Gestão da Manutenção

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Confiabilidade e Disponibilidade

Confiabilidade e Disponibilidade – iremos hoje falar destes dois conceitos, importantíssimos para a Função Manutenção, os quais porém não são muitas vezes plenamente compreendidos no aspecto Conceitual. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

Confiabilidade e Disponibilidade – Conceitos preliminares

Antes de mais nada, há que definir alguns conceitos preliminares, tais como:
TMEF (em Inglês, MTBF) – Tempo Médio Entre Falhas, ou em Inglês, Mean Time Between Failures
TMPR (em Inglês, MTTR) – Tempo Médio Para Reparos, ou em Inglês, Mean Time To Repair
TMEM (em Inglês, MTBM) – Tempo Médio Entre ações de Manutenção, ou em Inglês, Mean Time Between Maintenance actions (ou seja, o tempo entre ações de manutenção, que não significam necessariamente reparos, podem ser inspeções, ações preventivas, preditivas)
M – Tempo em Manutenção (seja corretiva, preventiva ou em ações de preditiva)
Taxa de Falhas – é definida como o inverso do Tempo Médio Entre Falhas:

Taxa de Falhas

Taxa de Falhas

Confiabilidade e Disponibilidade – cuidado com os números!

Que tal uma taxa de 0,00006/evento? Bastante boa, correto?
Esta era a taxa média de falhas na aviação comercial nos anos 50. Dois terços das falhas provocadas por falhas de equipamentos.
Este número, que parece tão baixo, próximo de zero, significaria hoje em dia dois acidentes por dia, com aviões com mais de 100 passageiros!

É por isso que a Manutenção Centrada na Confiabilidade começou na Indústria Aeronáutica, e depois evoluiu para as áreas de atividades Nucleares, Militares e Óleo e Gás. Leia mais sobre MCC em Os pilares da MCC.

Confiabilidade e Disponibilidade – conceitos

Alan Kardec e Júlio Nascif definem bem os conceitos, em Manutenção – Função Estratégica, Editora Qualitymark:
Confiabilidade é um termo amplo que foca na habilidade de um produto desempenhar determinada função. Do ponto de vista matemático, a Confiabilidade é definida como a probabilidade que um equipamento ou componente irá desempenhar sua função sem falhas durante um período específico de tempo, sob certas condições.
Confiabilidade é uma expectativa de desempenho. É usualmente definida no projeto (design).
Disponibilidade depende do tempo em Operação e do tempo Parado. A Disponibilidade é um resultado de desempenho. A história do equipamento nos informará a Disponibilidade.

Confiabilidade e Disponibilidade – conceito de Disponibilidade

Disponibilidade Inerente:

Disponibilidade Inerente

Disponibilidade Inerente

Disponibilidade: exemplo

Disponibilidade: exemplo

No entanto, ações da Manutenção podem melhorar a disponibilidade, e portanto, temos também a Disponibilidade Adquirida:

Disponibilidade adquirido

Disponibilidade adquirida

Portanto, para melhorar a Disponibilidade Adquirida, podemos:

Conf 05

Melhorar o TMEM (atuar no numerador):

  • Reduzir programas de Manutenção Preventiva ao mínimo (!?), ou definir da maneira mais precisa possível os intervalos entre intervenções preventivas.
  • Usar ao máximo as técnicas preditivas
  • Implementar Engenharia de Manutenção (MCC – Manutenção Centrada na Confiabilidade, TPM – Total Productive Maintenance)

(!?) – a Manutenção Preventiva pode introduzir as chamadas falhas de Mortalidade Infantil. Breve publicaremos um artigo sobre a Curva da Banheira

Minimizar M (atuar no denominador):

  • Implementar Engenharia de Manutenção (Planejamento, Logística, Suprimento..)
  • Melhorar a capacitação técnica (treinamento)
  • Desenvolver Planejamento Integrado, envolvendo Manutenção, Operação, SMS, Inspeção)

O que a Disponibilidade significa em termos de tempo parado:

Disponibilidade e equivalência em tempo parado

Disponibilidade e equivalência em tempo parado

Disponibilidade na Indústria

Disponibilidade na Indústria

Confiabilidade e Disponibilidade – conceito de Confiabilidade

Considerando a taxa de falhas constante ao longo do tempo (o que é verdadeiro durante boa parte do ciclo de vida) é provado (veja em www.weibull.com) que a Confiabilidade R(t), ou seja a probabilidade de operar sem falhas até o instante t, é dada por:

Confiabilidade

Confiabilidade

Isto evidencia que a Confiabilidade é função do tempo, não é um número definido. Portanto, é incorreto afirmar “Este equipamento tem uma confiabilidade de 0,97 (97%)”. O correto seria dizer, por exemplo, “Este equipamento tem uma confiabilidade de 97% ao longo de uma ano”, o que significa que ao longo de um ano, a probabilidade de que este equipamento não falhe é de 97%. Não significa que ele irá operar 97% do tempo…
Veja alguns exemplos:

Conf 09

Conf 10

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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