Liderança e Gestão

Comente 22.06.20 513 Visualizações Imprimir Enviar
Edison x Tesla – o duelo

Edison x Tesla – o duelo: certamente foram dois gênios da Humanidade, ainda que com seus defeitos e peculiaridades específicos, os quais se destacaram durante o episódio denominado Guerra das Correntes. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Edison x Tesla – a vida de Edison

Thomas Alva Edison (1847-1931) foi um inventor norte-americano de grande sucesso. Há mais de .300 patentes registradas em nome de Edison, ainda que o número seja controverso, porque todas as invenções geradas por sua equipe no famoso laboratório de Menlo Park eram registradas em nome de Edison. No entanto, sabe-se que são autenticamente suas patentes tais como o fonógrafo e o cinematógrafo. Curiosamente, apesar de ter dado o pontapé inicial nestes conceitos, não foi Edison a aproveitar o desenvolvimento destas invenções.

No caso do fonógrafo, que fora inventado por Edison para ser uma ferramenta para executivos ditarem cartas, relatórios e memorandos para suas secretárias, foi Eldridge Reeves Johnson, engenheiro, inventor e empresário que percebeu a potencialidade do fonógrafo para reprodução de músicas, e criou a primeira indústria fonográfica do mundo, a RCA Victor.

Já no caso do cinematógrafo, foram os Irmãos Lumière que melhoraram o dispositivo e deram início à indústria cinematográfica.

A mais famosa invenção de Edison foi a lâmpada incandescente, fruto de mais de 1.200 tentativas para encontrar o filamento adequado.

Pelos relatos de sua biografia, depreende-se que Edison era disléxico, o que o levou a ser expulso da escola após frequentá-la por apenas três meses, por sua incapacidade de aprendizagem. Sua educação ficou a cargo de sua mãe.

Sua adolescência e juventude foram caracterizadas por um misto de aventuras e empreendedorismo, produzindo e vendendo jornais impressos em um vagão de trem, durante os percursos, para os passageiros, assim como empregos como telegrafista (era exímio conhecedor do alfabeto Morse). Em um de seus empregos como telegrafista, foi demitido pois deu-se conta de que sua função era em períodos regulares mandar uma mensagem determinada, tendo construído um dispositivo que o fazia automaticamente. Porém, um dia chegou uma mensagem que deveria ser respondida, e Edison estava dormindo, pelo cansaço decorrente de seus estudos… final de sua carreira.

Nos trens nos quais vendia seus jornais e outros objetos, havia construído um laboratório, onde fazia suas experiências. Este laboratório deu origem a um incêndio, o qual também causou o fim de sua carreira como empreendedor ferroviário.

A venda de uma patente de um telégrafo especialmente construído para transmitir cotações da Bolsa, pelo qual esperava receber 3 mil dólares, mas que foi comprado por 40 mil dólares, deu a Edison a independência financeira necessária para poder produzir melhor suas invenções.

Fundou a Edison Electric Light Company, que viria a se tornar a poderosa GE (General Electric).

Edison x Tesla – a vida de Tesla

Nikola Tesla (1856-1943) foi um inventor austro-húngaro, nascido na atual Croácia. Formou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade de Praga, tendo trabalhado em Budapeste e Paris, antes de migrar para os Estados Unidos em 1884, onde foi contratado para trabalhar em uma empresa de Edison.

Característica de muitos europeus, Tesla era poliglota, porém dominando um maior número de línguas que o habitual: oito idiomas. Apesar de dominar tantos idiomas (oiu devido a isso), era defensor de uma língua única, o Esperanto. Aparentemente sofria de transtorno obsessivo-compulsivo, com muitas manias e fobias. Tinha mania do número 3, somente ficando em quartos de hotel cujo número fosse divisível por 3. Era obcecado por limpeza e higiene, e manteve-se celibatário ao longo da vida, ainda que existam relatos de diversas mulheres disputando o seu amor. Era também gordofóbico.

Ao propor fazer algumas melhorias nos sistemas de motores e geradores de Edison, este teria lhe afirmado que se o conseguisse, lhe pagaria 50 mil dólares (pelos valores da época, as empresas de Edison não teriam este dinheiro em caixa). Ao conseguir êxito em suas melhorias, e reivindicar o pagamento do prêmio, Edison afirmou que estava brincando, e lhe ofereceu um aumento de pouco mais de 50% em seu salário semanal de 18 dólares. Tesla se demitiu de imediato.

Tesla defendia a distribuição de energia elétrica através de corrente alternada, ao contrário de Edison, que defendia a transmissão em corrente contínua. Em 1887, vende sua patente de distribuição em corrente alternada a George Westinghouse.

Edison x Tesla – a guerra das correntes

O sistema de distribuição de energia elétrica por corrente contínua, defendido por Edison, tinha grandes limitações para transmissão a grandes distâncias, devido à dificuldade de uma eficiente conversão de tensão, e a necessidade de grossos condutores de cobre, obrigando a construção de centrais geradoras próximas aos centros de consumo.

Especula-se que a defesa de Edison da corrente contínua se deve principalmente ao fato de que, como leigo, como um cientista empírico, lhe era mais difícil o entendimento da corrente alternada, que requer conhecimentos de matemática e física que Tesla, como engenheiro, tinha.

Os argumentos de Edison foram mais CONTRA a corrente alternada, do que a favor da corrente contínua. Edison manipulou  o fator psicológico popular, de forma torpe.

Em 1903, uma elefanta de circo denominada Topsy havia matado um espectador, e havia uma série de incidentes envolvendo o animal, muitos provavelmente causados pelo seu tratador bêbado, que a fazia comer cigarros acesos. Ao total, lhe são creditadas três mortes. Decidiu-se sacrificar o animal, em um evento para o qual foram vendidos ingressos, e acordou-se que o animal seria sacrificado por três métodos: enforcamento, envenenamento e eletrocussão. Edison convenceu os organizadores do evento a utilizarem a corrente alternada, que seria mais letal que a corrente contínua. O evento foi filmado (veja o vídeo aqui), e foi demonstrado que a causa mortis foi a eletrocussão.

Apesar de, em tese, Edison ser contrário à pena de morte, incentivou a construção da primeira cadeira elétrica para o estado de Nova Iorque, utilizando a corrente alternada, mais uma vez para criar no imaginário popular a ideia de que a corrente alternada era mais perigosa que a corrente contínua. Quando a cadeira elétrica foi utilizada a primeira vez, os técnicos não souberam calcular corretamente a tensão requerida, e o preso condenado não morreu logo, sendo necessária a repetição da execução, causando sofrimento atroz ao prisioneiro. A primeira tentativa durou 17 segundos, com uma tensão de 1000 volts, porém o prisioneiro continuou respirando, sendo a mesma tensão aplicada por dois minutos, gerando fumaça na sala de execução e causando vômitos em um dos presentes.

Repórteres descreveram a cena como muito pior do que um enforcamento, e Westinghouse disse que teria sido melhor usar um machado.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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