Liderança e Gestão

Comente 19.08.19 282 Vizualizações Imprimir Enviar
Lagging and Leading Indicators – Indicadores reativos e pró-ativos

Lagging and Leading Indicators – já publicamos aqui no Blogtek diversos artigos sobre indicadores: KPI – Key Performance Indicators, Métricas e Indicadores – conheça as diferenças, Cuidados na análise de indicadores.  De fato, indicadores são imprescindíveis para o gestor, na medida em que permitem ver a efetividade de suas ações. Peter Drucker já mencionava: Não se gerencia o que não se pode medir. Mas, você sabe a diferença entre Lagging and Leading Indicators? Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Lagging and Leading Indicators – sinônimos

Conhecer alguns sinônimos para esta expressão já nos auxiliará a identificar seu significado:

Indicadores reativos e pró-ativos;

Indicadores de resultados e de tendências;

Indicadores a montante e a jusante;

Os indicadores Lag (indicadores de resultado, indicadores reativos, indicadores a montante) permitem ao gestor visualizar como sua gestão vem impactando a empresa. Refletem portanto o passado. Os indicadores Lead (indicadores de tendência, indicadores pró-ativos, indicadores a jusante) mostram a tendência para o futuro.

Os indicadores Lag são fáceis de serem medidos, como refletem ocorrências do passado, é só ter os registros e um eventual tratamento estatístico. Porém, os indicadores Lag pouco aportam em termos de melhoria ou avanços na gestão.

Já os indicadores Lead são dificeis de medir, e difíceis para avaliar o real impacto que terão na dimensão ou parâmetro que está sendo avaliado. Porém, certamente influenciam os resultados futuros de maneira positiva.

Lagging and Leading Indicators – utilização

Recentemente, estava em uma apresentação, a respeito de SMS (Segurança, Meio ambiente, Saúde), pois havia ocorrido um acidente de grande potencial de perda.

Nesta ocasião, foram apresentados os indicadores mais usuais de SMS: índice de frequência de acidentes (número de acidentes com afastamento x 106 (um milhão), dividido pelo número de horas de exposição ao risco (Hh trabalhado total)) e o índice de severidade de acidentes ( total de dias de afastamento do trabalho x 106 (um milhão), dividido pelo número de horas de exposição ao risco (Hh trabalhado total)). Esta é a definição da OIT (Organização Internacional do Trabalho); alguns países e empresas usam 200.000 ao invés de um milhão.

Observem que ambos indicadores são indicadores Lag, ou seja, retratam o passado, e não projetam nada para o futuro. No máximo, podem acender a luz vermelha.

Neste caso, o que seriam indicadores Lead?

Obviamente, treinamento e capacitação do pessoal, auditorias comportamentais, divulgação de normas e procedimentos de segurança terão efeito positivo na diminuição da frequência e severidade dos acidentes. Portanto, o Gestor pode planejar incremento nestas ações, estabelecer metas, criar indicadores para mensurar o atingimento destas metas. Aí estaremos falando de indicadores Lead.

Na Manutenção Industrial (leia 9 indicadores de desempenho para a Manutenção), o TMEF (Tempo médio entre falhas) é um indicador Lag (reativo). Ainda que seja um indicador reativo, pode servir para calcular um adequado intervalo entre ações de manutenção preventiva. A partir daí, pode-se criar um indicador Lead, que seria o Percentual de Manutenção Preventiva e Preditiva.

Portanto, os indicadores Lag também são úteis, porém devem estar associados a indicadores Lead, para melhorar os resultados futuros.

A cada semana, publicamos novos artigos aqui no Blogtek, sobre Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, e tópicos sobre Liderança e Gestão. Também semanalmente publicamos um vídeo, os quais podem ser acessados em youtube.com/c/Blogtek, com legendas em espanhol.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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