Gestão da Manutenção

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Curva da Banheira – o que é isto?

Curva da Banheira – a curva da banheira ilustra o comportamento típico de um equipamento/componente com relação à taxa de falhas ao longo do tempo. Leia também aqui no Blogtek Os pilares da Manutenção Centrada na Confiabilidade. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

 

Curva da Banheira – modelo tradicional:

Os registros de manutenção apontam que usualmente um equipamento tem, no início de sua vida útil, uma taxa elevada de falhas, devido a problemas de fabricação, instalação inadequada, componentes defeituosos, montagem incorreta. Esta fase é denominada “mortalidade infantil”. Com o passar do tempo, estas falhas são corrigidas, e o equipamento entra em um patamar de estabilidade, com uma taxa de falhas constante. As falhas, quando ocorrem são aleatórias. Depois de certo tempo, variável conforme as condições de uso e agressividade do ambiente em que o equipamento se encontra, a taxa de falhas começa a aumentar, devido ao desgaste dos componentes. A representação gráfica deste comportamento é a chamada curva da banheira, aqui representada:

Curva da Banheira

Curva da Banheira

O fato dos equipamentos possuírem uma fase de mortalidade infantil esclarece algo que em primeira análise poderia parecer paradoxal: A manutenção preventiva pode aumentar a taxa de falhas do equipamento.

De fato, conforme se pode depreender da figura abaixo, o equipamento ainda está na fase de taxa de falhas constante, e a intervenção de manutenção realizada neste momento irá introduzir uma taxa de falhas mais elevada, devido à mortalidade infantil.

Curva da Banheira: a manutenção preventiva pode aumentar a taxa de falhas

Curva da Banheira: a manutenção preventiva pode aumentar a taxa de falhas

Estimar o prazo mais adequado para se executar a manutenção preventiva é difícil, a menos que sejam monitoradas as condições do equipamento. Porém, isto já caracteriza a manutenção preditiva, e não mais a manutenção preventiva.

Curva da Banheira – outros modelos:

John Moubray, principal teórico da Manutenção Centrada na Confiabilidade, realizou um estudo estatístico, dentro da Indústria Aeronáutica, e verificou existirem diferentes tipos de Curva da Banheira, ilustrados a seguir:

Curva da Banheira - tipo A

Curva da Banheira – tipo A

Curva da Banheira - tipo B

Curva da Banheira – tipo B

Curva da Banheira - tipo C

Curva da Banheira – tipo C

Curva da Banheira - tipo D

Curva da Banheira – tipo D

Curva da Banheira - tipo E

Curva da Banheira – tipo E

Curva da Banheira - tipo F

Curva da Banheira – tipo F

De acordo com os levantamentos feitos por Moubray, apenas 11% (curvas do tipo, A, B e C) dos equipamentos possuem desgaste com o tempo. Nos demais casos (curvas D, E e F) os equipamentos não são afetados pelo desgaste ao longo do tempo.

Isto é particularmente verdadeiro com os equipamentos eletrônicos: os nossos celulares, quando falham, usualmente não vão aumentando sua taxa de falhas, simplesmente falham, e pronto…

Particularmente, concordo com Moubray dentro do universo estudado (indústria aeronáutica). Tenho no entanto dúvidas se em todos ambientes industriais isto seja válido. Em minha experiência pessoal, como gestor de Manutenção Industrial em refinarias, percebo que há muitos equipamentos eletromecânicos para os quais o desgaste com o tempo existe: motores elétricos, turbinas, bombas, compressores, etc. E este percentual, dentro da indústria do refino, é claramente superior a 11%.

Não há estudos e registros sobre o assunto em outras áreas da indústria, então estou colocando aqui uma pesquisa, a qual evidentemente não terá o rigor científico dos estudos de Moubray, mas para se ter uma ideia aproximada do pensamento dos Mantenedores em outras áreas, acerca do desgaste com o tempo.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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