Gestão da Manutenção

1 Comentário 03.09.14 2818 Vizualizações Imprimir Enviar
Contratos por resultados: como orçar?

Contratos por resultados: como orçar? Já publicamos aqui no Blogtek um artigo sobre os contratos por resultados, em que não se remunera os serviços, porém a melhoria no desempenho de equipamentos, sistemas ou plantas. Além de ser um conceito diferente do habitual, sua orçamentação tem características distintas. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Contratos por resultados – características

ID-10046027Os contratos por resultados são contratos a serem empregados em atividades de manutenção, onde, ao invés de serem remunerados os serviços, seja por preços unitários de itens de serviço, seja por remuneração da mão de obra alocada (administração, homem-hora), o que é remunerado é um valor fixo mensal, que pode sofrer reduções (ou acréscimos), conforme estejam atendendo determinados parâmetros de performance ou não.

Um exemplo típico é o contrato para sanar vazamentos (vapor, produto, lubrificante, etc.) em uma planta industrial. Em um contrato tradicional, remunerado por serviços, desde que não seja configurada uma execução mal feita, levando ao retrabalho, cada vez que a contratada executa um serviço, há uma remuneração pelo serviço. Portanto, a contratada não tem o menor interesse em melhorar a performance da planta, uma vez que novos serviços são entradas em seu fluxo de caixa. Por outro lado, a Fiscalização tem que medir os serviços executados, se preocupar com o efetivo da Contratada, cobrar a execução dos serviços…

Nos contratos por resultados, a partir do momento em que se define que a contratada irá receber uma parcela mensal fixa pela execução dos serviços, desde que atenda à solicitação de vazamentos em no máximo 6 horas após ser notificada (apenas um exemplo), desde que as perdas de vapor e produtos por vazamentos se mantenham em determinado patamar, a Fiscalização não tem que medir serviços, checar efetivos…bastante acompanhar a performance da unidade.

Contratos por resultados – orçamento: os dois lados da moeda

Para a empresa prestadora de serviços, participante da licitação, o orçamento terá de ser feito da forma tradicional: bottom-up, ou seja, dimensionando os recursos necessários, a logística e custos indiretos, para chegar a uma proposta de valor mensal que remunere estes esforços.

Para a empresa tomadora dos serviços, pouco importa quantos serão os recursos, ferramental, equipamentos requeridos. O que interessa são os ganhos pela melhoria da performance. Então, como avaliar se o preço cotado pelas licitantes, ainda que evidentemente seja selecionado o menor preço, compensa esta modalidade de licitação?

Contratos por resultados – a visão do cliente

Para poder avaliar a economicidade da proposta das empresas proponentes, a empresa tomadora tem que ter registros adequados. Tem que saber, no exemplo dado (vazamentos), quanto são as perdas mensais. Também há que se ter clareza que as perdas não serão zeradas. Então, há criar parâmetros que permitam cobrar a redução das perdas para cerca de 10% a 30% do valor das perdas mensais.

Portanto, se, por exemplo, suas perdas mensais com vazamentos montam a R$ 5 milhões, seria interessante e exequível que suas perdas fossem reduzidas a algo entre R$ 0,5 e R$ 1,5 milhões, o que significa ter um ganho, em perdas por vazamentos, de R$ 4,5 a R$ 3,5 milhões.

Considerando que os valores de perdas de produção nas indústrias de processo são significantemente maiores que os custos de manutenção, uma proposta que se situe até 30% dos ganhos será atrativa para o prestador, e para sua empresa, tomadora do serviço. Portanto, o menor preço proposto da parcela mensal poderia chegar a 30% de R$ 4,5 milhões, o seja, R$ 1,35 milhões.

Resumindo:

Contrato por resultados
Contrato por resultados

 

PONTO DE ATENÇÃO: o valor da parcela mensal deve ter uma redução em caso de mau desempenho proporcional às perdas, para manter o estímulo pela busca de bons resultados. Este tipo de contrato deve sempre ser bem fundamentado em fatos e dados (registros confiáveis, avaliações corretas)

Breve publicaremos mais artigos sobre manutenção e contratos. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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