Gerenciamento de Projetos

Comente 30.09.19 399 Vizualizações Imprimir Enviar
4DX – as 4 disciplinas da execução

4DX – as 4 disciplinas da execução: este é um método de gestão desenvolvido pela Franklin Covey Consulting. O acrônimo 4DX é oriundo de 4 Disciplines of eXecution. Muitos, ao ver o nome Franklin Covey, imaginam tratar-se do filho ou de algum sucessor de Stephen Covey, famoso pelos “7 hábitos das pessoas altamente eficazes”. Na verdade, esta consultoria resultou da fusão da consultoria de Stephen, com a consultoria Franklin Quest, a qual não tinha nada a ver com nenhuma pessoa de nome Franklin. Da fusão, nasceu o nome atual. Vejamos o que apregoa este método.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

4DX – as 4 disciplinas da execução: sustentabilidade do sucesso

Me agrada este método, porque enfatiza a questão da execução- muitas pessoas (e eu me incluo entre elas) têm grande entusiasmo no início, no desenvolvimento de um novo projeto, e este entusiasmo declina ao longo do tempo.

Esta dificuldade em manter o ritmo de interesse e progressão é bem ilustrada nos chamados Belbin’s roles (papeis de Belbin), que identifica basicamente a existência de três tipos básicos de comportamento, com algumas subdivisões: Criador, Líder, Construtor.

Destes três perfis, aquele que melhor se identifica com a continuidade de um empreendimento é o perfil do Construtor.

Tanto para aqueles que naturalmente já tem o perfil de Construtor, como os que têm o perfil Criativo e de Liderança, todos se beneficiam do método 4DX, pelo aporte que dá à consistência da execução.

4DX – as 4 disciplinas da execução: esquema

As quatro disciplinas de execução são:

  1. Foco naquilo que é realmente importante (em Inglês, o termo utilizado é “wildly important” – mas não encontrei um termo em Português que corresponda a esta expressão; seria algo como “de baita importância”)
  2. Atue nos indicadores de tendência (leia mais aqui: Indicadores reativos e pró-ativos)
  3. Crie um painel de bordo (scorecard) convincente. Note, na figura esquemática abaixo, que esta disciplina não está propriamente de forma sequencial, mas abrangente, com relação às duas disciplinas anteriores.
  4. Crie uma sequência de responsabilidades. O termo em Inglês é Cadence of Accountability. Já mencionei aqui, no artigo Matriz RACI, que o termos “responsible” em Inglês, corresponde para nós ao “Executante”. O que nós entendemos como “Responsável” é em Inglês “Accountable”.
4DX – as 4 disciplinas da execução
4DX – as 4 disciplinas da execução

Vejamos em que consiste cada uma destas quatro disciplinas.

4DX – as 4 disciplinas da execução: disciplina 1

Desde que Peter Drucker afirmou (corretamente) que não se gerencia o que não se mede, muitos gestores colocaram o meio como fim, e se afogam em meio de tantos indicadores. Há organizações que tem pessoas, e até departamentos, voltados exclusivamente para a geração e avaliação de indicadores.

Estudos mostram que se a Organização mede, acompanha, avalia até três metas e iniciativas, tem alta probabilidade de conseguir resultados e 100% nestas metas.

Acima de três, até dez metas e iniciativas, a chance de bons resultados cai para 20% a 50%.

Acima de 10 metas e iniciativas, a tendência é não atingir resultados em nenhuma delas, pela dispersão de esforços.

Daí a importância, já destacada aqui, de identificar os Fatores Críticos de Sucesso.

As metas a serem focadas são denominadas WIG – Wildly Important Goals.

No site da FranklinCovey você pode localizar alguns exemplos, dentre os quais destaco a comparação entre 8 metas, vagas e genéricas, da NASA na década de 1950, quando os EUA perderam a corrida espacial para colocar um homem na órbita da Terra, e uma única meta, estabelecida pelo Presidente Kennedy na década de 60, que era de colocar um homem na Lua, feito de fato alcançado há 50 anos, em 1969.

4DX – as 4 disciplinas da execução: disciplina 2

Atuar nos Indicadores de Tendência, também chamados de indicadores pró-ativos, em contraposição aos indicadores de desempenho, denominados indicadores reativos.

Os Indicadores de Tendência a serem perseguidos devem ser Previsíveis e Influenciáveis.

O exemplo mencionado por Franklin Covey Consultancy é a de melhorar uma colheita: obviamente, chuvas propiciam melhor colheita, e são até um fator previsível, porém não influenciável. Já uma adequada preparação do solo, adubação do terreno são fatores previsíveis e influenciáveis.

4DX – as 4 disciplinas da execução: disciplina 3

Criar um painel de bordo (placar) convincente e envolvente. Existe um falso paradigma de que os resultados (placar) são para uso pelos líderes e gerentes. Errado!

São propostos 4 temas para avaliar como deve ser este placar:

  1. É simples?
  2. É fácil de visualizar? Tenha em mente quão mais fáceis e simples de entender e usar são os ícones de seu computador, em oposição a tabelas cheias de números.
  3. O placar mostra os indicadores de desempenho (reativos) e os de tendência (pró-ativos)? Ainda que se deva atuar nas medidas de tendência, é importante que as equipes conheçam ambos indicadores.
  4. O placar indica de imediato se estamos ganhando ou perdendo? Menciona-se a regra dos 5 segundos: se levar mais de 5 segundos para entendermos como estamos no jogo, o placar está mal elaborado.

4DX – as 4 disciplinas da execução: disciplina 4

Na visão tradicionalista de gestão, a responsabilidade é da liderança, do gerente, que é quem nos comunica como estamos, o que devemos focar, quais deverão ser nossos próximos passos.

Na visão moderna, na visão 4DX, a responsabilidade é compartilhada. Todos colaboradores sabem de seus compromissos, e são responsáveis por atingir suas metas, não apenas em relação às gerências, porém em relação aos demais.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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