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Tendências da Manutenção

Stonner 14 Comentários 25.02.15 4018 Vizualizações Imprimir Enviar

Tendências da Manutenção para o horizonte dos próximos anos: listamos aqui algumas tendências inexoráveis da Manutenção. Não são apenas “modismos”, são mudanças para as quais não há retorno, as quais o Gestor da Manutenção deve manter em seu radar e buscar implementá-las.   Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Tendências da Manutenção – status atual

Apesar da divulgação dos conceitos de manutenção proativa (de forma simplificada, atuar mais nas causas do que nos sintomas), estima-se que nos Estados Unidos 75% da Manutenção ainda seja reativa. A evolução do modelo reativo para o proativo passa por uma questão cultural e comportamental: neste aspecto, fiquei feliz em constatar em minha pesquisa através dos informativos de manutenção disponíveis na Internet, que o Brasil é referência quase unânime de desenvolvimento da Manutenção, através da ABRAMAN (Associação Brasileira de Manutenção). No que concerne à certificação e desenvolvimento de pessoas no âmbito da Manutenção, a ABRAMAN é destaque maior do que a também conceituada SMRP (Society for Maintenance and Reliability Professionals). O desenvolvimento de melhores técnicas de monitoramento tem também propiciado bons resultados à Manutenção Preventiva: na indústria naval, a aplicação de técnicas adequadas de monitoramento em equipamentos dinâmicos propiciou:

  • Redução de custos de manutenção em 30%
  • Redução nas falhas inesperadas em 55%
  • Redução no tempo de reparo e indisponibilidade em 60%
  • Redução no inventário de sobressalentes em 30%

Tendências da Manutenção – Função Integrada

Cada vez mais as organizações se dão conta de que “Mantenedor não é consertador”, ou ainda melhor colocado, “O profissional de Manutenção não é aquele que conserta, é aquele que elimina a necessidade de consertar”, e integram a função Manutenção aos processos. Definitivamente, vê-se que a Manutenção não é custo, é investimento para aumentar o retorno. Portanto, é necessário envolver a Operação, os operadores participam da Manutenção seja através da execução de atividades rotineiras de Manutenção, conforme preconiza a TPM (Total Productive Maintenance), ou no planejamento das atividades de Manutenção. A Manutenção está também integrada à Engenharia, seja pela participação na análise dos projetos sob o prisma da Manutenção, ou ainda através das VIP’s (Value Improving Practices) de Manutenção Preditiva. A otimização de estoques, pela redução da quantidade e pela imediata disponibilização de itens críticos, também é fruto da integração da manutenção com Suprimentos.

Tendências da Manutenção – Tecnologia Digital

Paralelamente ao desenvolvimento de dispositivos tecnológicos, há a natural evolução da população, a qual independente da idade, do nível de educação formal, vem se tornando cada vez mais habituada às recentes tecnologias. Portanto, é natural o uso cada vez mais intensivo de dispositivos móveis para registro e acompanhamento, integração e análise de dados, e sistemas integrados. Mesmo aqueles que não são profissionais de Manutenção podem observar isto, acompanhando as revisões periódicas de seus veículos nas oficinas autorizadas. Há tempos já não se veem macacões sujos, apenas funcionários plugando seus dispositivos ao motor e componentes do carro, desta forma diagnosticando e antecipando possíveis falhas. Alguns equipamentos já possuem dispositivos “self-healing” (literalmente, auto-cura), os quais detectam certas anormalidades e fazem automaticamente os reparos, quando possível.

Tendências da Manutenção – Sustentabilidade

Não há retorno possível nesta vereda: atendimento às exigências ambientais e regulatórias é apenas o mínimo necessário, e as empresas com visão estratégica já buscam antecipar conceitos nesta área. As construções buscam a certificação LEED (Leadership in Energy & Environmental Design), e estas exigências atingem a manutenção. A Manutenção contribui decisivamente para a redução de consumo de energia e utilidades (particularmente) água, o que gera não apenas redução de custos, como evita tarifas mais altas (vide recentes exemplos brasileiros), e evitam exposição negativa na mídia, afetando valores intangíveis como marca e reputação.

Tendências da Manutenção – Manutenção proativa

A Manutenção Proativa vai além do correto balanceamento entre a Manutenção Corretiva, Preventiva e Preditiva, conforme preconiza a Manutenção Centrada na Confiabilidade (MCC). A Manutenção Proativa incorpora a Engenharia de Manutenção, buscando não apenas reparar, mas identificar as causas básicas, atuando nestas para evitar a repetição de falhas, ou para aumentar o TMEF (Tempo Médio Entre Falhas). Estamos sempre publicando artigos sobre Liderança e Gestão, Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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  • Muito boa a matéria professor Stonner! Objetiva e rica em tópicos. Neste momento em que o país passa por dificuldades de investimentos em grandes projetos, a manutenção tem que ser olhada de uma forma diferente e consequentemente os investimentos aumentarem neste segmeno.

