Liderança e Gestão

Comente 21.09.20 344 Visualizações Imprimir Enviar
Factfulness – fatos e dados, porém com contextualização

Factfulness – o hábito libertador de só ter opiniões baseadas em fatos: recentemente, fui agradavelmente surpreendido por um presente enviado pelo meu amigo Aldo Mattos, referência nacional em engenharia de custos. Ganhei este livro, com o título Factfulness. Neste livro, o autor menciona a importância de sempre se trabalhar com fatos e dados, porém destaca também a importância de que os dados não sejam avaliados isoladamente, que sejam sempre avaliados em um contexto. Vou aqui discorrer um pouco sobre este livro, porém recomendo fortemente a todos que adquiram esse livro. Até por uma questão de respeito aos direitos autorais, aqui irei apenas fazer uma breve descrição. O autor, um médico sueco que trabalhou em vários continentes, descreve alguns instintos equivocados que temos. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Factfulness – o instinto da separação

O instituto da separação se refere ao fato de que, geralmente quando analisamos alguns aspectos globais, tendemos a polarizar nossa visão: mundo ocidental versus mundo oriental, países desenvolvidos versus países em desenvolvimento, Europa/Ásia versus África. Na realidade o mundo não é tão polarizado assim. Por isso o autor recomenda: para controlar esse instinto, procure a maioria. Tenha cautela em relação a comparações e médias. Quando você olha para as médias, você frequentemente esquece que os dados têm dispersões e certamente haverá sobreposições.

Factfulness – o instinto da negatividade

O instinto da negatividade está intrinsecamente ligado ao fato de que notícias ruins são sempre divulgadas, enquanto notícias boas não saem nos jornais. Um desastre de avião é sempre noticiado, porém milhões de aterrissagens em segurança não constituem motivo para nenhuma manchete. Ademais, alerta o autor que as coisas podem estar ruins, porém melhorando. Por exemplo, em um país da África podemos ter uma taxa de mortalidade infantil muito elevada. Porém essa taxa de mortalidade infantil pode estar declinando, o que é uma notícia boa.

Factfulness – o instinto da linha reta

O instinto da linha reta deriva da suposição de que os gráficos tendem a seguir uma linha reta. Nada mais falso. Por exemplo, se considerarmos a curva de crescimento de uma criança nos 3 primeiros anos de vida, certamente essa curva não seguirá uma reta até a idade adulta. Portanto reconheça que a maioria das dos gráficos tendem a ser representado por curvas, e há curvas dos mais diferentes tipos.

Factfulness – o instinto do medo

O instinto do medo se refere ao fato de que coisas assustadoras nos metem muito medo. Por exemplo, sabemos que muitos conservantes são produtos cancerígenos, porém em altas concentrações. Comer alguns produtos que contêm esses conservantes pode ser muito menos arriscado do que se expor a uma intoxicação alimentar do tipo botulismo. Portanto, para evitar um instinto do medo, avalie sempre os riscos.

Factfulness – o instinto do tamanho

Usualmente, nos referimos muito a números absolutos, solitários. Na realidade, é fundamental buscar sempre trabalhar com números relativos, por exemplo, taxas. Se considerarmos por exemplo a quantidade de poluentes emitidos pela China, será um número assustador. Porém se dividirmos essa quantidade de poluentes pelo número de habitantes da China, e compararmos com essa mesma taxa nos Estados Unidos, veremos que a contribuição para a poluição global dos Estados Unidos por pessoa é muito superior à da China. Portanto, é sempre importante relativizar números absolutos.

Factfulness – o instinto da generalização

Quando avaliamos algum requisito relacionado a um grupo de pessoas de um país, de uma comunidade. de um determinado estrato social, tendemos a generalizar os nossos conceitos. É necessário muitas vezes subdividir os grupos. A população da Nigéria não é constituída de um único grupo. Não podemos tratar todos eles como representantes do mesmo grupo. Há sensíveis diferenças dentro desse grupo. Outro cuidado é com relação à questão da maioria: a maioria pode ser 51% ou pode ser 99%. São dois valores muito diferentes!

Factfulness – o instinto do destino

Este instinto está carregado de preconceitos. É o instinto que se manifesta quando declaramos “Isto é cultural!”, “Eles são assim mesmo!”, “Nunca vão mudar!”. Para combater este instinto, procure ver como seu grupo ou país estava há meio século, e lembre-se que grandes mudanças podem ser (e geralmente são) graduais.

Factfulness – o instinto da perspectiva única

Obviamente, o fato de a maioria de nós ter crescido em um ambiente/país único nos leva a crer que esta é a única perspectiva, ou pelo menos a mais correta. Procure ver a coisa sob vários aspectos diferentes sob diferentes ângulos, diferentes pontos de vista.

Factfulness – o instinto de culpar

Esta é uma tendência inata do ser humano: buscar sempre um culpado, um bode expiatório. Para evitar isto, busque sempre encontrar as causas, e não vilões. Na grande maioria das vezes, o culpado por alguma situação adversa não é uma pessoa ou um grupo de pessoas, porém um sistema.

Factfulness – o instinto da urgência

O instinto da urgência corresponde a saber quando uma decisão parece urgente e lembrar que ela raramente é. Para controlar este instinto, vá com calma: pare ,respire, peça mais tempo, mais informações. Insista nos dados: se algo é realmente importante, deve ser medido. Leia também aqui no Blogtek: Cuidado na análise de indicadores.

Estamos sempre publicando dicas e sugestões para Gerenciamento, Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, envolvendo a Gestão do Conhecimento. Toda semana, um artigo e um vídeo (youtube.com/c/blogtek). Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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