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Comente 27.04.20 592 Visualizações Imprimir Enviar
COVID19 e cuidados com a análise de indicadores

COVID19 e cuidados com a análise de indicadores – em meio à apreensão por esta pandemia, profissionais e amadores elaboram e estudam os mais variados gráficos, no tocante à transmissibilidade, a letalidade, número de pacientes mortos, número de pacientes recuperados. Vamos aqui agregar alguns comentários, não em relação à fidedignidade (ou não) destes gráficos, porém, com relação ao fato de que ainda que verdadeiros, dados mal interpretados podem levar a conclusões equivocadas. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

COVID19 e cuidados com a análise de indicadores – caso PreventSenior

É importante frisar que este artigo do Blogtek não apresenta nenhum juízo de valor com relação à operadora Prevent Senior. Apenas utiliza alguns dados para mostrar o cuidado que se deve ter na Análise de Indicadores, artigo já publicado aqui no Blogtek.

Esta operadora é especializada no principal grupo de risco da doença, os idosos, e concentram um grande número de mortes pela Covid-19.

Desde o início da epidemia (dados referentes a 04 de abril – veja aqui matéria da Folha de São Paulo), os hospitais da Prevent tiveram 79 mortes, o que representa 58% das mortes do Estado de São Paulo. Números dessa natureza assustaram clientes, chamaram a atenção da vigilância epidemiológica e fizeram com que todos os olhos se voltassem para o que acontecia dentro do sistema da empresa.

Outro site, MoneyTimes, apresenta em seu artigo de 03 de abril, o seguinte texto:

As ações da vigilância apontaram baixo risco, e a possibilidade de uma intervenção da prefeitura aguarda ainda um relatório da Secretaria de Saúde do Estado após nova inspeção feita nesta semana. De acordo com uma fonte, “preliminarmente estava tudo em ordem”.

A quantidade de mortos no Prevent e os temores que envolvem a epidemia, no entanto, assustam clientes do plano.

COVID19 e cuidados com a análise de indicadores

Reproduzo a seguir um texto tirado de artigo anterior do Blogtek, justamente com o título Cuidados na análise de indicadores:

Youngme Moon, em seu livro “Diferente – quando a exceção dita a regra” (é um livro sobre marketing, mas recomendo sua leitura para todos os públicos interessados em aspectos gerenciais), menciona que nos Estados Unidos, nas décadas de 70 e 80, uma série de hospitais concordou em tornar públicas suas taxas de mortalidade, o que foi considerado um marco de transparência na gestão hospitalar. Afinal de contas, desta forma, quando você for escolher um hospital, obviamente escolherá dentre aqueles que apresentam menores taxas de mortalidade, certo?

Será? Provavelmente um hospital que invista na pesquisa de doenças graves, casos extremos, pacientes terminais, terá obviamente uma taxa de mortalidade maior do que um hospital que trata de casos mais simples. Porém, é também claro que o primeiro caso, o hospital que pesquisa doenças graves, deve ter um corpo médico muito mais qualificado para tratar qualquer caso mais difícil.

Paradoxalmente, a maneira de um hospital melhorar suas taxas de mortalidade seria EVITANDO a internação de pacientes graves, o que logicamente não é desejável.

O mesmo cuidado deve ser aplicado na análise do caso Prevent. Um hospital que trabalha predominantemente com idosos deve ter uma taxa de mortalidade maior que de uma clínica psiquiátrica, cujas doenças são graves, porém de menor letalidade. Assim como também comparar estas taxas de mortalidade com outros hospitais que trabalhem com todas as faixas etárias, incluindo aquelas de menor risco.

Mais uma vez, não se trata de defender (ou atacar) a rede Prevent Senior, mas apenas lançar uma luz sobre a questão de comparação de indicadores. Não comparar bananas com maçãs. Nestes difíceis tempos, os indicadores têm uma carga emocional maior, estamos falando de vidas, de mortalidade, mas, de uma maneira geral, este cuidado deve ser tomado sempre ao comparar indicadores.

O mesmo pode ser aplicado na análise de Universidades. Aquelas que mais investem na busca de alternativas educacionais, novas tecnologias, podem ser inicialmente mal avaliados por seus alunos. Isto se deve à tradicional resistência às mudanças. Não obstante, provavelmente esta universidade terá melhores resultados no médio prazo, enquanto as demais terão inevitável atraso ao aderir às novas práticas, quando estas forem consagradas.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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