Liderança e Gestão

Comente 29.06.20 534 Visualizações Imprimir Enviar
Inovação – você consegue!

Inovação – você consegue! Com o advento da pandemia, têm-se dado conta de que o mote “Inovar para Crescer” foi substituído por “Inovar para Sobreviver”. Inúmeras empresas irão desaparecer, enquanto outras irão sobreviver por terem se reinventado. Obviamente isto preocupa, pois temos a ideia de que inovar é uma tarefa difícil. Nem tanto, como veremos neste artigo. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Inovar pressupõe Criatividade. Criatividade consiste em ter novas ideias, enquanto Inovação consiste em tornar estas novas ideias em algo prático e capaz de conquistar novos mercados. Neste sentido, a diferença entre Inovação e Melhoria, como visto em recente artigo aqui no Blogtek.

Portanto, a criatividade é condição necessária, porém não suficiente para a inovação.

Porém. por que é tão difícil a criatividade? Por que temos este bloqueio para a criatividade?

Se olharmos ao redor, veremos que muitas coisas evoluíram tremendamente ao longo dos últimos séculos. O telefone, ao computador, a televisão os automóveis, os aviões… Porém, o ensino continua basicamente o mesmo. Um professor, ator, enquanto os alunos apenas assistem, ouvem, são apenas espectadores.

E mais, durante a Revolução Industrial, o ensino adquire uma nova faceta: preparar a mão de obra para a produção, seja mão de obra intelectual, seja mão de obra física. Se a função do ensino é preparar para a produção, o desperdício, que é fruto do erro, deve ser evitado.

Vem daí a nossa aversão ao erro. Porém, para sermos criativos, temos que errar.

Portanto, a primeira coisa para inovar, ou seja, antes de tudo sermos criativos, é eliminarmos o medo do erro. Mudar nosso modelo mental que bloqueia o erro. Veja também o artigo: Erros Incríveis.

Inovação – você consegue! Mas não vou conseguir inventar um iPhone

De fato, o iPhone foi uma grande inovação. Porém, nem toda inovação tem o porte de um iPhone. Veremos aqui uma série de diversas inovações que aportaram sucesso e, no entanto, não foram grandiosas inovações.

 Com o advento da revolução industrial, as máquinas a vapor começaram a mover os geradores, que geravam energia elétrica. Inicialmente, as máquinas produtivas de uma fábrica eram alocadas próximas ao gerador, o que nem sempre permitia um layout que favorecesse a produtividade, o deslocamento das peças entre as máquinas.

E aí deu-se conta de que as máquinas não precisavam ficar próximas ao gerador. Elas poderiam ser alocadas de maneira a otimizar a produtividade, o ciclo de movimentação do produto, enquanto a energia era levada através de cabos elétricos. Essa foi uma ideia muito simples, muito singela, que nos parece até boba aos olhos atuais. Porém, foi uma inovação. Uma inovação que permitiu um enorme aumento da produtividade das plantas fabris.

Um outro exemplo de uma pequena inovação, foi o cinema. O cinema foi desenvolvido pelos irmãos Lumière, que apresentavam um filme com uma locomotiva se aproximando, fazendo a plateia se assustar e sair correndo. Passado algum tempo, os irmãos Lumière não viram nada mais nesta ideia, e a abandonaram. Chegaram a mencionar que era uma invenção sem futuro.

Georges Meliès, um mágico, comprou um cinematógrafo, e começou a produzir pequenos filmes. Até então, os filmes eram compostos de uma única cena, sem cortes, sem mudanças de posição da câmera. Ao filmar uma cena em que 2 crianças alimentavam um gatinho, percebeu que a cena ficou muito distante, pouco se conseguia ver. Então teve uma ideia, à época, genial, de interromper a filmagem e aproximar a câmera. Como isto, criou o chamado “close-up”. E se hoje vemos alguma produção de Hollywood cheia de efeitos especiais, isto nada mais é senão uma evolução do “close-up”, da ideia de que a filmagem não precisava ser ininterrupta, poderia se interromper, mudar a posição, mudar o objeto e desta forma ter uma visualização melhor da história da narrativa.

Há muitos outros exemplos de pequenas inovações, porém, o importante é ter em mente que pequenas inovações podem aportar grandes mudanças.

Inovação – você consegue! Vale pegar carona…

Em recente artigo aqui no Blogtek, Inovação e melhorias incrementais, vimos que Thomas Edison inventou o fonógrafo, porém não foi ele quem desenvolveu a indústria fonográfica. Quem fez isso, foi Eldridge Johnson, um empresário e inventor, que criou a RCA Victor.

Assim como foram os irmãos Lumière que inventaram o cinema, porém quem deu o salto para a indústria cinematográfica foi Georges Meliès.  A empresa que desenvolveu a câmera digital foi a Kodak (leia mais aqui), porém esta não se beneficiou deste produto. Pelo contrário, foi outra empresa que lançou e disseminou a câmera digital, e a Kodak que acabou indo à falência.

Portanto, vemos que nem sempre quem descobre a inovação é quem dela se beneficia. Portanto, vale a pena pegar carona na ideia dos outros.

A cada semana, publicamos novos artigos aqui no Blogtek, sobre Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, e tópicos sobre Liderança e Gestão. Também semanalmente publicamos um vídeo, os quais podem ser acessados em youtube.com/c/Blogtek, com legendas em espanhol.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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