Liderança e Gestão

Comente 29.03.21 1043 Visualizações Imprimir Enviar
Decisões equivocadas – como evitá-las

Decisões equivocadas: temos publicado diversos artigos aqui no Blogtek sobre processos Decisórios, pois a tomada de decisão é atitude fundamental, não apenas para o Gestor, mas para qualquer ser humano: AHP (Analytical Hierarchy Process), Árvore de Decisão, Decisão multicritério, Soma ponderada, Olodum, Método de Mudge… Porém, apesar das inúmeras técnicas existentes para a tomada de decisão, muitos hesitam em usá-las, com medo de tomar uma decisão equivocada. Veja a seguir quais os principais fatores que levam a decisões equivocadas. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Decisões equivocadas – indecisão é pior que má decisão

Há diversas referências a este tema – o de que a indecisão é pior do que uma má decisão:

A maior parte dos erros que cometemos não se devem às más decisões, e sim às indecisões. (autor desconhecido)

O risco de uma decisão errada é preferível ao terror da indecisão. (Maimonedes – médico, rabino e filósofo do século XII)

Portanto, é necessário sempre tomar uma decisão – ainda que seja permanecer sem mudar nada: mas que isto seja uma DECISÃO, e não fruto de “deixa pra lá”.

Decisões equivocadas – OK, amanhã pensamos nisto

Fruto típico da postergação, também já retratado em Síndrome do estudante. Recentemente, vi uma citação interessante sobre a postergação… diz-se que Santo Agostinho, em dado momento, menciona: “Senhor, faça me casto, mas não agora…”.

O que nos leva à procrastinação?

O fato é que as decisões tomadas levam a mudanças, e as mudanças nos tiram da Zona de Conforto, daí a tendência natural a rechaçá-las, ou, no mínimo adiá-las.

Porém, principalmente nos tempos atuais, em que vivemos no mundo VUCA (Volatilidade, Incerteza, Complexidade, Ambiguidade), o demorar em agir pode levar nossa empresa ou organização perder o protagonismo.

No cenário de rápidas mudanças, vale conhecer a filosofia OODA (Observar, Orientar, Decidir, Agir).

Decisões equivocadas – isso é mole!

Hesitamos em nos envolver com questões difíceis e complexas, portanto inconscientemente tentamos torná-las mais simples, porém isto pode dificultar a tomada de decisão.

Obviamente, há mérito em saber remover o que é supérfluo, e focar no que é de fato importante. Porém, não podemos confundir isto com a excessiva simplificação, que não permite ver a abrangência total do problema, levando também a decisões equivocadas.

Simples não é simplório!

Simples: Qualidade do que não é complicado: 1 clareza, compreensibilidade, descomplicação, desembaraço, facilidade, inteligibilidade, simpleza.

Simplório: Característica do que é crédulo; que possui excesso de credulidade. Pessoa que possui essa característica; tolo, ingênuo.

Decisões equivocadas – tá tudo bem! (otimismo infundado)

A atual pandemia nos dá um retrato vívido disto. Todos os líderes, em quaisquer níveis políticos ou empresariais, não querem passar uma mensagem negativa. Poucos são os líderes que tiveram a coragem e o discernimento de, ao se deparar com os efeitos da pandemia, tomar medidas radicais de isolamento social, de uso de medidas protetivas. Atualmente nos damos conta, em nível mundial, que aqueles líderes que tiveram a coragem de negar o otimismo infundado levaram seus países a uma situação muito melhor que os demais.

Os gerentes de projeto muitas vezes apresentam ao cliente prazos e custos baseados em um cronograma determinístico, mesmo sabendo que em megaprojetos as expectativas determinísticas têm cerca de 5% de probabilidade de serem atingidas.

Decisões equivocadas – o fator “tempo”

Decisões são tomadas por gente, e pessoas tem percepções pessoais acerca do horizonte temporal.

Se oferecermos a um grupo de pessoas a opção entre receber R$ 1.000 hoje, ou R$ 3.000 daqui a três meses, a imensa maioria irá preferir receber o valor maior em três meses. Porém, se este intervalo vai aumentando, o percentual de pessoas que fará a opção futura irá diminuindo. Isto se chama “viés do presente”.

Porém, para decisões empresariais, o gestor não pode se deixar levar por percepções pessoais, diferentes entre indivíduos, mas sim, buscar sempre uma decisão analítica, baseada em dados e informação.

Decisões equivocadas – a bola de cristal

Apesar das inúmeras ferramentas de apoio à tomada de decisão mencionadas ao início deste artigo, ainda é grande o número de gestores que tomam decisões baseados na “achologia”…

Todo gestor deve estar consciente da possibilidade de uso destas ferramentas, e deve saber usá-las!!! #Ficaadica

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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