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Backlog – um importante indicador na Manutenção

Stonner 5 Comentários 19.06.17 2148 Vizualizações Imprimir Enviar

Backlog – este é um dos principais indicadores da manutenção, e por isso é necessário conhecê-lo e interpretá-lo corretamente, para uma adequada gestão dos recursos da Manutenção. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Material adaptado, com autorização prévia, de publicação original de 1984 do Prof. Eng. Gil Branco Filho.  Proibido copiar, adaptar ou republicar. Ver lei 9610/98 incisos I a X.

Backlog – Conceito

Backlog, de forma simplificada, é a carga futura de trabalhos da manutenção. Ou seja, a carga atual de trabalhos, expressa através dos Homens-Hora acumulados nas Ordens de Serviço existentes (unidade: Hh), dividida pela quantidade de Homens-hora disponíveis (unidade: Hh/dia). Isto irá nos dar (usualmente em dias), o tempo que levaria para zerar a nossa carga de trabalhos, hoje, caso não surgissem novas Ordens de Serviço.

Um cuidado que se deve ter é utilizar as mesmas unidades no numerador e denominador. Como, não está tudo em Hh? Atenção: usualmente o planejador, ao estimar a duração e o Hh consumido em cada tarefa, usa o conceito de horas efetivas, ou seja, quando uma tarefa consome por exemplo 12 Hh, seriam 2 trabalhadores durante 6 horas (ou três durante quatro horas). Mas, estas horas são horas efetivas: mão na ferramenta. A sua jornada de trabalho tem 8 horas efetivas? Certamente não.

Principalmente no caso da manutenção: há o tempo de trocar de roupa, dirigir à área em que irá atender a Ordem de Serviço, a eventual espera por uma Permissão de Trabalho, o deslocamento para e do almoço, as idas ao banheiro, beber água, pegar uma ferramenta ou um material… Se você estimar todos estes tempos, verá que menos de 50% do tempo disponível é tempo efetivo! E não apenas aqui no Brasil, são números mundiais.

Backlog – características e interpretação

À medida que o tempo transcorre, são executadas algumas ordens de serviço, e outras surgem, portanto há uma curva do backlog ao longo do tempo. Vamos avaliar o comportamento da curva de backlog (material adaptado, com autorização prévia, de publicação original de 1984 do Prof. Eng. Gil Branco Filho):

Estável: configuração ideal, significa que sua equipe está adequadamente dimensionada para a carga de trabalho da manutenção em sua empresa.

Backlog: gráfico estável

Backlog: gráfico estável

Decrescente: configuração indesejada, ainda que à primeira vista pareça boa. Isto significa que sua equipe está superdimensionada, portanto você está dispendendo recursos (e dinheiro) em demasia. Lembre-se que backlog igual a zero não existe, e não é desejável.

Backlog: gráfico decrescente

Backlog: gráfico decrescente

Crescente: configuração indesejada, pois evidencia que sua equipe não está adequadamente dimensionada, a carga de trabalho está sempre aumentando, em breve você não terá recursos para atender sequer as prioridades.

Backlog: gráfico crescente

Backlog: gráfico crescente

Degrau ascendente: configuração justificável, pois pode ter havido algum evento (um acidente, uma grande falha) que elevou a demanda de serviços. É desejável que paulatinamente se volte ao patamar anterior.

Backlog: Degrau ascendente

Backlog: Degrau ascendente

Degrau descendente: configuração justificável, pois evidencia que o patamar anterior, o qual como vimos no gráfico anterior pode ter sido causado por alguma circunstância anômala, regrediu às bases normais.

Backlog: Degrau descendente

Backlog: Degrau descendente

Dente de serra: esta configuração pode ser justificável em indústrias que tenham forte característica de sazonalidade, por exemplo, ligadas à agricultura.

Backlog: Dente de serra

Backlog: Dente de serra

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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  • william Dantas

    Bom dia . Excelentes seus artigos. Coleciono.

    Uma dúvida que sempre ocorre é sobre as empresas que desejam saber o Backlog global da manutenção. Isso pq eles calculam o Backlog por Setor Executante corretamente. Dividem o hh total pendentes das OS´s de cada Setor Executante pelo hh disponível semanal de cada setor executante, obtendo o backlog em semanas para cada setor. Mas querem o backlog de todos os setores com um só número de semanas.

    Acredito que não seja correto somar todos os hh´s pendentes e dividir pela soma de todos os hh´s disponíveis por oficina porque não representa corretamente o número de semanas para executar todos os serviços pq cada Setor tem a sua especialização e toda a mão de obra disponível não realiza todas as especializações.

    Outros somam todas as semanas obtidas de cada setor executante. Também é um número duvidoso que não expressa a realidade.

    Outros ainda calculam a média aritmética das semanas calculadas por setor executante para obter um número global.

    Talvez todos possam ser usados a escola e o que importa é a tendência. Mas é uma dúvida. O que achas? Um grande abraço. William Dantas

  • Olá, William! É um prazer retomar o contato com você. Como você colocou, há diferentes especialidades envolvidas, e acho mais adequado ter um indicador de backlog por área. O backlog de mecânicos tem características e impactos diferentes do backlog de instrumentistas!

  • Pingback: Indicadores de desempeño para el mantenimiento — blogtek.com.br()

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