Liderança e Gestão

Comente 22.04.19 570 Vizualizações Imprimir Enviar
Impotência induzida

Impotência induzida – meu vício é a leitura. Nesta minha mais recente vinda a Talara, norte do Peru, onde estou trabalhando como consultor pela Deloitte no PMO da ampliação da refinaria de Talara, ficando quatro semanas e uma no Brasil, trouxe mais um pacote de livros. Dentre eles, “Seja singular” (coloco aqui o link para comprar o livro na Saraiva, que está em recuperação judicial – vamos dar uma força para as livrarias), de Jacob Petry e Valdir Bündchen, da Faro Editorial. E li algo que gostaria de compartilhar aqui no Blogtek, sobre a Impotência induzida. Mas, como sempre, este artigo se refere apenas a um tópico do livro, e NÃO substitui a sua leitura! Comprem! Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Impotência induzida – o experimento

Impotência induzida

Impotência induzida – leia o livro “Seja singular”

O livro “Seja singular” aborda um experimento realizado na década de 70 por dois psicólogos, Martin Seligman e Steven Maier, com dois grupos de cães pastores alemães. Ambos grupos foram colocados em compartimentos, portando uma coleira que dava pequenos choques, não prejudiciais, porém incômodos e um pouco dolorosos. No entanto, havia dois grupos: para um grupo, havia um pequeno painel o qual podia ser acionado com um leve toque, e interrompia a sequência de choques. Para o outro grupo, não havia este painel.

Os cães do primeiro grupo rapidamente aprenderam, e passaram a acionar o painel para interromper a agonia. Os demais eram levados a suportar por todo o tempo a sucessão de choques.

Após retornarem ao canil, ambos grupos foram levados a uma segunda etapa do experimento. Foram colocados em compartimentos que possuíam, em uma parte, um piso metálico, e na outra parte, um piso de borracha. Separando ambas partes, uma pequena cerca de baixa altura, a qual poderia ser facilmente transposta por qualquer dos cães. A parte com piso de metal dava pequenos choques, a outra não.

Todos os animais foram colocados, individualmente, na parte metálica. E observou-se que, apesar de não haver nenhum “mecanismo” que pudesse ser acionado para interromper os choques, os cães do primeiro grupo, ao perceberem os choques, rapidamente saltavam a cerca, escapando dos choques. Já os cães do segundo grupo, resignadamente permaneciam no piso de metal, suportando os choques…

Impotência induzida – conclusões do experimento

O fato de não haver como evitar os choques, para o segundo grupo, na primeira etapa do experimento, criou neles a sensação de impotência. E esta sensação de impotência permaneceu, tanto que na segunda etapa do experimento, onde bastaria saltar a cerca, o segundo grupo permaneceu inerte. É o que os psicólogos chamaram de impotência induzida (a Wikipedia, na referência a Martin Seligman, chama de Desamparo Protegido. Achei o termo utilizado pelos autores de “Seja singular” mais adequado) .

Impotência induzida – um experimento similar, com macacos e bananas

Há outro experimento de certa forma similar, cujos autores não consegui rastrear, mas que também é conhecido.

Foram colocados em uma jaula cinco macacos, e no centro da jaula, uma escada com um cacho de bananas no topo. Obviamente, a tentação era de subir a escada e apanhar as bananas, mas, toda vez que um macaco tentava fazê-lo, os que estavam no chão levavam uma ducha de água fria. Após algumas vezes, os macacos estabeleceram a relação de causa-efeito: subir na escada para pegar bananas equivalia a um jato de água fria.

Portanto, toda vez que um macaco tentava subir na escada, os demais o espancavam, demovendo-o da ideia. E, desta forma, nenhum macaco mais tentava subir a escada para pegar as bananas.

Então os cientistas substituíram um dos macacos do grupo por outro, que não havia ainda participado do experimento. Obviamente, ao ver a escada, tentou subir e foi impedido e surrado pelos demais. Depois de algumas tentativas e surras, desistiu da ideia.

Os cientistas introduziram mais um novo macaco, substituindo um dos macacos do primeiro grupo: mesmo processo. O macaco tenta subir, leva surra dos demais, após algumas tentativas desiste de tentar…

E assim prosseguiu a experiência até que todos os macacos do grupo original foram substituídos. Mesmo que nenhum dos macacos deste grupo tivesse presenciado os jatos de água fria, ou seja, sem que nenhum deles soubesse o porquê, toda vez que era introduzido um novo macaco no grupo, e este tentava subir a escada, levava uma surra dos demais para não o fazer…

Impotência induzida e o ambiente corporativo

Estas duas experiências ilustram algo muito comum no ambiente corporativo: o receio de mudar, o conformismo ante uma situação, a aceitação das normas vigentes sem questionamento.

Ilustram claramente este ambiente corporativo frases clichê tais como:

– Aqui sempre foi assim.

– Não vai dar certo!

– Será que devo manifestar minha opinião?

Estes dois experimentos mostram a importância de romper paradigmas, questionar as rotinas, ter coragem de apresentar novas ideias, diminuir a resistência a mudanças. Há muitos artigos no Blogtek sobre o tema: Mudança organizacional, Valores, desempenho, comportamentos, Os riscos da zona de conforto, Gerenciamento de mudanças, Auto-confiança.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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