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Valores, Desempenho, Comportamentos

Stonner Comente 29.05.17 554 Vizualizações Imprimir Enviar

Valores, Desempenho, Comportamentos:  recentemente li um artigo do Dr. Cameron Sepah, professor de psiquiatria, no qual ele faz também uma referência ao professor Bob Sutton, autor do livro “No asshole rule”. Tanto o artigo, como o livro, tratam de questões tais como Valores, Desempenho, Comportamento. Por avaliar que estes temas estão muito relacionados ao contexto atual do Brasil, posto aqui esta adaptação do artigo, com a devida autorização. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Valores, Desempenho, Comportamentos:  valores

Na maioria das empresas, notadamente grandes corporações, vemos por toda parte ostensivamente expostos a Missão, Visão e os Valores da empresa. E no entanto, muitas vezes percebemos que há uma distância enorme entre a aparência e a prática.

Uma grande empresa, envolvida em diversos escândalos de corrupção, em seu código de ética, nas primeiras páginas proclama: “A ….., enquanto organização de vanguarda nas práticas que levam à realização dos objetivos empresariais, deve ser reconhecida crescentemente, também, pela ética com que conduz os seus negócios.”

Outra empresa, de grande porte, no design da capa de seu código de ética, como forma de homenagear e envolver os empregados, fez uma montagem com os rostos de diversos empregados, entre os quais um gerente que posteriormente foi notoriamente identificado com gravíssimos processos de corrupção.

Não menciono nomes aqui, entendores entenderão, pois do jeito que as coisas vão, ainda posso ser processado por algum corrupto… mas, para não ficar totalmente sem nominações, a Enron também tinha entre seus valores Ética e Integridade.

Dá até para entender que estas palavras componham os valores de qualquer empresa. Empresa alguma se vangloriaria de valores contrários. O que não dá para aceitar, é um comportamento totalmente distinto dos valores.

Valores, Desempenho, Comportamentos:  comportamentos

A questão então migra para outro aspecto: por que as brechas (gaps) entre o comportamento das pessoas e os valores da empresa?

De acordo com o behaviorismo, nenhum comportamento persiste a menos que seja perpetuado por um reforço positivo (promoção, elogio) ou um reforço negativo (ausência de punição, falta de advertência). Portanto, os valores não são escritos nas paredes, mas construídos pelas ações dos gestores. Conhecem a expressão “Liderar pelo exemplo”? Pois é, vale para o Bem ou para o Mal.

Os empregados de sua empresa praticam os valores pelos quais são valorados, e não os valores que o gerente crê, ou finge crer.

Então, se realmente queremos ter uma avaliação pertinente de nossos colaboradores, temos que avaliá-los na escala de Congruência com Valores.

Valores, Desempenho, Comportamentos: no asshole rule

Como podem depreender, “asshole” é uma palavra muito forte em Inglês. O próprio Bob Sutton, nas primeiras páginas do livro, menciona algumas palavras que ele poderia ter usado:  bullies, creeps, jerks, weasels, tormentors, tyrants, serial slammers, despots… Mas escolheu “asshole”, por entender que captura a essência! Fazendo uma mesma análise em Português, optei pela palavra “babaca”. Obviamente os leitores podem encontrar sinônimos, mas acho que “babaca” contempla bem a essência de alguém que NÃO queremos ter em nossos quadros.

O problema é que raramente se identifica um babaca em uma entrevista de emprego. Neste momento, este traço característico pode ser ocultado, mas ao longo do tempo o babaca se revela.

Valores, Desempenho, Comportamentos: desempenho

Obviamente, ao avaliarmos nossos colaboradores, estamos interessados no desempenho de cada um. No entanto, o cenário atual mostra claramente que não basta avaliar o desempenho, Há que considerar a Congruência com Valores. Manter um colaborador com alto desempenho, porém não aderente aos valores da empresa (valores efetivos), pode levar a contaminar os demais, na questão de valores (o velho ditado, a maçã podre estraga as demais).

Portanto, para uma efetiva avaliação do quadro funcional, Cameron Sepah sugere a matriz Desempenho x Valores.

Valores, Desempenho, Comportamentos: matriz Desempenho x Valores

Valores, Desempenho, Comportamentos

Valores, Desempenho, Comportamentos: matriz

De acordo com esta matriz, os babacas incompetentes, obviamente, têm que ser descartados. Demita-os na primeira oportunidade.

Já os babacas competentes têm um certo valor pelo seu desempenho, porém há o viés negativo da aderência aos valores. Então, conforme mencionado acima, de acordo com o behaviorismo, este comportamento irá persistir se não houver o reforço negativo. Ou seja, há que deixar claro para estes indivíduos que há restrições em relação ao seu comportamento, à sua aderência aos valores. Deixar claro que um bom desempenho não se sobrepõe à necessidade de respeitar e cumprir os valores da empresa, seja no aspecto corporativo, ou de relacionamento interpessoal.

Gente boa incompetente são aqueles que não desempenham a contento, porém são muito estimados por todos. Assim como devemos tomar cuidado com os babacas competentes, também devemos nos preocupar com os Gente boa incompetente. Deixá-los simplesmente conviver e sobreviver na empresa pode dar a todos a leitura de que a meritocracia não tem valor em sua empresa. No entanto, o tratamento aos Gente boa incompetente é bem distinto dos babacas competentes.

Já que contribuem para a coesão da equipe, vamos procurar mantê-los, porém buscando qualificá-los, e talvez buscando alocá-los em atividades que se identifiquem mais com seus pontos fortes (leia mais em Foco em seus pontos fortes). Se não funcionar, então, realmente é melhor dispensá-los.

Gente boa competente e Gente boa fora-de-série: estes temos que conservar, e, ainda de acordo com a teoria do behaviorismo, há que incentivar para manter e disseminar esta cultura. Então, reconhecer, recompensar, elogiar, para que o exemplo floresça!!!

Se você gostou deste post, siga o Dr. Cameron Sepah no Linkedin, Medium e Twitter, e leia o artigo original (clique aqui).

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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