Gerenciamento de Projetos

16 Comentários 05.11.14 7345 Vizualizações Imprimir Enviar
HAZOP – hazard and operability studies

HAZOP: hazard and operability studies (estudos de perigos e operabilidade) – temos dedicado muitos artigos aqui no Blogtek à Análise de Riscos (Análise Preliminar de Perigos, 5 porquês, Checklists, Ferramentas de Gestão de Risco). Hoje vamos abordar esta ferramenta, muito completa e útil, particularmente para as indústrias de processo. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

HAZOP – Conceito

Uma das principais vantagens do HAZOP é sua abrangência, devido ao fato de ser um procedimento estruturado e sistemático, o que o leva a ser a escolha mais utilizada na análise de riscos em indústrias de processo.

Algumas das ferramentas de análise de risco partem de um problema identificado e procuram chegar às causas (por exemplo, os “5 porquês”). Outras ferramentas buscam evitar que medidas preventivas, corretivas ou mitigadoras dos riscos ou consequências deixem de ser aplicadas (por exemplo, “Checklists”).

Algumas ferramentas buscam identificar os cenários de riscos possíveis (tais como “What if” e “Análise Preliminar de Perigos”). Ainda que muito úteis, estas ferramentas dependem fundamentalmente da experiência anterior dos envolvidos, da criatividade e do alcance do desenvolvimento de cenários.

É importante entender o que significam as palavras “estruturado e sistemático”, utilizadas na conceituação do HAZOP, no primeiro parágrafo desta seção. Para desenvolver o HAZOP, é imprescindível dispor dos Fluxogramas de Engenharia – P&ID (Piping & Instrumentation Diagrams – Diagramas de Tubulação e Instrumentação).

A unidade a ser analisada é dividida em sistemas e subsistemas, e para cada um destes sistemas, são marcados pontos para análise do processo, denominados nós (study-nodes)– tipicamente, os pontos escolhidos são entradas e saídas de equipamentos, e pontos de interseção de tubulações.

Em cada nó, são avaliadas as possíveis variações dos parâmetros de processo (temperatura, vazão, pressão, nível, etc.), com o auxílio de palavras-guia (alto, baixo, nenhum, reverso, etc.) para levantar possíveis questões:

– O que ocorreria se a pressão fosse muito alta?

– O que ocorreria se houvesse fluxo reverso?

– O que ocorreria se a vazão fosse nula?

HAZOP – equipe requerida

Evidentemente, para poder definir as consequências, causas e medidas de prevenção, correção, contenção ou mitigação, é necessária uma equipe de especialistas, dentre os quais se sugere:

– Líder da equipe (facilitador, com conhecimento da técnica HAZOP)

– Gerente do Projeto ou da Planta (pessoa com poder decisório – eventualmente, se tiver conhecimento da técnica, pode ser o líder da equipe)

– Engenheiro de processo (conhecedor do processo)

– Engenheiro de automação e controle (conhecedor dos sistemas e da instrumentação)

– Engenheiro de manutenção

– outros especialistas podem ser agregados, conforme a especificidade da unidade sendo analisada.

HAZOP – Parâmetro de Processo e Palavras-Guia (exemplos)

 

HAZOP - palavras guia

HAZOP – palavras guia

 

HAZOP - palavras guia, parâmetros e desvios

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HAZOP – Resultados

A saída do processo HAZOP é uma tabela similar a que se obtém na Análise Preliminar de Perigos, posto que a diferença está em COMO identificar os possíveis riscos.

Então, para cada nó, identificado na planilha (por exemplo, entrada do reator R-2307, saída da bomba B-378, etc.), teremos:

– Identificação dos desvios de processo

– Possíveis causas básicas dos desvios

– Possíveis impactos dos desvios

– Formas de detecção dos desvios

– Proposição de medidas corretivas, preventivas ou mitigadoras

A seguir, vemos um exemplo hipotético, em que o Parâmetro Temperatura é analisado em um nó do sistema:

HAZOP - exemplo de análise de um nó

HAZOP – exemplo de análise de um nó

Continuaremos publicando artigos sobre Análise de Risco. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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