Gerenciamento de Projetos

Comente 20.08.18 1510 Vizualizações Imprimir Enviar
Curva mais cedo, curva mais tarde

Curva mais cedo, curva mais tarde – já vimos diversos artigos aqui no Blogtek acerca das ferramentas de acompanhamento de projetos: Cronograma de Marcos, Milestone Trend Analysis, Linhas de Balanço, Curva de Avanço. Uma das ferramentas mais utilizadas é a curva de avanço, e hoje vamos detalhar um pouco mais, explicando o que é a Curva mais cedo, a Curva mais tarde. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Curva mais cedo, curva mais tarde: curva mais cedo

Ao criarmos um cronograma de atividades, devemos associar a cada pacote de trabalho, nível mais baixo da Estrutura Analítica de Projeto, a quantidade de recursos e a duração, valores que estão inter-relacionados pelos índices de produtividade. A seguir, em função das peculiaridades das atividades, deve se estabelecer o sequenciamento de atividades, o que resultaria em um cronograma com o seguinte aspecto:

Curva mais cedo, curva mais tarde

Curva mais cedo, curva mais tarde: cronograma no mais cedo

Note que ao lançarmos estas atividades no cronograma, qualquer programa de planejamento, seja o MS-Project, Primavera, Spider Project ou similar, sempre alocará as atividades no modo mais cedo, também chamado de ASAP – As Soon As Possible. Ou seja, as folgas estarão sempre em seu valor máximo. Com isto, o histograma de recursos tende a ter uma maior concentração de recursos no início do projeto, como mostra o gráfico abaixo:

Curva mais cedo, curva mais tarde

Curva mais cedo, curva mais tarde: recursos no mais cedo

Ao criarmos a curva de avanço físico para este projeto, teremos a chamada Curva mais cedo:

Curva mais cedo, curva mais tarde

Curva mais cedo, curva mais tarde: curva no mais cedo

Curva mais cedo, curva mais tarde: curva mais tarde

Obviamente, nem sempre você conseguirá realizar todas as atividades no prazo mais cedo, logo haverá alguns atrasos em ATIVIDADES. Até onde as atividades poderão se atrasar sem impactar o prazo do PROJETO? Para tanto, teremos que usar o Cronograma no modo Mais Tarde. Como obtê-lo?

Ao selecionar uma atividade, podemos ver detalhes desta atividade (os comandos são diferentes nos diversos softwares, Project, Primavera, mas em todos eles há as mesmas possibilidades). Dentre os detalhes, podemos ver que as atividades podem ser programadas no modo Mais Cedo (padrão), com limitações de datas (Deve iniciar em…, Não iniciar antes de…, Terminar em…) ou então no modo Mais Tarde. Selecionando todas as atividades e colocando-as no modo mais tarde, teremos um cronograma assim:

Curva mais cedo, curva mais tarde

Curva mais cedo, curva mais tarde: cronograma no mais tarde

Note que todas as atividades se tornaram críticas, pois não há mais folgas. O histograma de recursos e a curva no modo Mais Tarde tem o seguinte aspecto: 

Curva mais cedo, curva mais tarde

Curva mais cedo, curva mais tarde: recursos no mais tarde

Curva mais cedo, curva mais tarde

Curva mais cedo, curva mais tarde: curva no mais tarde

Curva mais cedo, curva mais tarde: curva nivelada

Como já mencionamos, a Curva no mais cedo apresenta uma concentração de recursos no início dos serviços, e a Curva mais tarde não resolve totalmente o problema. Aí entra o conceito, já exposto aqui no Blogtek, de Nivelamento de Recursos.

Trata-se basicamente de distribuir as atividades ao longo das respectivas folgas, de modo a otimizar os picos e vales de recursos ao longo do projeto, obtendo um melhor aproveitamento dos recursos. O cronograma, a curva de avanço e o histograma de recursos teriam o seguinte aspecto:

Curva mais cedo, curva mais tarde

Curva mais cedo, curva mais tarde: cronograma nivelado

Curva mais cedo, curva mais tarde

Curva mais cedo, curva mais tarde: recursos nivelados

Curva mais cedo, curva mais tarde

Curva mais cedo, curva mais tarde: curva nivelada

 Curva mais cedo, curva mais tarde: a curva real

Ao longo do projeto, é necessário lançar os avanços reais, para ver como o projeto evolui. Um detalhe importante: ainda que a curva prevista possa ser construída com base nãos Homens-hora (Hh) de cada atividade, o avanço REAL não deve ser lançado através dos Homens-hora reais, mas sim, com base no avanço percentual de cada atividade.

De fato, se uma atividade prevê a utilização de 100 Hh, e você já gastou 80 Hh e ainda está na metade, há duas possibilidades:

  • A produtividade está abaixo do esperado, portanto 80Hh em 100 Hh NÃO significa que você esteja em 80%… pelo contrário, sua produtividade está muito mal,
  • Você estimou inadequadamente os recursos desta atividade, e neste caso, cabe reprogramá-la com dados corretos.

Feitas estas considerações, você terá curva de avanço real, com o seguinte aspecto:

Curva mais cedo, curva mais tarde: curva real

Curva mais cedo, curva mais tarde: ultrapassei a curva mais tarde!

Se algo longo do projeto a sua curva de avanço real ultrapassar a curva mais tarde, isto significa que com a configuração de recursos e sequenciamento atual, seu projeto terminará com atraso. Para tentar resolver o problema, você pode usar técnicas de aceleração de projetos, já vistas aqui no Blogtek: Fast Tracking, Crashing, Método da Corrente Crítica.

Estamos sempre publicando dicas e sugestões para Gerenciamento, Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, envolvendo a Gestão do Conhecimento. Toda semana, um artigo e um vídeo (youtube.com/c/blogtek). Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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