisquer subdivisões que nos interessem avaliar.

Por exemplo, o gestor pode ter interesse em avaliar um vazamento de produto do ponto de vista reputação da empresa (Prejuízo à Marca), assim como Meio Ambiente, e certamente Resultados Financeiros.

Método de Mosler – análise do risco

Enquanto a identificação do risco é bastante personalizada, a sua análise já tem critérios bastante padronizados.

Para cada um dos aspectos considerados no item anterior, há os seguintes critérios:

F – Critério de função

As consequências negativas podem afetar a atividade:

Muito gravemente – 5

Gravemente – 4

Medianamente – 3

Levemente – 2

Muito levemente – 1

Perguntas que podem auxiliar nesta classificação:

Quais os danos econômicos?

Quais os danos às instalações?

Quais os prejuízos aos clientes e empregados?

S – Critério de Substituição

Os bens afetados podem ser substituídos:

Muito dificilmente – 5

Dificilmente – 4

Sem grandes problemas – 3

Facilmente – 2

Muito facilmente – 1

Perguntas que podem auxiliar nesta classificação:

Há substitutos para o bem danificado?

Os trabalhos de recuperação serão rápidos?

A produção pode continuar, com este bem danificado?

P – Critério de profundidade

A perturbação e os efeitos psicológicos, pelos efeitos na imagem, seriam:

Perturbações muito graves – 5

Perturbações graves – 4

Perturbações limitadas – 3

Perturbações leves – 2

Perturbações muito leves – 1

Perguntas para subsidiar esta avaliação – estas perturbações afetam:

Os empregados?

Os clientes?

O setor?

E – Critério de Extensão

O alcance dos danos e prejuízos, conforme sua amplitude e extensão, serão:

De alcance internacional – 5

De alcance nacional – 4

De caráter regional – 3

De caráter local – 2

De caráter individual – 1

Perguntas auxiliares:

Qual o alcance dos danos e prejuízos à imagem da empresa, dos danos patrimoniais, dos danos de produção?

A – Critério de agressão

A probabilidade deste risco se materializar é:

Muito alta – 5

Alta – 4

Média – 3

Baixa – 2

Muito baixa – 1

Perguntas para facilitar esta avaliação:

As instalações estão afastadas de centros urbanos?

A planta lida com produtos tóxicos, inflamáveis, explosivos ou perigosos?

Há contenções para acidentes?

V – Critério de Vulnerabilidade

A probabilidade de ocorrerem danos é:

Muito alta – 5

Alta – 4

Normal – 3

Baixa – 2

Muito baixa – 1

Perguntas auxiliares:

Há como criar medidas protetoras ou mitigadoras?

Os bens estão segurados?

Há a possibilidade de auxílio externo, em caso de emergência?

As perguntas auxiliares servem para embasamento à pontuação, seguindo aproximadamente este critério:

Se há uma predominância de respostas negativas às perguntas, o critério seria pontuado em 4 ou 5. Se há um equilíbrio entre respostas positivas e negativas, o critério seria pontuado em 3. E, se houver predominância de respostas positivas, a nota do critério seria 1 ou 2. Obviamente, vale também a percepção do avaliador.

Método de Mosler – avaliação do risco

Estes critérios transformam-se em parâmetros de avaliação, através das fórmulas:

Caráter do risco (C)

Importância do evento I = F x S (função x substituição)

Danos ocorridos D = P x E (profundidade x extensão)

Magnitude do risco: C = I + D (importância + danos)

Probabilidade do Risco (Pb):

Pb = A x V (agressão x vulnerabilidade)

Avaliação do risco (ER):

ER = C x Pb (magnitude x probabilidade)

A partir daí, busca-se identificar em que faixa se posicionou o ER:

Avaliação (ER)                                      Classe do Risco

2 – 250                                                 Muito baixo

251 – 500                                             Baixo

501 – 750                                             Médio

751 – 1000                                           Elevado

1001 – 1250                                         Muito elevado

Método de Mosler – resumo

Sempre haverá uma certa subjetividade na análise, porém o método de Mosler diminui esta subjetividade. Outra vantagem do método é, ao identificar a classe de risco, e procurar diminui-lo, o valor de ER é obtido através de fórmulas que envolvem seis variáveis. Algumas delas não poderão ser modificadas, dependendo do problema, mas haverá algumas que poderão ser melhoradas, então isto facilita ao gestor decidir que melhoramentos introduzir em sua planta.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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