  • Professor bom dia,

    Li e reli seu excelente texto acerca da teoria da manutenção e suas funções correlatas, tenho alguns comentários a fazer pelo tempo em que militei na área de planejamento, isso já foi há um bom tempo atrás mas o cenário que vejo atualmente é o mesmo infelizmente, é necessário um exercicio cultural imenso para que os gestores entendam a importancia desse assunto

    Sobre a cultura Brasileira: atacar o sintoma, ignorando a causa e culpando sempre a “base” da cadeia hierárquica da equipe de planejamento;

    A função integrada centra-se ainda de modo cultural na figura do “consertador” , justamente aquele que tem por função eliminar a necessidade de consertar, tem a sua visão “teleguiada” de cima com ordens expressas de conter custos (Porque manutenção é custo!!!, investimento é escasso e desnecessário), conheço dois personagens que exercem essa função, o “Severino” e o “Cachimbo”.

    Sustentabilidade: em pouquissimos casos se vê o compromisso com esse assunto pois como o próprio tópico diz: “Não há retorno, é apenas o mínimo necessário”, o gestor entendendo que não há retorno lê essa regra como dispensável pois sua visão é o lucro e a contenção de despesas a qualquer custo…

  • A 25 anos trabalho com Manutenção Preditiva e acredito muito que esta tendência nos tornará mais competitivos.

    Parabéns pela matéria e espero que os muitos gestores leiam e apliquem este conceitos de manutenção .

  • Maikel Capellão

    Olá Rodolfo, muito boa essa matéria, pude notar que tudo que você escreveu aplica-se onde trabalho, sou técnico em mecânica de uma multinacional no RS onde utilizamos a preditiva com monitaramentos e alarmes de equipamentos com possivel indice de falhas, usamos o SAP como ferramanta de controle da preventiva, onde são gerados os planos de preventiva por hora de maquina trabalhada, temos o mesmo pensamento em que a manutenção não conserta e sim busca meios para que a falha não ocorra novamente, para isso usamos a RQF(Relato Quebra Falha) onde é feito um estudo dessa falha ate chegarmos a falha raiz, atuamos em parceria com o setor de engenharia onde nos fornece relatorios de consumo de energeticos(ar comprido, vapor, agua) atraves de equipamentos opdemos localizar pontos de vazamentos e reduir tais consumos…vejo que estamos no caminho.
    Muito obrigado

  • Parabéns por compartilhar seu conhecimento.

  • Olá, José Alfredo, coincidentemente acabo de conversar com um colega sobre este assunto, o crescimento da atividade de manutenção frente ao atual esvaziamento de grandes projetos!

  • Alexandre, concordo com as posições que você coloca; no entanto, FELIZMENTE, aos poucos vejo algumas mudanças: preocupação em identificar causa básica; manutenção como investimento, não como custo; sustentabilidade.. pequenos avanços ainda,porém são avanços!

  • Juarez Oliveira

    Olá professor.
    Esse assunto é sempre bem aprofundado por profissionais ligados à manutenção porém o pessoal de cima ainda não se conscientizaram que a manutenção deve ser encarada como investimento mesmo.
    Muito bom seus tópicos.
    Abraço

  • Obrigado, Lucas, bem vindo ao Blogtek!

  • Paulo Anderson

    Vejo esse tema como um ponto focal…Um norte a ser seguido. Profissionais de Manutenção, técnicos, engenheiros, gestores, devemos pensar e agir assim.
    Mas como tartar a grande parte da mão de obra que não é qualificada ( por diversos fatores), como estruturar essa visão? Como guiar uma equipe que é sedenta de conhecimeto mas não percebe?

  • OLá, Paulo, eu diria que o primeiro ponto é qualificar a mão de obra. É investimento, e não custo. Eu até acho que o Brasil tem feito investimentos consistentes na área de qualificação, até para evitr a chamada “doença holandesa”. Leia em http://blogtek.com.br/a-doenca-holandesa/

  • OLá, Paulo, eu diria que o primeiro ponto é qualificar a mão de obra. É investimento, e não custo. Eu até acho que o Brasil tem feito investimentos consistentes na área de qualificação, até para evitar a chamada “doença holandesa”. Leia em http://blogtek.com.br/a-doenca-holandesa/

  • Obrigado, e desculpe pela demora na resposta!!!!

  • Olá, Maikel, desculpe a demora da resposta! Acho que a Manutenção no Brasil tem progredido bastante, vejo isto em referências internacionais.

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