Gerenciamento de Projetos

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Aspectos táticos e estratégicos no Gerenciamento de Projetos

Aspectos táticos e estratégicos no Gerenciamento de Projetos – fazemos aqui uma adaptação de um artigo escrito por Jeffrey K. Pinto e Dennis P. Slevin, em 1987, porém ainda muito atual, intitulado “Critical Success Factors in Effective Project implementation” (http://goo.gl/4k1B67).  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

Fatores críticos de sucesso na gestão de projetos

Dr. Pinto

Dr. Pinto

Pinto e Slevin fizeram uma pesquisa ao longo de dois anos com um grupo de 50 gerentes de projetos, buscando identificar os fatores críticos de sucesso de projetos. Foi solicitado a este grupo de gerentes de projeto que listassem os elementos que consideravam ter tido considerável influência nos resultados positivos dos projetos.

Listamos a seguir que fatores foram elencados:

Missão do Projeto – quão claramente estavam definidos os objetivos e metas do projeto.

Suporte da Alta Administração – grau de apoio dado pela mais alta administração da empresa ao projeto.

Planejamento e Cronograma do Projeto – nível de detalhamento do planejamento, incluindo o cuidado em ser realizado o congelamento de escopo.

Envolvimento do Cliente – este termo foi a tradução que julguei mais adequada para “Client Consultation”, aspecto que se refere ao atendimento às necessidades do cliente, seja interno ou externo.

Pessoal – envolve as questões de recrutamento, seleção, treinamento e desenvolvimento.

Tarefas técnicas – refere-se à disponibilidade da tecnologia requerida e a expertise da equipe para implementar as ações técnicas necessárias.

Aceitação do Cliente – ainda que parecida com a questão do envolvimento do cliente, significa aqui a aceitação da forma e conteúdo do produto final do projeto (especificações, parâmetros de projeto, características e quantidade de produtos gerados quando da operação do projeto).

Monitoramento e retorno (feedback) – fornecimento, em tempo hábil, das informações de controle em cada estágio do processo de implementação do projeto.

Comunicação – disponibilidade de adequada rede de informações, planos de comunicação e fornecimento de todos os dados requeridos para a implementação do projeto.

Solução de problemas (troubleshooting) – habilidade no trato e solução de crises inesperadas e não previstas, e desvios do planejamento.

Aspectos táticos e estratégicos na gestão de projetos

Os dados levantados foram confrontados com um universo de mais de 400 projetos, e através de estudos estatísticos e de regressão foi evidenciada a aderência destes ao sucesso dos projetos, ratificando o resultado.

“ Tática é saber o que fazer quando há o que fazer; estratégia é saber o que fazer quando não há nada a fazer”. Tartakower (enxadrista russo do século XX)

A estratégia pode ser compreendida como a elaboração do planejamento. A tática faz parte da implementação da estratégia definida, ou seja, fazer os movimentos corretos para atingir a estratégia escolhida.

Ao classificar os dez fatores críticos de sucesso em fatores estratégicos ou táticos, obtemos a tabela seguinte:

Aspectos táticos e estratégicos no Gerenciamento de Projetos

Aspectos táticos e estratégicos no Gerenciamento de Projetos

Colocando a efetividade dos aspectos táticos e estratégicos em quadrantes, teremos o seguinte diagrama:

Aspectos táticos e estratégicos no Gerenciamento de Projetos

Aspectos táticos e estratégicos no Gerenciamento de Projetos

Quando temos alta efetividade tanto nos aspectos estratégicos (planejamento) quanto nos aspectos táticos (execução), teremos alta probabilidade de sucesso na implementação do projeto.

Quando a estratégia é bem conduzida, porém a tática não é, o projeto tenderá a ser bem planejado porém mal executado, conduzindo à baixas taxas de aceitação do resultado do projeto, e baixa utilização do mesmo. Há uma tendência, durante a implementação, de ocorrerem o que Pinto e Slevin chamam de erros do Tipo I e IV:

Erro tipo I: caracterizado por quando uma ação deveria ter sido tomada, e não o é (indecisão, indefinição);

Erro tipo IV: definir corretamente uma ação que corrigiria o problema, mas não é adotada (má execução).

Quando a estratégia é mal conduzida, porém a tática é adequada (boa execução), o projeto tenderá a ser bem aceito, em termos de completude, porém ter baixa utilização, posto que o planejamento pode não ter levado em conta os aspectos ligados ao uso do projeto. Corresponde ao bordão “Vá em frente e faça!”. Neste quadrante, podem ocorrer erros do tipo II e III:

Erro tipo II: caracterizado por executar uma ação, quando na realidade esta decisão não deveria ter sido tomada (o oposto do erro do tipo I);

Erro do tipo III: resolver o problema errado, focar a atenção naquilo que não é crítico. Grande dispêndio de recursos táticos (altos custos), em função de planejamento ineficaz.

Breve, publicaremos outro artigo sobre questões pertinentes à gestão de projetos e megaprojetos. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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