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Análise forense de cronogramas

Stonner Comente 26.11.18 576 Vizualizações Imprimir Enviar

Análise forense de cronogramas – em qualquer projeto, notadamente megaprojetos, surgem discrepâncias, discussões, as quais podem levar a pleitos por ambas as partes. Praticamente todos os pleitos em um projeto estão, direta ou indiretamente, ligados ao cronograma. Portanto, para chegar-se a um acordo com relação ao pleito, é necessário fazer uma análise do cronograma. A análise forense de um cronograma nos fornece as ferramentas adequadas para isto.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS. 

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Análise forense de cronogramas – introdução

Análise forense de cronogramas

Análise forense de cronogramas – introdução

Também chamada de Análise Investigativa de Cronograma, tem sido amplamente discutia e promovida pela AACEI (Association for the Advancement of Cost Engineering – International). Recentemente, a AACE Seção Brasil promoveu um treinamento sobre o tema, pelo presidente da AACEI, no biênio 2016-2017, John Livengood. Pessoalmente, não pude participar, o que muito lamentei, mas recomendo aos leitores do Blogtek, sempre que haja o treinamento disponível. De uma maneira geral, recomendo a associação à seção da AACE, onde há sempre temas interessantes e oportunos.

Há também o livro Eficiência e Análise de Atrasos, do Ricardo Delarue e Peter Mello (colaborador do Blogtek), que também versa sobre o tema Análise forense de cronogramas.

Obviamente, este artigo está longe de exaurir o tema: a prática recomendada da AACEI (RP- 29R-03), em sua versão em Português, tem 147 páginas!

O propósito deste artigo é mostrar que há ferramentas para a análise investigativa de cronogramas, quais os conceitos básicos e onde buscar os fundamentos para esta análise.

Análise forense de cronogramas – conceitos

 O princípio básico é o de que os desvios de cronogramas não se devem a um único fator, ou a uma única parte (Cliente, Contratado). A ferramenta possibilita uma análise científica e criteriosa para apurar o envolvimento e responsabilidade de cada uma das partes nos desvios do cronograma. Segundo as próprias palavras contidas na RP: “…se concentra em minimizar a subjetividade procedimental…“.

A RP 29R-03 se baseia inicialmente na taxonomia dos eventos (Taxonomia é o estudo científico responsável por determinar a classificação sistemática de diferentes coisas em categorias). E a taxonomia classifica os eventos dentro de cinco camadas, das quais detalhamos as três camadas superiores:

Camada 1: Momento

Prospectivo: Análise prospectiva ocorre enquanto o projeto ainda está em andamento e não pode evoluir para um contexto investigativo. A RP utiliza muito pouco este conceito.

Retrospectivo: Análises retrospectivas são realizadas após o evento de atraso ter ocorrido e os impactos são conhecidos.

Camada 2: Métodos básicos

Observacional: consiste em analisar o cronograma sem fazer qualquer alteração ou simulação (exemplo: comparação previsto x realizado).

Modelado: além da observação, cabe a intervenção do analista, inserindo ou extraindo atividades em atraso na rede de precedências, para avaliar o “antes” e “depois” (exemplo: análise do impacto no tempo)

Camada 3: Métodos específicos

Métodos Observacionais:

Lógica estática: é realizada sem interferências na lógica proposta no cronograma (dependências, restrições, condicionantes). Avalia tão somente o que ocorreu versus o planejado.

Lógica dinâmica: considera as mudanças na lógica que foram incorporadas durante o projeto, com relação à linha de base.

Métodos Modelados:

Modelagem aditiva: consiste em comparar um cronograma com outro cronograma com a adição de elementos, para modelar um determinado cenário.

Modelagem subtrativa: consiste em comparar um cronograma com outro cronograma com a eliminação de alguns elementos, para modelar um determinado cenário.

Análise forense de cronogramas – fundamentos

Análise forense de cronogramas

Análise forense de cronogramas – fundamentos

Muitos dos fundamentos aqui elencados estão contidos nos 14 pontos recomendadas para cronogramas, do DCMA (Defense Contract Management Agency). Estão também alinhados com as Boas práticas para elaboração de cronogramas.

 

 

 

 

  • A linha base é efetivamente a referência mais antiga do projeto, ou já foi alterada?
  • A divisão de tarefas e o nível de detalhes são suficientes para a análise requerida?
  • Há pelo menos um caminho crítico claramente definido?
  • Todas as atividades (exceto a primeira) tem predecessoras? Todas as atividades (exceto a última) tem sucessoras?
  • Todo o escopo do projeto está representado no cronograma?
  • Há algum aspecto do cronograma que viole as disposições contratuais?
  • Os calendários usados no projeto refletem a real situação?

A partir destes fundamentos, o analista irá verificar se há inconsistências (ligações lógicas erradas), quais foram os atrasos, se os atrasos em certas atividades impactaram ou não o caminho crítico. Identificados os atrasos, o analista irá verificar a causalidade destes atrasos (o que os causou, quais foram as consequências).

Para efetuar a completa análise forense do cronograma, há que seguir a RP 29 R03, para a qual não há poder de síntese que torne possível resumi-la a um só artigo. Portanto, consulte a AACE!

Estamos sempre publicando dicas e sugestões para Gerenciamento, Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, envolvendo a Gestão do Conhecimento. Toda semana, um artigo e um vídeo (youtube.com/c/blogtek). Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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