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Comente 07.12.20 694 Visualizações Imprimir Enviar
Linkedin, Facebook… redes sociais: você lê o que curte e comenta?

Linkedin, Facebook… redes sociais: você lê o que curte e comenta?  Há cerca de 2 semanas, protagonizei uma experiência social involuntária. Postei o mesmo artigo, denominado “Gerenciamento de crises – caso Carrefour”, divulgando-o simultaneamente em meus grupos de WhatsApp, no Linkedin, Facebook e Twitter. Isto me permitiu uma análise, quer do público de cada uma destas principais redes, como também do comportamento destes públicos. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Linkedin, Facebook… cronologia dos eventos

Quando eu posto um artigo no Blogtek, normalmente eu o escrevo em Word, e depois copio e colo dentro da plataforma WordPress, onde são gerados os posts.

Sempre seleciono uma imagem para encabeçar cada artigo, e obviamente busco uma imagem associada ao teor do texto. No caso do artigo em questão, selecionei uma imagem dentre as centenas de imagens divulgadas pela imprensa, retratando os protestos que ocorreram no dia 20 de Novembro, dia seguinte ao da morte do João Alberto, no Carrefour de Porto Alegre, e coincidentemente o “Dia da Consciência Negra”.

A imagem que encabeça o artigo usualmente é carregada para dentro da rede, seja o Linkedin ou o Facebook. Por vezes, ocorre algum bug, e carrega uma imagem genérica do Blogtek, por exemplo a minha imagem enquanto criador do Blogtek.

No dia 23 de Novembro, segunda-feira, data da minha postagem, por alguma razão no Linkedin não subiu a imagem associada ao artigo, que era justamente uma das fotos do protesto. Apareceu apenas a minha foto, como veem acima. Nem para as minhas quase 21.000 conexões, nem para o público geral, nem para os cerca de 60 grupos dentro dos quais eu divulgo meus artigos e vídeos.

No entanto, quando postei o link do meu artigo no Facebook, a imagem do protesto  subiu, ficou visível para minhas mais de 2.000 conexões (no Facebook chamados de “amigos”), para o público em geral, e para os cerca de 40 grupos onde divulguei o artigo.

Linkedin, Facebook… as críticas

Linkedin, Facebook - foto inicialmente postada no Facebook
Linkedin, Facebook – foto inicialmente postada no Facebook

Nos dias seguintes, em diversos grupos do Facebook apareceram diversos comentários de repúdio, inclusive chamando administradores dos grupos, para que retirassem o artigo, que me banissem do grupo, tais como:

Bando de Hipócritas se pegando em um caso que não foi Racismo, tinha que prender todos que saquear o supermercado…

Que maluco “idEota!”

Solicito aos administradores do grupo que retirem essa postagem,pois nao nenhuma relacao com o tema do grupo. Evitar também postagens que tenham qualquer relacao com partidos politicos e seus integrantes,feminismo,racismo, ideologia de genero, criticas as nossas forcas de seguranca.

Se jogar uma carteira de trabalho no meio dos “manifestantes” sai um correndo pra cada lado…

Já apareceu um politicamente correto para difundir suas ideias sobre ódio. O que isso tem a ver com elétrica???

Esse grupo não é para discutir isso…

Rodolfo Stonner, administradores, isso não é um assunto do grupo.

CREIO TER “BAGAGEM” PARA AJUDAR O GRUPO, MAS ESTOU SAINDO DO GRUPO, POR NÃO CONCORDAR COM POSTAGENS QUE NÃO SE REFEREM AO OBJETIVO PRINCIPAL.

A questão é que no artigo eu não me posiciono com relação à questão pessoal do indivíduo, me refiro à questão do INADEQUADO Gerenciamento de Crises, mencionando algumas diretrizes para Gerenciamento de Crises e destacando a postura da Johnson&Johnson no caso Tylenol.

Na realidade, estão imersos em um ambiente de crises: a própria pandemia, o caso Carrefour, o apagão do Amapá… e o gestor tem que saber lidar com crises. Faz parte de seu papel como Gestor.

Busquei esclarecer os fatos, colocando em diversos grupos o comentário:

A todos que comentaram meu post: se você se der ao trabalho de ler o artigo, verá que é um artigo sobre GERENCIAMENTO DE CRISES, sem viés político… Gostaria que vocês indicassem no artigo qual foi a frase que se refere a militância. Todos que atuam na indústria podem galgar posições gerenciais, e ter que lidar com crises. No entanto, se o administrador … entender da mesma forma que vocês, fique à vontade para me excluir.

Não adiantou. A enxurrada de comentários continuou…tive ao todo mais de 200 comentários, 90% negativos, sobre o artigo.

Linkedin, Facebook… a análise

Linkedin, Facebook - foto inicialmente postada no Linkedin
Linkedin, Facebook – foto inicialmente postada no Linkedin

Causou-me estranheza inicial o fato de os comentários negativos virem todos do Facebook, e nenhum do Linkedin. Seriam tão diferentes os dois públicos? Até que me lembrei que no link do artigo do Linkedin não havia subido a foto do protesto. Na quarta-feira, 25 de novembro, postei novamente o artigo no Linkedin, continuou sem carregar a foto do protesto automaticamente, então a carreguei manualmente.

E aí sim, vieram alguns comentários negativos. Em quantidade substancialmente menor do que os recebidos no Facebook, porém ainda assim evidencia o fato de que MUITAS pessoas comentam, colocam emojis de raiva ou similares, SEM terem lido do que se trata, se baseando apenas em uma figura, não diria fora do contexto, mas que não representa juízo de valor em relação ao fato.

A cada semana, publicamos novos artigos aqui no Blogtek, sobre Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, e tópicos sobre Liderança e Gestão. Também semanalmente publicamos um vídeo, os quais podem ser acessados em youtube.com/c/Blogtek. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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