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Elogio ou esporro: qual mais eficaz?

Stonner Comente 12.11.18 790 Vizualizações Imprimir Enviar

Elogio ou esporro: qual mais eficaz?   Como pai, avô, professor, líder, gestor, consultor, sempre tive a preocupação com a correta avaliação, e mais que isso, em como estimular a melhoria contínua. E, neste aspecto, há duas vertentes: aqueles que entendem que o elogio aos bons resultados levam à evolução, e outros que creem que a reprimenda aos maus resultados produz melhorias. Vamos avaliar aqui estas duas opiniões.  Leia também os artigos: Conhecimento, Habilidade, Atitude e Valores, Desempenho, Comportamento. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Elogio ou esporro – distribuição normal

Para uma análise correta, temos que reconhecer que a maioria dos resultados de nossas ações, se mensurãveis, estariam distribuídos conforme uma curva normal. A curva de distribuição normal é a curva de distribuição contínua de dados mais importante. Inúmeros são os exemplos de valores que se enquadram na distribuição normal: a altura de indivíduos de mesma idade, o quociente de inteligência da população, as notas de matemática em um concurso com muitos participantes, etc. A curva de distribuição normal está representada abaixo:

Elogio ou esporro?

Elogio ou esporro? Curva de distribuição normal

Desta curva surgem outros conceitos, tais como desvio padrão, representado pela letra grega sigma. Daí o nome da filosofia 6 sigma, intensamente utilizada e disseminada por Jack Welch: entre -3sigma e +3sigma estão 99,73% dos resultados. Ou seja, quando avaliamos sob esta abrangência, teremos certeza de que praticamente todo o universo amostral estará coberto.

Elogio ou esporro – características

O que confunde muitas vezes nesta análise é o fato de que um bom resultado, independente de ter ou não sido elogiado, dificilmente se repete. De maneira similar, um mau resultado, também independente de ter sido ou não criticado, usualmente melhora no evento posterior.

O fato é que isto não se deve ao ″Elogio ou esporro″. Se deve aos fatores Visibilidade e Repetibilidade.

Antes de descrever estes dois fatores, vamos imaginar a curva de distribuição normal de um evento, representada abaixo, como dividida em três áreas: resultados ruins, resultados normais, resultados excepcionais (a distribuição poderia estar invertida, ou seja, menores indíces refletirem bons resultados, mas a análise seria a mesma).

Elogio ou esporro?

Elogio ou esporro? Resultados ruins x resultados excepcionais

Elogio ou esporro – visibilidade

Como professor de matemática, gosto de ″provocar″ as pessoas sugerindo que joguem na MegaSena os números 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Sempre me contestam dizendo, nunca vai dar este resultado. Ao que retruco, é a mesma probabilidade de dar os números 7, 18, 23, 35, 41 e 56. O fato é que esta última seleção de números não chama a atenção, portanto ninguém sabe se estes números foram ou não contemplados. Já a primeira sequência chama a atenção, se tivessem sido sorteados o mundo todo estaria comentando.

O mesmo ocorre com resultados em quaisquer atividades. Chamam a atenção apenas os resultados extremos, sejam excepcionais, ou muito ruins. A isto chamamos de Visibilidade.

Elogio ou esporro – repetibilidade

Imagine que em determinado ano, alguém de sua equipe tenha tido um resultado muito adverso, muito ruim, estando na zona da esquerda da figura 2. Observe que a probabilidade de se obter um resultado tão ruim é baixa! Logo, é de se esperar que seja muito pouco provável que no próximo ano o resultado se repita. A maior probabilidade é de que o resultado do próximo ano fique mais à direita, ou seja, MELHOROU! Independente de ter havido esporro ou não!

Da mesma forma, um resultado muito bom, excepcional, que esteja na direita da figura 2 também tem baixa probabilidade de ocorrer. Logo, também terá baixa probabilidade de ocorrer novamente, independente de haver ou não ELOGIO.

Estes dois fatos ilustram a chamada regressão à média.

Ou seja, se bons ou maus resultados tiverem causas fortuitas, acidentais, não haverá Repetibilidade.

Elogio ou esporro – então nenhum dos dois adianta?

Não, isto não é verdade! O importante é buscar a CAUSALIDADE  do resultado. Tem muito a ver com Causa Básica. Um bom resultado devido a causas fortuitas tem pouca chance de se repetir… cabe ao gestor buscar identificar a Causa Básica do sucesso, o fator crítico de sucesso, para incentivar ao indivíduo e à equipe que busquem repeti-lo, transformando em BOA PRÁTICA.

Da mesma forma, para um resultado ruim deve-se buscar o PORQUÊ deste mau resultado, para convertê-lo em LIÇÃO APRENDIDA, e aí sim, obter melhorias no processo.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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