Gerenciamento de Projetos

19 Comentários 19.12.13 11472 Vizualizações Imprimir Enviar
A Curva Rundown de Contingência

A Curva Rundown de contingência – dando sequência aos artigos sobre Gerenciamento de Riscos, veremos aqui o que é a curva Rundown.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

 

 

Curva Rundown – o que é a Reserva de Contingência

Em artigo anterior no Blogtek, “O Gerenciamento de Riscos – Conceitos”, mencionamos os eventos “known knowns”, “known unknowns” e os “unknown unknowns”, termos criados por Donald Rumsfeld, Secretário de Defesa americano, durante o Governo de George Bush (pai).

A respeito destes termos, sob o viés da análise de riscos, podemos afirmar:

Known knowns

Se é conhecido, não é incerto

Portanto, não é risco, é restrição.

Known unknowns

Equipamentos críticos podem atrasar.

Reserva de Contingência: são as reservas pra “known-unknowns”, ou seja, riscos já identificados, os quais você apenas não sabe se efetivamente irão afetar o seu projeto, e em que extensão. Esta reserva é calculada, baseada nos valores esperados de cada risco, e fazem parte da linha de base de custos (cost baseline).

Unknown unknowns

Um furacão ou um terremoto no site.

Reserva Gerencial: são as reservas para “unknown-unknowns”. São riscos totalmente desconhecidos, os quais você só perceberá quando tiverem efetivamente ocorrido. Esta reserva é estimada (por exemplo, com base percentual sobre o valor do projeto), e não fazem parte da linha de base de custos.

Curva Rundown – o cálculo da reserva de contingência 

O cálculo da Reserva de Contingência é feito através da Análise Quantitativa de Riscos. A Reserva de Contingência é a soma dos produtos dos impactos financeiros dos riscos pela probabilidade de ocorrência, o chamado Valor Monetário Esperado, conforme foi ilustrado em “Análise Quantitativa de Riscos”.

Análise Quantitativa de Riscos - Valor Monetário Esperado

Análise Quantitativa de Riscos – Valor Monetário Esperado

Por que não considerar o valor total dos impactos? Não seria mais conservativo e seguro? Esta é uma questão frequente. O fato é que o montante a ser aplicado em projetos de investimento é limitado, portanto tem que ser bem aplicado. Fazer uma reserva de contingência em valor acima do estatisticamente calculado (Valor Monetário Esperado) vai desviar recursos de outros investimentos e projetos. Por isso, o valor da Reserva de Contingência tem que ser bem calculado, e é a Análise Quantitativa de Riscos que irá definir este valor.

Curva Rundown – o acompanhamento do uso da Reserva de Contingência

Assim como temos a Curva de Avanço para o acompanhamento físico-financeiro do projeto, é usual utilizarmos a chamada Curva Rundown de Contingência. É similar à Curva de Avanço, só que decrescente. Mostra o consumo da Reserva de Contingência ao longo do tempo. A medida em que esta reserva não é consumida, ela retorna aos fundos da empresa. Dentro da ótica de Disciplina de Capital, a Reserva de Contingência NÃO deve ser usada para cobrir custos de atividades com orçamento estourados.

Veja um exemplo de Curva Rundown:

Curva Rundown - acompanhamento

Curva Rundown – acompanhamento

Temos a curva prevista para o consumo da Reserva de Contingência; a curva de acompanhamento “A” revela uma situação confortável: o consumo da reserva de contingência está menor do que o previsto, cabendo ao Gerente do Projeto retorná-la para os fundos da companhia, ou aguardar a conclusão do projeto, para então fazê-lo.

Já a curva de acompanhamento “C” revela situação oposta: o consumo da Reserva de Contingência está superior ao previsto.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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