Liderança e Gestão

Comente 01.03.21 430 Visualizações Imprimir Enviar
Core Competence Model (Modelo de Competências Essenciais)

Core Competence Model (Modelo de Competências Essenciais, em tradução livre) – já publicamos aqui no Blogtek o artigo “Foco em seus pontos fortes”, onde se destaca a preocupação em desenvolver seus pontos fortes, seus talentos, em nível pessoal. Vejo o Core Competence Model como algo similar, em nível empresarial. Vamos conhecer este modelo? Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Core Competence Model – surgimento

O Modelo de Competência Essenciais foi desenvolvido por Gary Hammel e C.K. Prahalad (já falecido), ambos consultores de gerenciamento. O último livro de Gary Hamel, que vem obtendo expressivas vendas, é “Humanocracy”, ainda sem tradução para o Português.

Ao contrário das 5 Forças de Porter, que é uma visão de fora para dentro, do mercado para a empresa, o Modelo de Competências Essenciais é uma visão de dentro para fora.

A perspectiva da competência essencial não é natural na maioria das empresas. Normalmente, a noção mais básica de identidade corporativa é desenvolvida em torno de identidades concentradas no mercado e não em torno de competências essenciais. Uma empresa deve ser vista não apenas como um portfólio de produtos ou serviços, mas também como um portfólio de competências.

Uma competência essencial é algo único e importante que uma empresa pode fazer estrategicamente bem. Ou seja:

“Único” significa que os concorrentes não estão fazendo isso.

“Importante” significa que é fundamental para ajudar a empresa a gerar vendas.

“Estrategicamente bem” significa que é difícil para os concorrentes copiar.

Core Competence Model – Matriz

O Modelo de Competências Essenciais abrange quatro diferentes áreas:

1. Recursos

Estas são as fontes para o desenvolvimento e aquisição de habilidades e tecnologias.

2. Capacidades

As várias possibilidades para construir competências essenciais.

3. Vantagem competitiva

O desafio de adquirir e desenvolver a maior fatia de mercado possível de produtos essenciais.

4. Estratégia

A estratégia de desenvolver a maior participação possível no mercado de produtos acabados.

Fazendo o cruzamento entre as Competências e o Mercado (existentes e novos), teremos os quatro quadrantes abaixo:

Core Competence Model
Core Competence Model – Matriz

Estes quadrantes são definidos como:

Preencher as lacunas:

Uma organização identifica quais competências essenciais podem ser usadas nos mercados existentes, nos quais essas competências essenciais podem ser implantadas de duas maneiras: em certos mercados para serviços específicos ou para fortalecer a posição da organização.

Espaços vazios:

Ao implantar competências em novos mercados, existe o risco de uma organização ter uma diversificação muito grande de produtos / serviços. A organização, portanto, precisa ficar perto de seu “core business”. Ao formular metas claras, ficará claro quais competências essenciais serão necessárias no futuro e como elas podem ser desenvolvidas.

Excelência em dez:

Este princípio estratégico corresponde a implantar uma nova competência central de alta qualidade em um mercado existente em dez anos.

Mega oportunidades:

Essa estratégia tem um alto potencial de rendimento. Como a organização está se movendo para um território desconhecido, há riscos potenciais envolvidos. Pode significar uma mega oportunidade para uma organização porque as competências são aprimoradas e o alcance do mercado será expandido.

Core Competence Model – como desenvolver competências essenciais

  1. Traz benefícios ao consumidor?

Uma competência essencial deve resultar em algo no mercado que possa influenciar fortemente o cliente a comprar seu produto. Do contrário, não tem impacto na sua posição competitiva e não é uma competência central.

2. É difícil de imitar?

Uma competência essencial deve ser difícil para os concorrentes imitarem. Isso permite que seus produtos permaneçam únicos no mercado. Pense no exemplo da Apple.

3. Pode ser amplamente aproveitado?

Uma competência central deve ser aplicável a muitos produtos e mercados. Mais uma vez, procede o exemplo da Apple: celulares, tablets, laptops… todos com as características únicas da Apple.

Estamos sempre publicando dicas e sugestões para Liderança e Gestão, Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção. Toda semana, um artigo e um vídeo (youtube.com/c/blogtek). Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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