Gerenciamento de Projetos

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Construtibilidade – requisito fundamental para a Construção e Montagem

Construtibilidade – requisito fundamental para a Construção e Montagem.  Já publicamos, há bastante tempo, um artigo sobre a VIP Construtibilidade. Mas, o tema continua sendo de extrema relevância, por isso voltamos a abordá-lo aqui. A definição mais usual de Construtibilidade é a do CII (Construction Industry Institute): “O uso ótimo do conhecimento e experiência da construção no planejamento, projeto, materiais e execução a fim de obter os objetivos estabelecidos no Projeto”.  Como chegar a isto? Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Construtibilidade – conceitos

O CII elenca alguns conceitos para impulsionar a Construtibilidade nas etapas do Projeto. Vejamos quais são:

  • A preparação dos Cronogramas de Trabalho deve ser conduzido pela Construção. Infelizmente, é muito comum (já mencionamos isto aqui algumas vezes) existir a figura do planejador, que entende muito de MS-Project ou Primavera, mas tem uma visão limitada de Obra. É imprescindível que o Planejador conheça os assuntos relativos a Obra, ou, pelo menso, devemos GARANTIR que o planejamento da fase de Construção seja feito com a participação efetiva do pessoal de Obra.
  • Utilizar conceitos de projeto (design) simples, que permitam uma construção eficiente: buscar a simplificação dos lay-outs.
  • Padronização – os elementos do projeto (design) devem estar padronizados, permitindo a repetição da execução, as vantagens da escala e da quantidade, e acelerar a curva de aprendizagem.
  • Projeto (design) privilegiando módulos (ver Modularização) e facilidades de pré-montagem. Daí a importância de se fazer a opção pela Modularização na fases iniciais do projeto, ainda no projeto básico. Mudar conceitos durante o detalhamento será mais difícil, custoso e demorado. Privilegiar facilidade também na fabricação, transporte e instalação.
  • Deve se maximizar a Acessibilidade de Mão de Obra, Materiais e Equipamentos a serem instalados. Particular atenção deve ser dada à questão do acesso e  movimentação de guindastes. Estudar as vias internas na Obra visando a movimentação dos equipamentos de elevação de cargas. Buscar a otimização de utilização destes recursos. Por exemplo, no planejamento do que viria a ser a Refinaria Premium I, em Bacabeira, no Maranhão, fizemos simulações de trânsito baseado na quantidade de pessoas e ônibus, para definir rotas, e estabelecer para cada possível EPCista em que cidades do entorno deveria montar seus alojamentos.
  • Considerar fatores climáticos, tais como calor, vento, umidade, chuvas. Quando trabalhei na PRSI (Pasadena, Texas), um fator que sempre era levado em consideração nos meses de Maio a Setembro era a possível ocorrência de furacões. Para chuvas, o uso de tendas pode ser considerado. Fazer as vias provisórias de forma a resistirem às intempéries. Na terraplenagem da Premium I, por exemplo, o contrato era descontinuado nos meses de janeiro a junho, devido à elevada pluviosidade. Investia-se este tempo em capacitação do pessoal.

Construtibilidade – outros aspectos a considerar

  • Criteriosa identificação e análise do caminho crítico na construção, identificar a sequência de trabalhos mais adequada.
  • Priorizar atividades de engenharia com vínculo às atividades críticas em construção, para identificar oportunidades de ganho na fase de projeto (design).
  • Assegurar que os doumentos de topografia estejam corretos.
  • Privilegiar underground (execução de underground interferindo com outros trabalhos gera muitos transtornos e interrupções)
  • Avaliar&comparar concretagem no local versus uso de pré-moldados.
  • Avaliar a logística de transporte de pessoal, não apenas na chegada e saída, mas no deslocamento para o almoço.
  • Definir áreas de lay-down (depósito temporário de materiais, entre o almoxarifado e utilização na obra) de forma a minimizar deslocamentos e perda de tempo.
  • Identificar possíveis interferências entre trabalhos de diferentes empresas no campo. Manter permanentemente, na Obra, um Comitê de Interfaces, que irá gerenciar, no ato, as interferências entre diferentes trabalhos.
  • Incentivar o pensamento fora da caixa, na busca de práticas inovadoras de construção.

Observem que a VIP de Construtibilidade tem procedimentos formais a serem seguidos, cronogramas de atividades, ritos a serem cumpridos, porém além destas formalidades, os aspectos acima destacados devem ser parte do cotidiano, como se diz popularmente, devem estar no sangue, de todos.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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