Liderança e Gestão

Comente 17.06.19 472 Vizualizações Imprimir Enviar
Gestão da Emoção – aspectos gerenciais

Gestão da Emoção: hoje vamos tratar de um assunto complexo. Gestão da Emoção é um tema delicado pois, em primeiro lugar, envolve muitos aspectos de sensibilidade e individualidade. Ademais, muitos gerentes, administradores, engenheiros, são extremamente racionais e cartesianos. Isto gera uma tendência de visualizar todos os seres como componentes mecânicos, com comportamentos estáveis e previsíveis, quando isto não ocorre com os seres humanos.  Leia também: Valores, Desempenho, Comportamento; Avaliação de desempenho; Elogio ou esporro. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Gestão da Emoção – aspectos individuais

Ainda que o tema comece a ser ventilado, principalmente sob a ótica da Inteligência Emocional, o enfoque ainda é muito centrado nos aspectos individuais.

Certamente é importante para cada um de nós, enquanto indivíduos, enquanto partícipes de uma organização, sabermos gerenciar nossas emoções. A adequada gestão emocional nos permite melhor desempenho em situações críticas do cotidiano, tais como críticas, liderança, competição, desgaste, e tantas outras. Neste sentido, vejo de forma muito positiva o recente interesse pelo conceito de mindfulness, ou consciência plena.

Gestão da Emoção – aspectos gerenciais

Porém, em nível organizacional, ainda vejo pouca preocupação com o tema da gestão da emoção. Não obstante, é um tema fundamental. Por diversas razões. A primeira, sem dúvida, é com relação ao indivíduo. É necessário saber reconhecer o estado emocional de cada um, e como isto se reflete em seu desempenho profissional, e como atuar para melhorar, sem melindrar a pessoa.

Em segundo lugar, porque o estado emocional de uma pessoa na organização frequentemente mina o estado emocional dos demais. Não é apenas o bocejo que é contagiante. A alegria e a tristeza também contagiam.

Em terceiro lugar, porque a cada dia se toma mais consciência das fragilidades emocionais das pessoas. Dados da Organização Mundial de Saúde apontam que a depressão atinge 4,4% da população mundial, e, neste quesito, o Brasil tem um destaque negativo (leia mais aqui) na América Latina: é o país de maior prevalência, com 5,8% da população.

Há alguns anos, ao visitar uma empresa de mineração em Minas Gerais, me deparei com uma proposta interessante. Todos os funcionários tinham a sua disposição bottoms, com os três emojis mais significativos: Sorridente, Neutro, Triste. E eram incentivados a utilizá-los, conforme seu estado de ânimo naquele dia. E todos os empregados estavam conscientes a respeitar estas sinalizações, por exemplo, não fazendo brincadeiras com que estiver portando o bottom Triste ou mesmo Neutro.

Emojis

Gestão da emoção – emojis para bottoms de lapela

O ambiente de trabalho tem muita competitividade e muitas brincadeiras. Neste particular, nós brasileiros, somos muito brincalhões e piadistas. Porém, nem sempre o outro está com a mesma disponibilidade.

Portanto, a funcionária que está com TPM, o funcionário que está preocupado com alguma dívida, a pessoa que teve alguma perda, tem o direito de usar o bottom “triste”, e NÃO ser questionado por isso. Mesmo seu supervisor é orientado a não perguntar diretamente “O que houve?”, e sim perguntar: “Posso ajudar em algo?”.

Achei interessante, principalmente porque foi muito bem recebida a proposta, e levada a sério.

Para melhorar a Gestão da Emoção, os gerentes podem com certa regularidade incluir o tema em suas reuniões de coordenação e acompanhamento, por exemplo, fazendo um brainstorm sobre como melhorar a gestão emocional da equipe.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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