Gerenciamento de Projetos

24 Comentários 11.08.13 18861 Vizualizações Imprimir Enviar
Estrutura Analítica de Projeto (EAP)

A Estrutura Analítica de Projeto é uma ferramenta essencial para o Gerenciamento de Projetos, posto que permite ao Gerente do Projeto uma visão completa, organizada e estruturada de todas as atividades que compõem o Projeto.

 

 

 

Estrutura Analítica de Projeto – Conceito

O conceito de Estrutura Analítica de Projeto (em Inglês, Work Breakdown Structure – WBS) remonta ao tempo em que a Marinha Americana, durante o Projeto Polaris, criou a técnica denominada Program Evaluation Review Technique (PERT). O diagrama PERT, denominado também Diagrama ou Rede de Precedências, vincula e sequencia as atividades do Projeto. Porém, antes de criar a lógica sequencial das atividades, é necessário decompor o Projeto em unidades cada vez menores e mais detalhadas, para que posteriormente se possa estabelecer a rede de precedências. O menor nível da EAP é denominado Pacote de Trabalho.

A Estrutura Analítica de Projeto (EAP) consiste no desdobramento do Projeto em unidades menores, até chegar aos Pacotes de Trabalho, elementos discretos (discreto aqui entendido obviamente como o oposto de contínuo, ou seja, discreto significa pacotes enumeráveis), e mutuamente exclusivos,  o que significa que não deve haver elementos de escopo contidos em mais de um pacote de trabalho.

A Estrutura Analítica de Trabalho fornece o adequado arcabouço para a estimativa de custo de cada item, bem como possibilita a adequada construção do cronograma.

O detalhamento pode ser por Sistemas, Especialidades ou mesmo uma Divisão Geográfica (por áreas):

Estrutura Analítica de Projeto, por especialidade

Estrutura Analítica de Projeto, por especialidade

Estrutura Analítica de Projeto, por sistemas

Estrutura Analítica de Projeto, por sistemas

 

Estrutura Analítica de Projeto, por área

Estrutura Analítica de Projeto, por área

Estrutura Analítica de Projeto – Princípios Básicos

Regra dos 100%:

A Estrutura Analítica de Projeto deve conter 100% do trabalho. O que não está na EAP não deve ser feito, e tudo que está na EAP DEVE ser feito. A soma de todas Atividades-filha deve perfazer 100% da Atividade-mãe.

Elementos mutuamente exclusivos:

Não deve haver superposição de atividades. Um item do escopo NÃO pode estar simultaneamente em dois Pacotes de Trabalho.

Nível de detalhamento:

Um aspecto importante é quando se deve parar o detalhamento. Não há uma regra definida para isto, mas existem algumas diretrizes, ou, “rule of thumbs”:

  • Apenas um recurso deve ser responsável pela atividade (pode haver mais de um executante, porém apenas um responsável); por exemplo, ao analisar “Zona de Radiação do Forno”, esta atividade pode ser subdividida, pois haverá atividades sob a responsabilidade do Encarregado de Solda (tubos da radiação) e outras sob a responsabilidade do Encarregado de Refratários (paredes refratadas). Já “Soldar serpentina de processo” pode ser considerado um Pacote de Trabalho, uma vez que, ainda que sejam diversos soldadores, esta atividade está sob responsabilidade de uma única pessoa, o Encarregado de Solda.
  • Cada pacote de trabalho não deve exceder 80 Homens-Hora.
  • A duração de cada pacote de trabalho não deve exceder a periodicidade do acompanhamento. Ou seja, se o nosso acompanhamento é semanal, os pacotes de trabalho não devem exceder uma semana.  Em uma parada de manutenção, onde o acompanhamento é diário (por vezes até por turno) cada pacote de trabalho não deve exceder um dia.
  • Os pacotes de trabalho devem ser de porte suficiente a que se possa estimar duração, recurso e custos de forma adequada.
  • E, finalmente, a regra do bom senso: devemos avaliar quando não vale mais a pena subdividir o pacote.

Estrutura Analítica de Projeto – erros comuns

  • A Estrutura Analítica de Projeto NÃO é um cronograma, e nem os pacotes de trabalho estão dispostos em ordem cronológica
  • A Estrutura Analítica de Projeto NÃO é um Organograma. Haverá pessoas responsáveis pelos pacotes, mas a colocação destas pessoas não determina subordinação funcional.
  • Utilização inadequada de componentes na estrutura Analítica de Projeto. Por exemplo, Desenhos não são um pacote de trabalho, são os entregáveis de um pacote de trabalho. Elaborar os documentos de construção da convecção do forno é um pacote de trabalho. Iniciação, Controle, são fases do projeto, não são pacotes de trabalho. Suporte de TI não é um pacote de trabalho.

Estrutura Analítica de Projeto – formas de apresentação

A Estrutura Analítica de Projeto pode ser apresentada na forma de um diagrama, conforme ilustrado nos exemplos anteriores, ou pode ser colocada na forma de uma lista itemizada.

A apresentação conforme diagrama facilita o entendimento da hierarquia entre elementos da Estrutura Analítica de Projeto, mas pode ocupar muito espaço para desenhá-la, principalmente em grandes projetos.

A forma de lista itemizada é muito utilizada pois permite construir uma planilha em Excel, atribuindo valores ou percentuais aos pacotes de trabalho, fazendo o acúmulo em cada nível imediatamente superior, o que facilita o pagamento de Contratos por Preço Global, conforme realização de itens da EAP. Esta forma também é útil porque pode ser representada nos softwares de Gerenciamento de Projetos, tais como MS Project e Primavera.

Para ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail no topo da página, à direita, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Incoming search terms:

  • estrutura analitica de projeto
  • estrutura analítica do projeto
  • como eleborar uma wbs e as entregaveis
  • EXMPLOS DE ESTRUTURA ANALITICA DE PRPJETOS WBS
  • qual a relaçao e as contribuicoes do diagrama de redes para com a estrutura analitica de projetos e seis respectivos pacotes de trabalho?
  • estimativa analitica do projeto
  • o que representa cada nivel do eap
  • eap – estrutura analítica do projeto;
  • eap mOs
  • significado de extrutura analitica do projeto

Clique aqui e cadastre-se para receber uma notificação por email sempre que um novo artigo for postado

Seu email não será utilizado por terceiros nem para envio de spam.
Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

Newsletter

Seja notificado sempre que um novo conteúdo estiver disponível.

Não se preocupe, não temos prática de enviar spam.