Gestão da Manutenção

5 Comentários 19.06.17 4309 Vizualizações Imprimir Enviar
Backlog – um importante indicador na Manutenção

 

Backlog – este é um dos principais indicadores da manutenção, e por isso é necessário conhecê-lo e interpretá-lo corretamente, para uma adequada gestão dos recursos da Manutenção. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Material adaptado, com autorização prévia, de publicação original de 1984 do Prof. Eng. Gil Branco Filho.  Proibido copiar, adaptar ou republicar. Ver lei 9610/98 incisos I a X.

Backlog – Conceito

Backlog, de forma simplificada, é a carga futura de trabalhos da manutenção. Ou seja, a carga atual de trabalhos, expressa através dos Homens-Hora acumulados nas Ordens de Serviço existentes (unidade: Hh), dividida pela quantidade de Homens-hora disponíveis (unidade: Hh/dia). Isto irá nos dar (usualmente em dias), o tempo que levaria para zerar a nossa carga de trabalhos, hoje, caso não surgissem novas Ordens de Serviço.

Um cuidado que se deve ter é utilizar as mesmas unidades no numerador e denominador. Como, não está tudo em Hh? Atenção: usualmente o planejador, ao estimar a duração e o Hh consumido em cada tarefa, usa o conceito de horas efetivas, ou seja, quando uma tarefa consome por exemplo 12 Hh, seriam 2 trabalhadores durante 6 horas (ou três durante quatro horas). Mas, estas horas são horas efetivas: mão na ferramenta. A sua jornada de trabalho tem 8 horas efetivas? Certamente não.

Principalmente no caso da manutenção: há o tempo de trocar de roupa, dirigir à área em que irá atender a Ordem de Serviço, a eventual espera por uma Permissão de Trabalho, o deslocamento para e do almoço, as idas ao banheiro, beber água, pegar uma ferramenta ou um material… Se você estimar todos estes tempos, verá que menos de 50% do tempo disponível é tempo efetivo! E não apenas aqui no Brasil, são números mundiais.

Backlog – características e interpretação

À medida que o tempo transcorre, são executadas algumas ordens de serviço, e outras surgem, portanto há uma curva do backlog ao longo do tempo. Vamos avaliar o comportamento da curva de backlog (material adaptado, com autorização prévia, de publicação original de 1984 do Prof. Eng. Gil Branco Filho):

Estável: configuração ideal, significa que sua equipe está adequadamente dimensionada para a carga de trabalho da manutenção em sua empresa.

Backlog: gráfico estável

Backlog: gráfico estável

Decrescente: configuração indesejada, ainda que à primeira vista pareça boa. Isto significa que sua equipe está superdimensionada, portanto você está dispendendo recursos (e dinheiro) em demasia. Lembre-se que backlog igual a zero não existe, e não é desejável.

Backlog: gráfico decrescente

Backlog: gráfico decrescente

Crescente: configuração indesejada, pois evidencia que sua equipe não está adequadamente dimensionada, a carga de trabalho está sempre aumentando, em breve você não terá recursos para atender sequer as prioridades.

Backlog: gráfico crescente

Backlog: gráfico crescente

Degrau ascendente: configuração justificável, pois pode ter havido algum evento (um acidente, uma grande falha) que elevou a demanda de serviços. É desejável que paulatinamente se volte ao patamar anterior.

Backlog: Degrau ascendente

Backlog: Degrau ascendente

Degrau descendente: configuração justificável, pois evidencia que o patamar anterior, o qual como vimos no gráfico anterior pode ter sido causado por alguma circunstância anômala, regrediu às bases normais.

Backlog: Degrau descendente

Backlog: Degrau descendente

Dente de serra: esta configuração pode ser justificável em indústrias que tenham forte característica de sazonalidade, por exemplo, ligadas à agricultura.

Backlog: Dente de serra

Backlog: Dente de serra

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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