Gerenciamento de Projetos

Comente 02.09.19 249 Vizualizações Imprimir Enviar
Gerenciamento de Alarmes

Gerenciamento de Alarmes – recentemente, ao fazer a divulgação do meu curso online sobre Processos de Refino, pela Udemy (https://www.udemy.com/course/processo-de-refino-na-industria-do-petroleo/), recebi farto material do meu amigo Gustavo Coelho de Castro. Eu e Gustavo trabalhamos muitos anos na Reduc, ele na Operação, eu na Manutenção. Hoje, ambos aposentados, procuramos transferir conhecimento aos mais novos. Entre as muitas coisas que me chamaram atenção no material, é o tema Gerenciamento de Alarmes. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Gerenciamento de Alarmes – aspectos iniciais

Uma referência importante é a EEMUA (Engineering Equipment Material Users Association), que em sua norma 191 define:

Gerenciamento de Alarmes é o processo pelo qual os alarmes são projetados, monitorados e gerenciados para garantir operação segura e confiável.

Ademais, apresenta uma figura que ilustra claramente as Camadas de Proteção, e as transições entre as camadas.

Gerenciamento de Alarmes
Gerenciamento de Alarmes

Obviamente, o Processo é projetado para ser seguro, por isto existem as malhas, que mantém as variáveis de processo dentro de certos parâmetros. Caso algo falhe, há o controle manual do processo, e se alguma variável entrar em uma faixa de risco, há o alarme, para alertar o operador, e este intervenha. Caso a intervenção do operador falhe, é acionado o trip, ou seja, o corte do funcionamento de um equipamento, subsistema ou sistema, e a partir daí, estando em uma condição anormal de operação, entra o SIS: Safety Instrumented System. Caso o SIS não controle a situação, haverá o Incidente, que pode acionar uma proteção ativa, como por exemplo a abertura de uma PSV (Pressure Safety Valve), um disco de ruptura. Ou pode entrar uma proteção passiva, como é o caso do dique de um tanque, dimensionado para conter todo o volume possível de um tanque, no caso de uma Perda de Contenção. A partir daí, com o agravamento da situação, entra-se no estado de Resposta à Emergência, seja em nível da Planta, ou pior, em nível da Comunidade.

Gerenciamento de Alarmes – o que abunda, PREJUDICA

Há o dito popular que o que abunda não prejudica (do latim, Quod Abundan, non noscet). Mas, é preciso avaliar com critério.

Obviamente, a falta de alarmes é preocupante, não deve ocorrer. No entanto, a superabundância de alarmes é o outro lado da moeda, que também é prejudicial. O operador, ou os operadores, tem uma limitação na capacidade de captar, distinguir, definir quais ações tomar. Logo, uma parafernália de alarmes só vai prejudicar as respostas ao evento, principalmente levando em conta que o alarme coloca a pessoa em estado de alerta e tensão. Ou então, o que pode ser pior, o operador passa a ignorar os alarmes.

A EEMUA 191 e a ANSI/ISA 18.2 (ISA – International Society of Automation) estabelecem como benchmark menos de um alarme/10 minutos/operador. Veja o quadro a seguir:

Gerenciamento de Alarmes
Gerenciamento de Alarmes

O trabalho do meu amigo Gustavo também faz referência a grandes acidentes nos quais o inadequado gerenciamento de alarmes contribuiu fortemente:

Three Miles Island – 1979

Piper Alpha – 1988

Milford Haven Refinery – 1994

Buncefield Oil Storage – 2005

Gerenciamento de Alarmes – características adequadas para um alarme:

Relevante: não deve haver alarmes para baixos riscos operacionais;

Único: não deve haver duplicidade de alarmes;

Oportuno: não deve alarmar antes de que alguma ação seja requerida, nem quando seja tarde demais;

Priorizado: deve sinalizar ao operador a importância doproblema:

Inteligível: deve haver uma mensagem clara e fácil de entender:

Diagnóstico: deve identificar o problema que ocorreu:

Orientador: deve indicar a ação a ser tomada;

Focado: deve chamar a atenção para as questôes mais importantes.

Gerenciamento de Alarmes – exemplo

Um “paper” da Honeywell ilustra um caso de um incidente real, analisado pela ótica do Queijo Suíço, já abordada aqui no Blogtek.

Gerenciamento de Alarmes
Gerenciamento de Alarmes – queijo suíço
  • A planta está relativamente instável. O turno (de 12 horas) está chegando ao fim. Operacional
  • Um tanque contendo material quente atinge nível demasiado alto. Processo
  • Um sistema de intertravamento está desabilitado para troca de um instrumento e não foi reacionado. Gestão de Mudanças
  • O operador não se atenta para o alarme pois está sobrecarregado e há diversos alarmes sinalizados. Gerenciamento de Alarmes
  • Os atuadores de segurança para desligar a bomba de carga do tanque não haviam sido testadas por dois anos e falham. Manutenção
  • O tanque transborda, com operadores nas adjacências. Incidente

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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