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Etiqueta ou conteúdo – marca da empresa ou valor da equipe

Álvaro Passos Comente 21.07.18 621 Vizualizações Imprimir Enviar

Etiqueta ou Conteúdo! Hoje o Blogtek tem o prazer de apresentar um novo colaborador: Álvaro Passos. Trabalhei com Álvaro Passos em alguns grandes projetos no Brasil e no exterior. Álvaro tem vasta experiência em projetos, nas mais diversas áreas, e nos mais diferentes países – leia mais sobre seu currículo na Bio Box ao final do artigo. Bem vindo, Álvaro! Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Etiqueta ou conteúdo!

Com mais de 23 anos atuando em projetos industriais e de infraestrutura sob os mais variados modelos de contrato, pude perceber que na maioria das vezes a empresa vencedora de uma licitação nem sempre tem todos os profissionais necessários para executar o projeto.

Então, esta empresa, sufocada pelo exíguo prazo contratual de mobilização da equipe, vai ao mercado e capta os profissionais necessários (disponíveis e que se encaixem na relação conteúdo mais orçamento versus remuneração desejada) e os coloca juntos num novo contexto organizacional (ambiente do cliente mais a cultura e valores da empresa executora) para todos e se espera que esta nova equipe apresente um desempenho que faça jus à sua marca (etiqueta da empresa executora) ou tradição de execução de projetos.

Etiqueta ou conteúdo! Importância do Team Building

Frequentemente o que se esquece neste modelo de formação de time de execução de projetos é realizar uma integração e ambientação dos que chegam a este novo contexto organizacional e vão trabalhar juntos pela primeira vez. O chamado Team Building.

Algumas empresas estatais fazem licitações para prestação de serviços específicos, onde os profissionais alocados já conhecem sua cultura, valores, rotinas e padrões e estas empresas pedem que os mesmos sejam mantidos nas posições, independente da empresa que venha a vencer a licitação, o time atual deve ser mantido. Mas isto ocorre em algumas empresas e nem sempre em todas as áreas que ela contrata.

Etiqueta ou conteúdo! Babel Cultural

Etiqueta ou conteúdo

Etiqueta ou conteúdo – Team building

Por outro lado, em vários outros projetos que participei, pude notar a formação de diferentes feudos dentro da estrutura de gestão do projeto da empresa executora, alguns organizados por áreas inteiras, como engenharia, planejamento, qualidade e etc. Onde os profissionais destes feudos tiveram experiências juntos em uma outra empresa ou projetos, portanto, seus métodos de trabalho e controle, bem como sua cultura e valores profissionais são diferentes dos da empresa executora que por vezes não os tem (processos, controles, padrões e etc) na sua totalidade. Neste contexto pode surgir uma tensão cultural interna que se não for identificada e tratada a tempo, pode fragmentar a equipe a ponto de leva-la a um processo de ruptura interna e com reflexos significativos para o Cliente final. Mas o Cliente, de certa forma iludido pelo peso da etiqueta da empresa executora, não percebe de imediato este problema e inicia o projeto com um sentimento de conforto que não tem sustentabilidade na forma de gestão da equipe contratada, seja na sua qualidade (cultura, padrões e unidade) como também na sua forma (integração e coesão).

Então se instala uma Babel cultural, onde o Gerente de Projetos (algumas vezes também vem de fora da organização executora), deve buscar a convergência entre as diferentes culturas e valores, de forma a alinhar todo o time à realidade cultural, valores, métodos, processos e padrões da empresa executora.

Etiqueta ou conteúdo! Importância do Sponsor

Etiqueta ou conteúdo

Etiqueta ou conteúdo – Babel cultural

Outro risco que esta situação agrega ao projeto é a manifestação de oportunistas que desejam ascensão na estrutura da empresa executora, certamente estes profissionais não buscarão os interesses do projeto, mas os seus próprios, alimentados por seu desejo de poder. Portanto, para minimizar esta situação, um forte sponsor deve ser nomeado no início do projeto e sua autoridade, papel e responsabilidades serem formalmente reconhecidas e respeitadas por todos os participantes da empresa executora, stackholders e do cliente. Este risco é potencializado em contextos de consorcio, onde uma empresa pode desejar aumentar sua participação de gestão, através da “conquista” de áreas destinadas a outra empresa consorciada, para poder aumentar proporcionalmente a sua conquista a receita a ela vinculada.

Uma forma que as empresas contratantes destes serviços utilizam para minimizar estes problemas é fixar um certo número de cargos chaves e validar a participação de profissionais através da análise curricular (Conteúdo). Sinceramente, depois de tudo o que foi aqui exposto você acha isto suficiente?

Caro contratante, você elaborou toda uma documentação extensa para realizar um concurso e pensou em tudo que necessitas em termos de escopo dos serviços, materiais, equipamentos, softwares e etc, considerou várias garantias e multas contratuais para que seus riscos fossem reduzidos ao mínimo e não pede que estes cargos chaves tenham, no mínimo, 3 anos de atuação na empresa executora, ou que tenham participado em pelo menos de um projeto de mesma natureza ou magnitude na empresa executora que você está contratando?

Caso esta exigência não possa ser utilizada, então sugerimos que acrescente em seu contrato a necessidade da empresa executora realizar um team building de sua equipe de gestão de no mínimo 20 horas e comprovar o conteúdo e duração do mesmo sejam adequados ao contexto do seu projeto.

Outra sugestão, que deve ser considerada em conjunto com as anteriores já apresentadas, é que a empresa executora apresente seus padrões de gestão e controle durante as reuniões de lançamento do projeto, chamado de Kick-off meeting. E você como contratante, deve verificar a aplicação dos mesmos em todos os níveis da estrutura da gestão do seu contratado e em todas as fases de execução do seu projeto.

Para projetos com duração de mais de um ano, é boa prática exigir da empresa executora que ministre cursos de atualização e reciclagem para seus profissionais chave e comprovar que os novos profissionais que ingressam no projeto estão alinhados com a cultura, valores e padrões da empresa ou do consórcio.

Afinal das contas, você cliente comprou um benefício vinculado a uma marca consagrada no mercado, não foi? Então garanta que esta pontuação de elegibilidade da licitação seja comprovada e mantida ao longo do ciclo de vida do seu projeto.

A cada semana, publicamos novos artigos aqui no Blogtek, sobre Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, e tópicos sobre Liderança e Gestão. Também semanalmente publicamos um vídeo, os quais podem ser acessados em youtube.com/c/Blogtek. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Álvaro Passos

Álvaro Passos é engenheiro elétrico, pós-graduado em Engenharia de Produção (Lean Manufacturing), Administração Industrial e de Negócios, possui há 13 anos a certificação PMP (Project Manager Professional) pelo PMI-USA (Project Management Institute) em gestão de projetos e também possui a certificação PMO-CP (Project Manager Officer - Certified Practitioner) pela PMO Global Alliance e conta com formação em Gestão de Contratos pela University of Southampton - Inglaterra, e um MBA Internacional (Brasil-USA) em Gestão de Projetos Internacionais. Desde 1995 vem desempenhando atividades como Gerente de Projetos, Contratos, Consultor e Auditor de Projetos, PMO em Mega Projetos nas áreas de Metrô-Ferroviária, Logística Postal e Industrial, Automação de Grandes Plantas, Construção e Expansão de instalações Fabris (Química, Farmacêutica, Automobilística e Siderurgia), Mineração e Óleo & Gás.

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