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Cuidados na análise de indicadores

Stonner 2 Comentários 26.03.18 1384 Vizualizações Imprimir Enviar

Cuidados na análise de indicadores – indicadores são fundamentais para a gestão, mas sua utilização requer também alguma análise, para não nos levar a decisões equivocadas. Já publicamos aqui no Blogtek diversos artigos sobre o que são os KPI (Key Performance Indicators), sobre a diferença entre métricas e indicadores, sobre como escolhê-los (Dicas e Pegadinhas para selecionar KPI’s), e sobre alguns indicadores específicos para a área de manutenção (OEE e Backlog) e gestão de projetos (Metodologia dos Portões – Indicadores). Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Análise de Indicadores – introdução

Youngme Moon, em seu livro “Diferente – quando a exceção dita a regra” (é um livro sobre marketing, mas recomendo sua leitura para todos os públicos interessados em aspectos gerenciais), menciona que nos Estados Unidos, nas décadas de 70 e 80, uma série de hospitais concordou em tornar públicas suas taxas de mortalidade, o que foi considerado um marco de transparência na gestão hospitalar. Afinal de contas, desta forma, quando você for escolher um hospital, obviamente escolherá dentre aqueles que apresentam menores taxas de mortalidade, certo?

Será? Provavelmente um hospital que invista na pesquisa de doenças graves, casos extremos, pacientes terminais, terá obviamente uma taxa de mortalidade maior do que um hospital que trata de casos mais simples. Porém, é também claro que o primeiro caso, o hospital que pesquisa doenças graves, deve ter um corpo médico muito mais qualificado para tratar qualquer caso mais difícil.

Paradoxalmente, a maneira de um hospital melhorar suas taxas de mortalidade seria EVITANDO a internação de pacientes graves, o que logicamente não é desejável.

O mesmo pode ser aplicado na análise de Universidades. Aquelas que mais investem na busca de alternativas educacionais, novas tecnologias, podem ser inicialmente mal avaliados por seus alunos. Isto se deve à tradicional resistência às mudanças. Não obstante, provavelmente esta universidade terá melhores resultados no médio prazo, enquanto as demais terão inevitável atraso ao aderir às novas práticas, quando estas forem consagradas.

Análise de Indicadores – diferenciação

Um outro aspecto destacado neste livro é a questão de que a utilização de indicadores pode levar à eliminação da diferenciação, característica comparativa que facilita a escolha pelo usuário.

Um exemplo verídico é a comparação entre veículos esportivos utilitários, por exemplo Jeep e Toyota. Há alguns anos, quando avaliada a resistência em terrenos acidentados, a percepção do público, avaliada através de pesquisas, era de que os veículos Jeep eram muito mais resistentes do que os da Toyota. Por outro lado, caso fosse avaliada a confiabilidade, a leitura seria invertida. A maioria do público identifica os veículos da Toyota como tendo uma confiabilidade muito superior aos da Jeep. Neste caso, o gráfico comparativo seria algo assim:

Análise de indicadores

Análise de indicadores – diferenciação

Obviamente, cada uma destas empresas, ao analisar os resultados, irão buscar melhorar suas debilidades (um outro artigo sobre este aspecto, publicado aqui, é o “Foco em seus pontos fortes”), e dentro de algum tempo, uma pesquisa de avaliação teria o seguinte aspecto:

Análise de indicadores

Análise de indicadores – diferenciação????

Consequência? Torna-se cada vez mais difícil fazer a diferenciação entre produtos.

Análise de Indicadores e o Gerenciamento de Projetos

E o que isto tem a ver com o gerenciamento de projetos? Nós, enquanto gerentes de projeto, buscamos que nosso projeto tenha êxito em todos seus aspectos, como Prazo, Custo, Qualidade e outros. Porém também queremos a satisfação e o reconhecimento do cliente.

Enquanto usamos os indicadores tradicionais, consagrados na gestão de projetos, importantes sem dúvida, estaremos fornecendo mais do mesmo.

As filosofias LEAN e AGILE, a metodologia SCRUM, além de obviamente serem passos na evolução da gestão, são também formas de criar diferenciais na gestão de projetos e seus resultados.

Cabe a cada um de nós, nas peculiaridades de cada projeto, buscarmos identificar quais são os diferenciais que podemos oferecer.

Na área de projetos de capital, há um interessante artigo sobre “Era digital e Analytics na Gestão de Projetos”, onde se pode buscar práticas inoadoras.

A cada semana, publicamos novos artigos aqui no Blogtek, sobre Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, e tópicos sobre Liderança e Gestão. Também semanalmente publicamos um vídeo, os quais podem ser acessados em youtube.com/c/Blogtek. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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  • william Dantas

    Bom dia. É muito importante essa sua consideração. Gostaria tb. de seus comentários pela opção de 2 tipos de Indicadores que podem ser utilizados para Gestão de Manutenção. Talvez para ter uma análise de gestão completa de Planejamento de OS´s com relação ao cumprimento e execução desses Planos:

    ICPM – Indicador mensal e acumulado de
    Cumprimento do Plano de Manutenção Sistemática, calculado através de informações do Software de Gestão de Manutenção;

    ICPM em % = (Número de hh´s realizados em OS’s sistemáticas no mês planejadas para o mês DIVIDIDO PELO Número de hh´s planejados de OS’s sistemáticas para o mês) x 100

    COMPARADO A:

    IAOS – Percentual mensal e acumulado de Atendimento de Ordem de Serviços Sistemáticos, calculado através de informações do Software de Gestão de Manutenção:Índice de Atendimento as OS’s executadas, pelo numero de OS’s totais, sob responsabilidade da CONTRATADA.

    IAOS em % = (Número de OS’s executadas no mês DIVIDIDO PELO Número de OS’s emitidas até o Mês inclusive) x 100.

    Fico muito agradecido. Um abraço. William Dantas

  • Olá, William, coincidentemente, tenho um artigo escrito sobre Indicadores de Manutenção. Irei incluir seu comentário no artigo, quando publicá-lo. Obrigado!

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