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16 perdas na produção industrial

Stonner Comente 28.08.18 718 Vizualizações Imprimir Enviar

16 perdas na produção industrial – obviamente, nosso papel como gestores é o de evitar perdas, e desta forma otimizar os lucros. Porém, muitas vezes sequer temos ideia de onde e como podem estar ocorrendo as perdas na produção industrial. Há um trabalho científico que identifica as 16 perdas na produção industrial, o que irá auxiliá-lo na identificação e eliminação destas perdas.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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16 perdas na produção industrial – os grandes grupos de perdas

As perdas na produção industrial se dividem em três grandes grupos, os quais, em suas subdivisões, totalizam 16 tipos de perdas. Os grandes grupos são:

  • Perda por equipamentos
  • Perda por ineficiência da mão de obra
  • Perda por consumo excessivo

16 perdas na produção industrial – Perda por equipamentos

16 perdas na produção industrial – #1 Perdas por quebra

É a perda causada pela falha de um equipamento ou componente, tais como desgaste de peças, rompimento de correias. Tipicamente podem ser evitadas pela melhoria da Manutenção, introduzindo manutenção preventiva, ou, se possível e viável economicamente, manutenção preditiva. 

16 perdas na produção industrial – #2 Perdas por ajustes

É a perda ocorrida quando da necessidade de ajustes no equipamento, o que pode ocorrer quando há uma mudança no produto em fabricação, ou uma mudança na especificação deste produto. A usinagem de um novo material, diferente do anterior, requer ajustes na máquina. A mudança de fluido de processo pode requerer ajustes na vazão e pressão do fluxo. Tipicamente pode ser evitada com melhorias na programação da produção, otimizando as mudanças de processo.

16 perdas na produção industrial – #3 Perdas por substituição de componentes

São as perdas ocasionadas pela substituição de componentes sujeitos a desgaste natural, tal como ferramentas de corte, correias transportadoras, etc. Ainda que o desgaste seja inevitável, é importante ter o registro das durações da utilização destes componentes, para apurar se o desgaste está dentro dos padrões habituais, ou se estão demasiadamente frequentes, o que sinaliza a necessidade de melhorar a qualidade do fornecimento destes componentes.

16 perdas na produção industrial – #4 Perdas na partida

Equipamentos ao partir requerem um tempo para estabilização, para operar em regime permanente, após paradas programadas ou não. Como este tempo de estabilização é normal e necessário, a solução é evitar paradas desnecessárias, seja através da melhoria da manutenção ou da programação de produção.

16 perdas na produção industrial – #5 Perdas por pequenas paradas

São pequenas perdas não caracterizadas como parada de equipamento (evento mais grave), ou substituição de componentes por desgaste. São falhas de sensores, entupimento de moldes, e eventualmente podem não ser contabilizadas devido à sua curta duração, mas o somatório destas pequenas falhas gera perdas econômicas.

16 perdas na produção industrial – #6 Perdas por redução de velocidade

Operar um equipamento fora de seu ponto ideal de operação gera perdas, seja por não produzir a quantidade adequada de produtos, seja pelo consumo energético maior. Esta perda deve ser evitada através do correto dimensionamento dos equipamentos ao longo do processo.

16 perdas na produção industrial – #7 Perdas por defeitos e retrabalho

Deve prevalecer o conceito do “Faça certo da primeira vez”, para evitar retrabalhos, desperdício de material, aumento de sucata. São característicos deste tipo de falha produtos fora de especificação, mau acabamento, quantidades erradas de produtos. Reciclar os rejeitos minimiza o problema, mas para eliminá-lo, é necessário melhoria na Política da Qualidade.

16 perdas na produção industrial – #8 Perdas por paradas

Diferentemente da perda #1, esta perda é previsível: são paradas deliberadas para Manutenção, Limpeza e/ou Inspeção. Ainda que previsíveis, programadas, é importante o gestor da Manutenção preparar para que estas paradas sejam minimizadas na frequência e na duração.

16 perdas na produção industrial – Perda por ineficiência da mão de obra

16 perdas na produção industrial – #9 Perdas por gerenciamento (falhas administrativas)

São perdas ocasionadas por esperas desnecessárias por falhas de gerenciamento, tais como indisponibilidade de sobressalentes, materiais, utilidades, instruções de trabalho.  Melhorias na gestão são requeridas para minimizar estas perdas.

16 perdas na produção industrial – #10 Perdas por movimentação

Ao longo do processo produtivo, diversas movimentações são requeridas: movimentação de pessoas (operadores), de material (de um processo para outro), transporte de materiais e ferramentas para reparos. Para minimizar estas perdas é fundamental um estudo do layout e da logística do processo produtivo.

16 perdas na produção industrial – #11 Perdas por organização inadequada

Falta de operadores para um determinado processo, operadores operando acima da capacidade estabelecida, precisar de uma ferramenta e não tê-la disponível. Para reduzir estas perdas é necessária ação gerencial, para avaliar os processos e dimensionar adequadamente processos e recursos.

16 perdas na produção industrial – #12 Perdas por distribuição

Um fluxo incorreto ou deficiente de matérias primas, de alinhamento de processos, pode levar a perda de tempo para localizar materiais, reabastecer equipamentos, distribuir os produtos. Requer-se um adequado estudo de logística e layout para minimizar estas perdas. Em grandes obras, tais como terraplenagem, a inadequada distribuição de áreas de empréstimo de material, de bota-fora, de rotas para caminhões basculantes, pode levar a perdas da ordem de 30% do tempo disponível.

16 perdas na produção industrial – #13 Perdas por medições e ajustes

Inspeções muito frequentes para evitar falhas também levam a perdas. Claro que as falhas devem ser evitadas, porém é necessário identificar as causas básicas de uma falha, para evitar quebras em excesso ou inspeções demasiado frequentes.

16 perdas na produção industrial – Perdas por uso inadequado de recursos

16 perdas na produção industrial – #14 Perdas por rendimento de materiais

Sempre há perdas de material bruto no processo de fabricação. Rebarbas, desgaste, sobrepeso, mau aproveitamento de chapas a serem recortadas. Estas perdas podem ser muito grandes, e requerem cuidadosa análise dos gestores.

16 perdas na produção industrial – #15 Perdas por energia

São perdas por alto consumo de energia, gerado por equipamentos ligados desnecessariamente, sobrecargas, dissipação térmica, baixo fator de potência ou equipamentos obsoletos e com baixa eficiência energética. É requerida disciplina, no sentido de otimizar a utilização de recursos energéticos, e estudos de engenharia para otimização do rendimento energético.

16 perdas na produção industrial – #16 Perdas por consumíveis

Materiais e ferramentas de má qualidade geram perdas, pois obrigam a substituições frequentes, além de impactar a produtividade da linha. Cabe sempre avaliar a aquisição de materiais, ferramentas, equipamentos, com a ótica de “O barato sai caro”.

Estamos sempre publicando dicas e sugestões para Gerenciamento, Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, envolvendo a Gestão do Conhecimento. Toda semana, um artigo e um vídeo (youtube.com/c/blogtek). Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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  • Perdas da produção

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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