Liderança e Gestão

Comente 25.05.20 866 Visualizações Imprimir Enviar
5 forças de Porter

As 5 forças de Porter: estamos aqui no Blogtek revisitando as 10 escolas do Planejamento estratégico, segundo Henry Mintzberg. As primeiras escolas aqui retratadas, a escola do Design e a escola do Planejamento, foram os primeiros passos da evolução do Planejamento estratégico, na medida em que deixavam de olhar apenas para dentro da empresa, e passavam a olhar os aspectos exteriores, notadamente o Mercado e concorrentes. Ainda assim, era uma visão estática do mundo exterior. Porter trouxe a visão dinâmica do mundo exterior à empresa. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

5 Forças de Porter – quem foi Michael Porter

Michael Porter é uma referência na área de administração, atuando como professor da conceituada Harvard Business School, e autor de diversos livros sobre estratégia, dentre os quais se destaca Estratégia Competitiva – Técnicas para análise de indústrias e da concorrência.

Curiosamente, Porter se graduou em Engenharia Mecânica e Aeroespacial, pela Universidade de Princeton. Porém, logo depois, fez um MBA e obteve um doutoramento em Economia Empresarial, em Harvard, onde se tornou professor aos 26 anos!

Em seu trabalho, merecem destaque o conceito das 5 forças competitivas, das três fontes genéricas de vantagem competitiva: diferenciação, baixo custo e foco em mercado específico. Abordaremos neste artigo as 5 forças.

5 forças de Porter
5 forças de Porter

5 Forças de Porter – Rivalidade entre Concorrentes

Como podem ver na figura acima, o ponto central é a Rivalidade entre Concorrentes, ou seja, o grau de competição existente.

Há mercados pouco competitivos, no caso de obsolescência do produto, ou a presença de uma empresa líder com grande diferencial competitivo.

Para avaliar este aspecto, algumas questões podem ser colocadas:

  • Quantos são os competidores?
  • A concorrência é por preço, ou há outros diferenciais?
  • Os competidores buscam estratégias de redução de custos?

5 Forças de Porter – Poder de Barganha dos Fornecedores

Toda indústria depende de fornecedores. Obviamente, os fornecedores dependem também das indústrias como sendo seus clientes, porém a correlação de forças varia.

Se há poucos fornecedores, nosso poder de barganha junto aos fornecedores será menor, não há muitas opções. Por outro lado, se houver muitas opções, teremos melhores condições de barganha e obter vantagens.

Portanto, neste aspecto, é fundamental conhecer o mercado fornecedor:

  • Há muita ou pouca concorrência de fornecedores?
  • Há diferenciais, sejam de qualidade, técnicos ou de preço entre eles?
  • A mudança de fornecedor é rápida, ou difícil?

5 Forças de Porter – Poder de Barganha dos Clientes

Os conceitos envolvidos na análise do poder de barganha dos clientes são similares. Quanto maior o nível de competição do mercado, maior o poder de barganha do cliente.

Porém, ainda que o nível de competição seja baixo, pode haver clientes individuais com grande fatia de aquisições dos produtos, o que diminuirá o poder de barganha da indústria.

Perguntas para auxiliar nesta análise:

  • Há muitos vendedores neste segmento de mercado?
  • Há clientes dominantes?
  • Os produtos são estandardizados, ou há diferencial entre produtos similares?
  • Para o cliente, é fácil mudar, e passar a adquirir de seu concorrente?

5 Forças de Porter – Ameaça de novos concorrentes

As três primeiras forças mencionadas, de certa forma, já eram consideradas na análise empresarial pré-Porter. Até então, os mercados eram relativamente estáveis, portanto as forças mais importantes eram as mencionadas, rivalidade entre concorrentes, barganha dos clientes, barganha dos fornecedores.

No entanto, no último terço do século XX, o mercado se torna mais flexível e maleável, portanto, há que se avaliar a possibilidade de entrada de novos concorrentes.

Perguntas que nos auxiliam nesta análise:

  • O custo de abertura de um novo negócio em nosso segmento é alto?
  • As leis e regulações do setor são rígidas e severas?
  • Há incentivo para o ingresso de novos concorrentes?
  • Há barreiras de entrada para novos concorrentes?

5 Forças de Porter – Ameaça de produtos substitutos

Ainda que no século XXI esta ameaça tenha se tornado muito mais intensa, já em 1979 quando Porter descreveu as 5 forças, ele vislumbrava esta força no balanço de forças do negócio.

Não apenas novos produtos, mas a forma de negociar estes novos produtos. Por exemplo, cada vez mais tende a crescer o mercado SAAS (Software as a Service), onde o cliente não adquire mais um software, mas paga por uma assinatura para o uso deste produto.

Existe uma tendência de que em um futuro próximo os carros sejam fornecidos desta forma. Isto já existe no Brasil. Há empresas que lhe fornecem por uma assinatura anual um veículo sob certas condições, de maneira que o cliente terá sempre um carro novo, sem preocupação com a manutenção, etc.

Perguntas que auxiliam a análise desta força:

  • Há algum projeto de produto, ou serviço, ou forma de uso, diferente da usual, que possa afetar meu negócio?
  • Existe parte de meus produtos ou serviços que possa ser automatizada, substituída ou terceirizada?
  • É fácil obter alternativas para meu produto ou serviço?

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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