Gestão da Manutenção

Comente 13.04.20 692 Visualizações Imprimir Enviar
Melhorias nos 5 porquês

Melhorias nos 5 porquês – o método dos 5 porquês é muito frequentemente utilizado para detecção da causa básica. O primeiro artigo sobre esta técnica foi publicado aqui no Blogtek em 2014! Recentemente, nas minhas navegações pela Internet, agora incrementadas em função da pandemia do COVID-19, encontrei algumas referências a algumas melhorias deste método, em um paper da ASQ Automotive Division, as quais gostaria de compartilhar. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Melhorias nos 5 porquês – possíveis “pegadinhas”

O método pressupõe serem feitas em torno de 5 perguntas “por quê”, a partir de um determinado problema, ao final do que possivelmente se tenha chegado à causa básica. Lembrando, causa básica é aquela que ao ser removida, elimina o problema, ao contrário da causa aparente, que apenas elimina eventualmente um sintoma do problema.

O problema é que a(s) pessoa(s) que faz(em) esta análise pode(m) ter uma visão tendenciosa do problema, permitindo uma análise equivocada.

Melhorias nos 5 porquês – portanto

Um meio proposto para evitar estes possíveis desvios seria percorrer o caminho inverso, colocando a palavra “portanto” (em Inglês, therefore) neste caminho. Acompanhem o exemplo:

A máquina de usinagem por comando numérico vem falhando repetidamente.

1° porquê:

Por que a máquina vem falhando?

Porque a placa mãe está queimando frequentemente.

2° porquê:

Por que a placa mãe tem queimado frequentemente?

Porque ela está superaquecendo.

3° porquê:

Por que a placa mãe está superaquecendo?

Porque não está sendo adequadamente ventilada.

4° porquê:

Por que não está sendo adequadamente ventilada?

Porque o filtro de ar está sujo.

5° porquê:

Por que o filtro de ar está sujo?

Porque não há uma programação de manutenção preventiva informando as datas de limpeza de filtro.  Isto evitará o ressurgimento do problema, sendo portanto a causa básica (falta de programa de manutenção preventiva).

Observe que ao fazermos o caminho inverso, usando a palavra “portanto”, tudo parece se ajustar:

5 porquês
5 porquês – caminho inverso

Filtro de ar sujo portanto Falta de ventilação

Porém logo o primeiro passo pode revelar uma inconsistência:

Falta de manutenção preventiva portanto Filtro de ar sujo

E se a captação estiver em área com poeira e particulados em excesso? Isto apenas obrigaria a mais intervenções preventivas, e maior custo. A posição da entrada de ar poderia ser a causa básica. Isto poderia ser aventado no “por quê?”, porém se não o fosse, certamente o “portanto” chamaria mais a atenção para a equivocada identificação.

Melhorias nos 5 porquês – 3L 5W

O acrônimo 3L 5W acrescenta ao processo 3 legs (três pernas, ou melhor, 3 encaminhamentos): o evento específico, o problema de detecção, o problema sistêmico. O  exemplo abaixo exemplifica a análise de uma torradeira, da qual muitos clientes reclamam de torradas queimadas (apud paper ASQ):

5 porquês - 3 caminhos
5 porquês – 3 caminhos

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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