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Comente 24.08.20 511 Visualizações Imprimir Enviar
EAD e Ensino Presencial – análise comparativa

EAD e Ensino Presencial – análise comparativa: Como criador de conteúdo, participo de muitos grupos de WhatsApp. Em um deles, constituído de jovens administradores e estudantes de administração, houve essa semana um intenso debate, chegando até a ofensas, e saída de alguns membros do grupo. Aliás, perceberam como ultimamente, com a pandemia, os ânimos estão acirrados nestes grupos? No caso a discussão era em torno da comparação entre o ensino presencial e o EAD.  Vamos falar sobre o assunto? Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

EAD e Ensino Presencial – origens

Antes de mais nada, é necessário reconhecer que o ensino à distância existe há muito tempo. Os mais antigos, os de cabeça branca, certamente hão de se lembrar do famoso Instituto Universal Brasileiro, criado em 1941, que ministrava com um vasto leque de cursos por correspondência. Veja a seguir um dos vários anúncios que circulavam nas revistas:

EAD e Ensino Presencial
EAD e Ensino Presencial

O Instituto Universal Brasileiro ainda existe, obviamente não mais ministrando cursos por correspondência, mas cursos online.

EAD e Ensino Presencial – características

Obviamente, com a pandemia, o EAD foi a solução encontrada para conciliar a necessidade de continuidade do ensino com as exigências do isolamento. No entanto, assim como muitas outras coisas, o EAD veio para ficar no “novo normal”.

Assim como a Telemedicina, as consultas com psicólogos, o EAD, o problema não é a forma, mas garantir que produza resultados.

O EAD, assim como era o ensino por correspondência, é uma forma de democratizar o ensino. Há inúmeras pessoas vivendo em locais remotos, onde não há faculdades ou acesso a cursos específicos, e que gostariam de ter acesso à informação e capacitação.

Durante a pandemia, tenho utilizado com relativa frequência, quando necessário, a Telemedicina. Em 4 das 5 vezes em que foi necessária uma consulta para mim ou para algum familiar, a consulta online foi suficiente. Em uma das ocasiões, tivemos que ir a uma consulta presencial. Mas, isto ainda vai melhorar. Por exemplo, sabemos que há muitos avanços em diagnósticos de doenças pelo exame da íris, e breve há de chegar a possibilidade de fazer este exame online, assim como outros. Certamente surgirão também gadgets que permitirão análise online de uma gota de sangue, de forma similar ao que se faz com o monitoramento da glicose. A propósito, com relação ao monitoramento da glicose, já há a possibilidade de um monitoramento constante, através de um adesivo na pele.

A operação de separação de duas irmãs siamesas unidas pela cabeça, há pouco tempo (o assunto veio mais uma vez à baila recentemente, pelo falecimento em função da COVID19, do Dr. Lucas Pires Augusto, que participou da cirurgia) foi realizada no Brasil, com acompanhamento de um neurocirurgião à distância. Obviamente, não chegamos, e provavelmente não chegaremos ao ponto em que Tokyo faz uma cirurgia de alto risco em Nairobi, orientada por um médico à distância, da Índia, em “La casa de papel”… sim, Stonner também tem seus momentos de lazer…

No EAD, a questão é a assertividade do aprendizado. Por exemplo, eu publico cursos na Udemy (Processos de Refino… breve, também Gerenciamento de Paradas, Ferramentas de Planejamento, Solução de Problemas e Tomada de Decisão). Estes cursos são para agregar informações e valor aos profissionais, não têm a pretensão de serem cursos de formação.

Porém, recentemente participei de um treinamento em Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), para um curso que ministrarei com outro profissionais, e fiquei extremamente bem impressionado com a seriedade com que o EAD foi tratado. Nesta modalidade, as aulas devem ser assistidas em tempo real. Obviamente, pode ser que algum aluno tenha algum problema e não possa assistir ao vivo determinada aula. Assim como no ensino presencial, a ausência justificada será abonada, mas em vantagem ao ensino presencial, o aluno poderá assistir a aula gravada.

Há também a figura do mediador, adequadamente escolhido para cada tema: este mediador é que irá acompanhar o chat, verificar se alguém “levantou a mão”, transmitir eventuais dúvidas dos alunos ao instrutor, checar se algum aluno ou mesmo o instrutor está com problemas de áudio e vídeo, há a possibilidade de o instrutor escrever algo em um quadro branco, e solicitar a algum aluno que preencha, que escreva neste quadro… o instrutor pode fazer enquetes online, na hora, além de previamente submeter 30 questões de múltipla escolha, das quais 10 serão aleatoriamente selecionadas para serem respondidas pelos alunos, como forma de avaliação.

Como vemos, a questão não é o EAD, é a assertividade que deve ser dada ao formato EAD. Neste formato, ainda que como ex-professor de pré-vestibular com mais de 25.000 horas-aula ministradas eu tenha saudade do olho-no-olho, da presença física, de poder sorrir junto com os alunos, devo reconhecer que pela efetividade e democratização do acesso, este modelo EAD supera o presencial.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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