Gerenciamento de Projetos

Comente 20.07.20 378 Visualizações Imprimir Enviar
Árvore de decisão – aspectos avançados

Árvore de decisão – aspectos avançados: já vimos em um artigo e um vídeo anteriores, sobre a árvore da decisão, que esta é uma importante ferramenta de apoio ao processo decisório. No entanto, se considera que as informações são independentes. Isto nem sempre ocorre, como vamos ver agora. Como nem sempre as informações são independentes principalmente em estudos financeiros, podem entrar aí mais 2 novos conceitos, opcionalidade e conhecimento da informação, que poderão modificar radicalmente o resultado da árvore de decisão. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Árvore de decisão – exemplo

Uma empresa varejista de grande porte tem um novo produto o qual gostaria de lançar em 2 mercados distintos. Estes 2 mercados têm características similares, ou seja, a probabilidade de sucesso no lançamento deste novo produto, é similar nos 2 mercados. No entanto, como são mercados distantes, o investimento requerido em logística, rede de distribuição, etc., são diferentes para ambos mercados.

A análise da viabilidade deste lançamento é baseada no conceito de Valor Monetário Esperado (VME) dado pela fórmula, onde VPL significa Valor Presente Líquido, e pela árvore simplificada a seguir:

            VME = Probabilidade x VPL

Árvore de decisão

Suponhamos que no mercado A a probabilidade de sucesso seja de 35%, e o VPL no caso de sucesso é de 30 MM, e no caso de fracasso é de -20 MM.

No mercado B, por ser similar ao mercado A, a probabilidade de sucesso seja de 35% também, porém devido à população, logística, custos, etc., o VPL em caso de sucesso seja de 42 MM, e em caso de fracasso o VPL seja de -22 MM.

Neste caso, o VME para o lançamento seria:

VME(A) = 0,35 x 30 – 0,65 x 20 = – 2,5 MM

VME(B) = 0,35 x 42 – 0,65 x 22 = + 0,4 MM

Portanto, considerando o VME (A+B) = -2,5 + 0,4 = -2,1 MM, vemos que este lançamento traz prejuízos para a empresa, correto? Não necessariamente…

Árvore de decisão – outros conceitos

No exemplo dado (e será sempre necessária esta análise), os eventos não são necessariamente vinculados e nem simultâneos.

Por outro lado, vimos que o ponto fraco da construção da árvore de decisão é a atribuição das probabilidades, algo bastante subjetivo.

Também, como os mercados são similares, a entrada em um dos mercados provavelmente nos trará melhores informações sobre a probabilidade de êxito no outro mercado. E não há obrigatoriedade de entrar em ambos mercados simultaneamente!

Admitamos que, após a experiência no mercado, possamos corrigir a probabilidade de êxito no outro mercado para 45%.

Mas, para isto, é necessário ir ao mercado. Ora, se em nosso estudo o mercado A por enquanto tem um VME negativo, enquanto o mercado B tem um VME positivo, obviamente iremos começar pelo mercado B. E poderemos reavaliar o VME do mercado A:

VME’(A) = 0,45 x 30 – 0,55 x 20 = + 2,5 MM

Portanto, teríamos: VME(A+B) = VME(B) + VME’(A) = 0,4 + 2,5 = 2,9 MM

A isto damos o nome de Conhecimento da Informação.

Talvez você esteja pensando: “OK, isto na suposição de que a entrada no mercado B permitiu melhorar a perspectiva de sucesso no mercado A. Mas, se fosse o contrário? Por exemplo, se a perspectiva de sucesso no mercado A, após a experiência em B, tenha sido diminuída para 25%?”.

De fato, neste caso o VME do mercado A seria:

VME”(A) = 0,25 x 30 – 0,75 x 20 = – 7,5 MM

É verdade! Porém, nós NÃO temos a obrigatoriedade de ir ao mercado A. Podemos simplesmente abdicar desta possibilidade. A isto damos o nome de Opcionalidade.

Então, ao usar os conceitos de VME e da árvore de decisão, temos que avaliar se há a possibilidade de adquirir CONHECIMENTO DA INFORMAÇÃO, e se temos a possibilidade de exercer a OPCIONALIDADE.

Estamos sempre publicando dicas e sugestões para Gerenciamento, Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, envolvendo a Gestão do Conhecimento. Toda semana, um artigo e um vídeo (youtube.com/c/blogtek). Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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